segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Cristologia em Hebreus

CRISTOLOGIA. Hebreus tem uma alta cristologia explícita. A preexistência de Cristo é mencionada no próprio começo. Foi através de Cristo que Deus que Deus criou o mundo. Também, pela palavra do Seu poder, sustenta o Universo. Ele reflete a glória de Deus e expressa a própria imagem de Sua natureza. Não encontramos nenhuma discussão da encarnação, mas isto está claramente na mente do autor quando ele fala da vinda de Cristo ao mundo (10.5; 2.9).

A designação favorita de Hebreus, para Cristo, é o "Filho de Deus". Como o Filho, Ele é o herdeiro de todas as coisas. Como o Filho de Deus, Ele participa da deidade. Os anjos o adoram. Hebreus ainda chama Jesus de Deus, aplicando a Ele o Salmo 45: " O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos" (1.8). A deidade de Cristo é também visto no uso de Senhor (Kyrios). Várias vezes são citadas passagens do Antigo Testamento, em que Deus é mencionado como o Senhor. Mas Jesus é também Kyrios. O Jesus da História é duas vezes chamado de Senhor (2.3; 7.14); e uma vez, uma passagem que no antigo Testamento se refere a Deus, é aplicada a Cristo (1.10). Num sentido não definido, Jesus é Deus.

Talvez não seja particularmente significativo, mas Hebreus se refere a Jesus mais freqüentemente através de Sua natureza humana (10 vezes) do que através de Seu nome messiânico, Cristo (9 vezes). O nome composto, Jesus Cristo, ocorre três vezes. "Cristo" é usado sem as usuais implicações messiânicas do Antigo Testamento. O uso de "Jesus" ilustra que o autor estava mais preocupado com o Jesus real da História.

Hebreus só menciona a ressurreição de Jesus uma vez, mas enfatiza a audiência celestial de Cristo. A ascensão está claramente em mente quando fala de Jesus passando através dos céus. Lá, ele é coroado de glória e honra (2.9), e está assentado à mão direita de Deus (1.3,13; 12.2), onde espera até que todos os seus inimigos sejam subjugados de seus pés. Como o Cristo exaltado, Ele continua vivo para sempre, para representar Seu povo na presença de Deus (7.24).

Embora Cristo seja chamado "autor e consumador da nossa fé" e o precursor no santuário interior, não se fala do vôo da lama, na morte, para se juntar a Jesus no céu. Há uma referência que fala dos "espíritos dos justos aperfeiçoados", mais isto não é frisado. A ressurreição é mencionada duas vezes, e Jesus tem que aparecer uma segunda vez, para trazer, aos Seus santos, a plenitude da salvação (9.28).

A ênfase sobre a total deidade de Jesus de modo algum minimiza a opinião do autor sobre Sua humanidade. Já vimos que Hebreus enfatiza a total e real humanidade de Jesus mais do que quaisquer outras epístolas. Sua real humanidade, Suas tentações e sofrimentos foram necessários, para que Jesus Se identificasse com o Seu povo, para que o entendesse e para que o ajudasse. Ele identificou-se com aqueles, a quem veio salvar, em todos os pontos, exceto em um – Ele era sem pecado (4.15).

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