terça-feira, 25 de maio de 2010

A Microbíblia do Pós- Cristianismo

A microbíblia do pós cristianismo

" Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça" (2Tm 3.16).

A bíblia dos dias de hoje é bem mais prática e mais sintética que a Bíblia de antigamente. Em tempos de pós-modernismo, pós-tudo e pós-cristianismo, não se precisa mais de toda aquela empulhação. Toda aquela história de criação do mundo e do homem, dos bichinhos e das plantinhas não tem nada a ver. O mundão está aí para quem quiser e souber aproveitar e pronto. Sem contar que é muito mais "chique" e "descolado" acreditar naquela parada de evolução. Muito maneiro.

Uma Bíblia contendo inacreditáveis sessenta e seis livros é de uma inutilidade tremenda. E o que as pessoas querem é um "deus tremendo" que lhes proporcione um "encontro tremendo". Sem contar que aquele livrão atrapalha a balada depois do culto. Isso pra quem ainda carrega. Afinal, se não dá tempo de ler tudo aquilo mesmo, pra que ficar carregando? É um estorvo. Será que esse pessoal ainda não percebeu que hoje toda igrejinha tem um datashow ou no mínimo um retro-projetor? Basta ler na parede!

E aquela coisa chata de ter que ficar lendo coisa de Hebreu, Amorreu, Heteu, Saduceu, Fariseu, que coisa mais sem pé nem cabeça! Ter que ficar decorando nome de cidade que nem existe mais. Já não bastam as chatíssimas aulas de história da escola e da faculdade? De que interessa aos crentes pós-modernos e pós-cristãos ficar aprendendo sobre Monte Sinai, Babel, Babilônia? Cativeiro? Que nada, hoje tem as tropas do Obama e a ONU pra isso mesmo, manda logo um míssil lá e liberta o "povo de deus".

Pensem na chatice de ter que ficar decorando aquelas leis absurdas de honrar pai e mãe e não cobiçar a mulher do próximo! Se todo mundo sabe que Jesus perdoou a mulher adúltera e atualmente adultério nem é mais considerado crime. Tão normal. Aquelas leis são tão antigas que nem mesmo os judeus as respeitam. São leis de uma gente mais ignorante e ultrapassada. Entre outros anacronismos, as leis da Bíblia condenam o homossexualismo. Justo agora que o presidente português liberou o casamento gay, e, no Brasil, o governo acaba de regulamentar o uso do "nome social" no serviço público federal. Isso é bacana, porque você não vai mais ser atendido por aquela louraça do gogó grandão e da cara azul da barba por fazer, e ler em seu crachá que seu nome é Sebastião Durval. Você agora saberá que ele ela se chama Pâmella Chrystyanny!

E o tal do "novo" testamento? Que paradinha mais retrô História de peixinhos e pescadores e camponeses matutos… se liga, hoje a vida é digital e online.

Tá certo que aquele lance do apô (apô é apocalipse, ô quadrado dããã…). Aquele sim, é um livro muito doido de se ler. Com dragão, e luta, e rio de lava… Parece mais um filmaço bomba do Steven Seagal ou então do Jackie Chan. E dá-lhe porrada na besta-fera dos trocentos chifres. E bomba, e fuga no carrão… Uhuuuuu!!! Hasta la vista baby!

Visando justamente resolver estes problemas todos, a "crentaiada" do "sapatinho-de-fogo" acabou por compilar uma nova Bíblia. Tão enxuta e tão exata que nem sequer precisa ser impressa. Cabe na cabeça oca de qualquer um, e tem incríveis 7 versículos. Evidentemente, todos estes formidáveis sete versículos saíram daquele "biblão" antigo. Além disso, a graça toda da coisa está na praticidade dos escritos. É uma compilação sensacional, que traduz tudo aquilo que os "em-vão-gélicos" de hoje em dia querem do deus que os serve (não se assuste, um deus bacana mesmo é aquele que serve aos propósitos da "rapêizi"). Essa conversa de deus que quer que o sirvam, é escravizante e preconceituosa. Vivemos a era da liberdade, e queremos mesmo é a "unção do ispríto"!

Vamos ao caminho da salvação ligeira e maneira, que é direto e reto, versículo por versículo:

1 – Tudo posso naquele que me fortalece. (Fp 4.13) – versículo maravilhoso, cheio da unção, que conforme a "visão" dos crentes pós-cristãos, significa que o irmãozinho, cheio da unção (algumas palavrinhas mágicas, como visão, unção, revelação, profecia, poder e prosperidade devem ser repetidas à exaustão), pode fazer qualquer coisa: pode voar, comprar e não pagar, pegar umas "thuthucas", tomar uns "gorós", e o escambau. Tudo isso sempre cheio da unção. TUDO POSSO, sacou?

2 – Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8.31) Esse, geralmente, significa que qualquer bocudão que fizer algum comentário besta sobre o meu cai-cai está, automaticamente, repreendido, porque se DEUS É POR NÓS, de nada adianta alguma anta com aquele biblão arcaico ficar contra. Tá tudo liberado galeraaaaaa!!!

3 – Nada poderá nos separar do amor de Deus (Deduzido de Rm 8.38-39) Sabe ler? Viu que NADA poderá me separar de Deus? Nem o meu pecado, nem a minha lascívia, nem minha avareza, nem a minha hipocrisia, nem o meu adultério, a minha prostituição, ou a minha idolatria. NADA pode me separar deste deus que me serve acima de tudo. Lembre-se de que deus é pura bondade, e que ele não quer nem saber se você está pecando. Ele só quer te abençoar e pronto! Este é um deus muito carente emocionalmente, e ele sempre precisará da aprovação humana, e por isso mesmo ele não pode e não quer te magoar. Ele é seu papaizinho lindinho e bonzinho (não parece o papai Noel?).

4 – A letra mata (surrupiado de 2 Co 3.6). Essa, serve para explicar porque não se deve ler a Bíblia. Sempre tem um frustrado com uma conversa mole de se arrepender, porque a bílbia diz isso, porque a bíblia diz aquilo… Gentinha despeitada e desocupada que não consegue ver a gente brilhar no meio da "comunidade gospel" (brilhar com muita unção). Sempre que alguém tentar lhe exortar, dizendo que a Bíblia condena qualquer coisa que te interesse, use este versículo para mandá-lo plantar batatas, e explique em seguida que você não se interessa por essa coisa de teologia, estudo bíblico e outras besteiras de homens. Diga-lhe que o mais importante é o que o "ispríto" lhe revela poderosamente. ÔÔÔÔÔÔÔHHH shambalábacana que decanta e cantaaaa chupabalahaaaaaallssss!!!

5 – Deus é fiel (1Co 1.9, 2Co 1.18 e espalhado pela Bíblia em muitos outros versículos) Este é um coringa. Sempre que quiser, e sempre que não puder encontrar outra desculpa verdade bíblica, use este versículo para mostrar que seu deus é seu escravo fiel. Tome posse da bênçao do deus do ouro e da prata. Determineeeeeeeee que ele entrega na sua mão!

6 – Não julgueis, para que não sejais julgados. (Mt 7.1) Sempre que algum panaca retrógrado quiser lhe "emprenhar pelos ouvidos", jogue na fuça do infeliz este versículo. Ele é a sua armadura. Ninguém pode te julgar, só seu deus. Se você rouba, mente, adultera ou faz qualquer outra coisa da qual algum destes impertinentes te acusem, mostre-lhe que só seu deus pode te julgar. Mostre-lhe o quanto esta passagem impactou a sua vida! Repita aos gritos que você é um profeta de deus que recebeu uma visão, mas que você não pode compartilhar esta visão com qualquer um, e coloque qualquer crítico no lugar dele!

7 – Deus não faz acepção de pessoas (tungado de At 10.34) finalmente, um versículo para nos inserir na palavra de ordem da vez, que é a diversidade. Ora, se Deus não faz acepção de pessoas, não é da conta de ninguém se você é ladrão, homossexual, prostituta, assassino ou o que mais você quiser. Pode continuar fazendo tudo errado DENTRO da igreja mesmo. Aquele papo de mudar de vida porque se converteu, é conversa de ditador preconceituoso da cabeça atrasada que vive fora da casinha, conte para o mundo que Deus tem um plano para você, e que atendendo a este chamado espiritual cor-de-rosa-fru-fru, você não se importa com o que ninguém diz, nem mesmo essa tal de Bíblia, porque você só olha para Jêzúix !

Com este simples apanhado, você pode ser feliz e viver na unção sossegado. Dominando estes sete versículos, você poderá viver na bênção do deus do ouro e da prata, tendo certeza de que você é um profeta guiado pelo "isprito", e lembrando-se sempre de que "só há uma coisa que deus não pode deixar de fazer: amar você". Lembra até aquela musiquinha famosa: "Se eu quiser beber eu bebo/ se eu quiser fumar eu fumo" "Grória a deuso aleluuuuuuuiaaaa".

Nota do editor: por mais enojante que seja, o que você acabou de ler acima é uma triste reprodução do pensamento da maioria dos que se intitulam cristãos nos dias de hoje. Se você é um cristão sincero e tenta viver de acordo com a Bíblia, tenho certeza de que já foi atacado por um destes versículos distorcidos por algum hipócrita exatamente como visto acima. Caso nunca tenha visto nada disso pessoalmente, o convido a visitar os comentários dos artigos deste blog, e você verá cada uma dessas situações repetida inúmeras vezes.

Nos próximos posts, teremos as exegeses de todos estes versículos e de outras "pérolas cristãs" para ajudar a nos livrar dos estultos que acreditam que podem interpretar Deus através uma "visão" ou de uma "revelação pessoal" que justifique qualquer absurdo, mesmo que isso vá diametralmente contra a Palavra do Senhor.

Fonte: http://www.palavraqueliberta.com.br/apologia/a-microbiblia-do-pos-cristianismo

segunda-feira, 17 de maio de 2010

AS BÊNÇÃOS DO DEUTERONÔMIO 28. Final

Condições para as bênçãos:

  1. Se você cuidar para cumprir todos os seus mandamentos, v.1,13,15;
  2. Se você andar em Seus caminhos, v.9;
  3. Se você não se desviar de nenhuma das Palavras de Deus, nem para a direita nem para a esquerda, v. 13,14;
  4. Se você não for após outros deuses para servir-lhes, v.14 A segunda parte de Deuteronômio Poucos recitam e ou lêem a segunda parte de Deuteronômio que começa nos versículos 13 em diante. O castigo pela desobediência, em ignorar e não guardar os mandamentos. Se Israel não der ouvidos à voz de Deus, seria maldito, a turbação, a perdição, a pestilência viria sobre ele. A chuva e a colheita cessariam, o gado e a terra seriam minguados. Os inimigos os venceria, e ao invés das bênçãos, as maldições os alcançaria. Porque será que quase ninguém ensina sobre a desobediência e suas conseqüências nas campanhas? Quantas pessoas precisam fazer campanhas para serem mais íntegros, fiéis, cumpridores e não somente ouvintes? A valorização do "ter", nestes dias de valores invertidos é mais importante do que o "ser". Mas a Bíblia continua a mesma com suas palavras e ensinos infalíveis. Mateus 6.33 "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas". Quais coisas serão acrescentadas? A partir do versículo 19, estas coisas são descritas como: O tesouro, a comida, a bebida, a vestimenta, "De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas". Por isso escrevi acima que creio que as bênçãos acompanham os fiéis, mas aqueles que ouvem e guardam e buscam, com compromisso, o Reino. O segredo para ser abençoado não é deixar a Bíblia aberta em Deuteronômio 28, não é fazer campanha de sete ou trinta e sete dias, mas buscar o reino. Você deve estar perguntando: O que é o reino? Como faço para buscar o reino e ser abençoado? O reino de Deus (ou dos céus), não é somente a dispensação do milênio no futuro, após a grande tribulação. O reino de Deus é toda a soberania e poder de Deus, contra a destruição do sistema mundano e do Diabo. O reino de Deus começa em nossos corações. "para ele e faremos nele morada" (Jo 14.23). Quando a trindade mora em nossos corações, obviamente passa a reinar em nossas Se alguém me ama guardará a minha palavra, e meu pai o amará, e viremos vidas. É em função disso que o apóstolo Paulo escreve aos gálatas dizendo: "E vivo não, mas eu, mas Cristo vive em mim..." (Gl 2.20). Cristo habita em nós e se torna o manancial de toda a nossa vida e o centro de todos os nossos pensamentos, palavras e ações. Queres as bênçãos de Deus? Guarde a Sua palavra. Observe que está em concordância com Dt 20.1 que ordena a Israel ouvir a voz e guardar os Seus mandamentos. Os discípulos presenciaram a chegada do reino de Deus quando viram Jesus expulsar demônios e salvar almas como ele havia dito. "Mas se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseqüentemente chegado a vós o reino de Deus" (Mt 12.28). Eles viram Jesus livrar a humanidade das forças demoníacas, também receberam poder de curar as enfermidades e expulsar os demônios (Mc 1.34,39 35-15). O poder de Deus vai recuando o domínio de satanás, e o reino de Deus vão se implantando. Queres as bênçãos de Deus? Então pregues o evangelho, liberte as almas aprisionadas, assim estarás buscando o reino de Deus, e as demais coisas (tesouro, comida, bebida, vestimentas etc.) serão acrescentadas em sua vida.

Consultas e fonte com acréscimos e apontamentos

Blog do Ev.Geziel Silva Costa

Bíblia Pentecostal

Biblia Plenitude

http://www.alertafinal.blogspot.com/

As BENÇÃOSDO DEUTERONÔMIO 28. Parte 1

As BENÇÃOS do Deuteronômio 28.

Respondendo ao internauta W. e a outros seguidores que solicitaram comentário acerca do modismo do Deuteronômio 28, posto aqui, algumas sugestões e comentários que poderão auxiliar e dirimir pequenas dúvidas.

A palavra "bênção' (gr. eulogia) encerra o significado de : a) uma dádiva divina que faz prosperar o trabalho do crente (Dt 28.12); b) a presença divina conosco (Gn 26.3); c) a dotação de força, poder e ajuda divina (Ef 3.16; Cl 1.11); d) Deus operando em nós e através de nós para realizar o bem (Fp 2.13). No Antigo Testamento , o termo "benção" ocorre mais de 400 vezes. A primeira coisa que Deus fez no tocante ao homem, foi abençoá-lo (Gn 1.28). A vida ou a história do povo de Deus podem estar sob a bênção ou a maldição (Dt 11.26ss).

No Novo Testamento , a obra total de Cristo pode ser resumida na expressão: Deus o enviou para abençoar (At 3.26) Vemos Sua bênção outorgada às crianças (Mc 10.13-16) e aos seus seguidores quando Ele partia da terra Lc 24.50,51). A bênção divina era uma realidade bem presente no ministério dos apóstolos (Rm 15.29).

A bênção de Deus é condicional, dependendo do Seu povo, o qual opta pela bênção, ao obedecer a Deus ou pela maldição, ao desobedecer (Dt 30.15-18; Jr 17.5,7). Como recebemos a bênção do Senhor?

  1. Olhando sempre para Jesus e buscando Sua bênção sobre o nosso ministério, trabalho, vida e família (Hb 12.2);
  2. Por meio da fé, do amor e da obediência diante dEle (cf. Mt 5.3-11); 24.45,46; Ap 1.3;16.15;22.7;
  3. Por sua graça, removendo da nossa vida tudo quanto possa impedir a bênção divina (Hb 12.1; Ef 4.22; Rm 13.12.

A bênção de Deus pode não estar relacionada a lucros materiais pessoais e à ausência do sofrimento na vida do crente (Hb 11.37-39; Ap 2.8) . Jacó enriqueceu, usando de astúcia e trapaça (Gn 30.31-43).

Não sou contra as bênçãos do Senhor, seja em quaisquer épocas. Aconselho que você não creia em tudo o que é dito, profetizado ou ensinado, antes de uma avaliação bíblica e uma busca através do discernimento do Espírito. É comum a leitura em Deuteronômio 28, e muitas pessoas "profetizando" na vida de outros sobre as bênçãos decorrentes deste capítulo. É benção para mais de metro. Virou, já de muitos, jargão citar o versículo dois "E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão..." E Então ouvimos: "Aqui as bênçãos correm atrás dos crentes!". Que fatídico! Não sou contra! Observemos que quando alguém não conta a aquisição de um carro, casa, outro bem, terreno, dinheiro na conta, ou uma vitória, tendemos pensar que falta fé ou a pessoa está em pecado ou, na pior das hipóteses quem recebeu a suposta bênção é "melhor" do quem não a recebeu. As bênçãos de Deuteronômio 28, não é especificamente para a igreja, mas para Israel, já que a promessa está ligada a terra.É evidente que o propósito de Deus, sempre é o de abençoar seu povo, sua igreja, seus filhos, entretanto, consideremos que promessas e profecias são abundantes na Bíblia. Deus dá muitas garantias da sua prontidão para abençoar e normalmente fala de coisas que planeja fazer no futuro. Em ambos os casos sempre há condições: o chamado de Deus para nos alinharmos à sua vontade, de modo que a sua palavra de promessa possa abençoar o obediente.

Este é um exemplo clássico de profecia prenunciativa. Ela serve para ensinar e advertir e instruir rumo à obediência e à vida frutífera. Ela nunca é dada para suscitar a curiosidade ou promover suposições. Em Mateus 24, por exemplo, Jesus faz várias promessas sobre coisas que acontecerão, mas fala aos seus discípulos que o seu objetivo é apenas eliciar respostas prática de vida obediente. (v42), não fazendo suposições sobre a possível data de acontecimentos futuros (v.36).

Outro versículo muito recitado, desejado e decretado é o 13 "E o SENHOR te porá por cabeça, e não por cauda; e só estarás em cima, e não debaixo..." somente a parte "a" como também o versículo 2 já citado acima. Que falácia!! Em primeiro lugar, esta promessa é para o povo de Israel que vivia sobre a dispensação da Lei. Foi a última promessa antes de o povo entrar na Terra de Canaã. Isso é hoje uma verdade cumprida na vida de Israel. Israel é cabeça e não calda, país rico em abundância.

Se desejarmos voltar a estar debaixo do julgo da Lei (posto que não há como extrair do Antigo Testamento só o que nos interessa), devemos cumprir outros mandamentos dela, não somente este. Vejamos Deuteronômio 21.18 -21: "Quando alguém tiver um filho contumaz e rebelde, que não obedecer à voz de seu pai e à voz de sua mãe, e, castigando-o eles, lhes não der ouvidos, Então seu pai e sua mãe pegarão nele, e o levarão aos anciãos da sua cidade, e à porta do seu lugar; E dirão aos anciãos da cidade: Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz; é um comilão e um beberrão.Então todos os homens da sua cidade o apedrejarão, até que morra; e tirarás o mal do meio de ti, e todo o Israel ouvirá e temerá". Em segundo lugar, as bênçãos de Deuteronômio são condicionais, isto é: Estabelece uma postura, exigência, decisão e atitudes a serem tomadas para o verdadeiro cumprimento dela na vida de Israel. No versículo um a condição é "SE" ouvires a voz de Deus e guardar os seus mandamentos. Israel para receber as bênçãos, era necessário estar atento à voz de Deus e pronto a guardar os seus mandamentos. Existe uma infinidade de SE nas Escrituras, a maior parte expressando definitivamente as condições sobre as quais Deus abençoará os homens. Nenhuma aliança, promessa, promessa ou bênção incondicional pode ser encontrada na Bíblia.

Mesmo que estas bênçãos fossem prometidas para a igreja em especial, a condição era ouvir e guardar. Somente campanhas não seriam necessárias, sete, dez ou cem dias de campanhas não seriam suficientes. Quantas pessoas enroladas, desobedientes e sem compromissos estão fazendo campanhas, decretando e determinado as bênçãos de Deuteronômio em suas vidas? Além da aplicação do texto ser errada, a condição exigida é ignorada.

OS FALSOS PASTORES, FALSOS PROFETAS E OS FALSOS MESTRES - FINAL

IV. A MENSAGEM DOS FALSOS MESTRES

1. Mensagem fingida v. 1-3

" Assim como...( eguenouto) . Em adição aos homens santos que falaram a palavra inspirada de Deus , havia também alguns falsos profetas em Israel e a história estava se repetindo na época de Pedro.

"pseudoprofetas" o prefixo da palavra pode significar falsamente nomeados, ou pode indicar a falsidade do trabalho realizado, e qualquer desses sentidos estaria bem apropriado à palavra, pois profetizar falsamente, no sentido estrito, era de qualquer modo, uma das marcas de um pretendo profeta.

"pseudomestres" falso mestre, falso professor – os quais. = oitines – quem, os quais, os que pertencem a uma classe ou grupos específico.

(pareisázousin) = contrabandear, introduzir furtivamente. A palavra pode indicar a introdução secreta de alguma coisa, dando idéia de introduzir-se debaixo de algum tipo de cobertura.

2. Negavam o senhor que os resgatou

"arnéomai". Dizer não, negar. Os hereges estavam professando uma suposta fé cristã, negando uma pessoa que tem autoridade sobre outros.

3. Proferiam palavras com engodo 2Pe 2.18

"upérogkos = cheio, inflado. A palavra significa "inchaço desnatural". Eles usavam grandes e impressionantes palavras em seus discursos. A verbosidade ostensiva era a sua arma para capturar os incautos e a licenciosidade era a isca em seu anzol.

V. REFUTANDO A MENSAGEM DOS FALSOS MESTRES

A. Os falsos mestre negavam ou ensinavam

B. Refutação Bíblica

1.Expiação de Cristo

  1. Não tem valor para o retorno do homem a Deus
  2. Cristo Não era um Salvador todo- suficiente, Ele
  3. Não há valor em sua morte
  4. Não eficácia no sangue de Cristo
  1. A paz foi feita por ele, pelo sangue, abrindo caminho para a reconciliação Cl 1.20-22
  2. Cristo é o mediador dos homens 1Tm 2.5

    O sacrifício de Cristo foi perfeito Hb 9.11-15

2. A Santificação e Salvação

  1. A depravação moral ajudaria a destruir

    o corpo

  2. A alma não seria prejudicada pela

    Imoralidade, pois,, o espírito é bom, a matéria má e as duas coisas não podem ter uma relação duradoura mútua.

  3. A salvação consiste em fugir do domínio da matéria para o domínio do espírito. Salvação significa alcançar um tipo especial de conhecimento que não seria alcançado pelo cristão comum.

d)

  1. Deus nos chamou para a santificação 1Ts 4.3,4; 2Ts 2.13
  2. Não pode haver salvação sem santidade Hb 12.14
  3. A alma e o corpo serão remidos 1Co 15.20,35,42,43
  4. Mas a todos quanto o recebeu deu-lhes o pode/direito de serem feitos/chamados filhos de Deus.

3. Inferno e Punição

  1. Não existe inferno e punição eterna

1. Deus não perdoou aos anjos, lançou-os no inferno 2Pe 2.4

4. Majestade, Senhorio e/ou deidade de Cristo

  1. Cristo não é Senhor 2Pe 2.1

1. Ele é e sempre será Senhor Hb 1.3,4 2Pe 1.17

VI. A REVELAÇÃO DE JOÃO 1 João 2.18-29

1. João Escreve Sobre O Ser Satânico

A. A chegada do anticristo

  1. Muitos anticristos já vieram 2.18b
  2. O Verdadeiro anticristo 2.18b

B. Os apóstolos do anticristo 2.19 :

Eles demonstram sua lealdade a ele ao abandonar a fé cristã.

João não relata, apenas, o fato de sua saída da comunidade, vê um propósito nele. Os hereges saíram por sua livre vontade, mas detrás da divisão estava o propósito divino de que eles "seriam manifestos". Sua saía foi seu desmascaramento" O fingimento não pode ficar sempre escondido.

"Não eram dos nossos" = Embora pertencendo exteriormente à comunidade, eles não mais possuíam o espírito de Cristo.

C. A apostasia do anticristo (2.22-23,26)

  1. Ele negará o verdadeiro Cristo 2.22-23

Cristo aqui não é apenas a tradução de Messias; ele significa a plenitude da fé dos "cristãos" naquele que "veio em carne".

  1. Ele tentará enganar os verdadeiros crentes 2.26

2. João Escreve Sobre o Espírito

A. Ele ensina e unge os crentes 2.27

Unção - Crisma =esta palavra, que não expressa o ato da unção, mas o material com que ela é feita, marca a conexão dos cristãos com Sua cabeça

É o Espírito dado ao Messias ( Is 11.2; 61.1) e por ele aos fiéis 1Jo 3.24; 4.13 cf. 2Co 1.21,) que nos instrui em tudo Jo 16.13 + cf. 1Co 2.10.15

B. Ele habita nos crentes 2.20-21

v.21 = vós conheceis todas as coisas

v.21 = vós sabeis que nenhuma mentira pode vir da verdade

VII. COMO DEFENDER-SE DOS FALSOS MESTRES

1. Lealdade a Deus e a sua Palavra Inspirada

2. Conscientização de que homens de grandes dons e unção espirituais podem

enganar-se e enganar os outros.

3. Desejo sincero de praticar a vontade de Deus Jo 7.17

4. Andar na justiça e no temor de Deus Sl 25.4,5,12-15

5. Provar os espíritos 1Jo 4.1

  1. Espírito da verdade 1Jo 4.6; Jo14.17
  2. Espírito do erro 1Jo 4.6

Deus, o Espírito Santo, é o comandante chefe do exército divino, ele habita nos crentes cheios do Espírito e os impulsiona. Uma das armas mais importantes de defesa e de ataque para estes crentes(nós) é o DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS.

Deus nos conceda este Dom!!!

VIII. O FIM DOS FALSOS MESTRES

1. A destruição deles não dorme 5-9

v.13 "recebendo injustiça, por salário injustiça... adikoumenoi = cometer injustiças, errar, sofrer injustiça, ser prejudicado, ser danificado. A frase no gr. "quando isto tiver sido feito (quando tiver sido dado o recibo) não seremos defraudados.

2. A misericórdia divina em meio ao juízo 5-7

OS FALSOS PASTORES, FALSOS PROFETAS E OS FALSOS MESTRES – PARTE 1

I. CARACTERÍSTICAS DOS FALSOS MESTRES

A. Os falsos profetas no Antigo Testamento

1. Seu comportamento

  1. Pregavam rebeldia Dt 13.5
  2. Falavam com soberba Dt 18.22
  3. Ensinavam mentira Is 9.15
  4. Profetizavam por Baal Jr 2.8
  5. Profetizavam vã esperança Jr 23.16
  6. Fizeram o povo errar Mq 3.5; Jr 23.13

2. Seu Desejo

  1. Interesse pela popularidade Jr 28.1-40

    1.Não diziam a verdade, mas palavras para agradar Jr 28.1-17

2. Anunciavam visão de paz 1Rs 22.1-40.

  1. Busca de benefícios pessoais Mq 3.11

    1.Unem-se aos sacerdotes para dominar Jr 5.31

    2. Sacerdotes ensinam por interesse e os profetas advinham por dinheiro Mq 3.11;Jr 6.13

B. Os falsos mestres no Novo Testamento

1. Seus Métodos

  1. Ensinam doutrinas de homens Mt 15.9
  2. Não sabem o que falam 1Tm 1.7
  3. Rejeitam a boa consciência 1Tm 1.19,20
  4. São soberbos e nada entendem 1Tm 6.3-5
  5. São insubordinados, desordenados, faladores etc. Tt 1.10,11

C. Os falsos mestres denunciados

1. Por Jesus

  1. Usam disfarces Mt 7.15; Mc 13.22 – procuram enganar o povo
  2. Ensinam doutrinas e preceitos de homens Mt 15.9

II. OS FALSOS MESTRES NA REVELAÇÃO DE PAULO 1Tm 4.1-5

1. v 1 Mas o Espírito expressamente diz.. = gr expressamente = claramente, sem sombra de dúvida. Nota-se que o apóstolo estava altamente inspirado, dominado pelo Espírito Santo. A expressão mais original aqui é " O Espírito usando meus lábios"

Últimos tempos. gr = último, depois, mais tarde, por último, em ocasião oportuna, época conveniente, tempo próprio vide 2Tm 3.1; 2Pe 3.3

Apostatarão alguns da fé gr = revolta, rebelião, afastamento doutrinário e religioso, "apostasia da verdade"

Dando ouvido. gr = preocupo-me, aplico-me, dou-me, sirvo, dedico-me, sirvo-me, uno-me

Espírito enganadores gr = sedutor, embusteiro 2Pe 2.1; 3.17

Doutrina de demônios = ensino sistemático, cadenciado Mt 16.12;Cl 2.8; Hb 13.9; Mt 15.9

2. v.2 Hipocrisia gr = um que exteriormente funciona como homem religioso perfeitamente, mas interiormente é alheio ao espírito de religião genuína Tt 1.16; Lc 12.1; Mt 23.28; Pv 23.7; 26.25

3. v.3 Cauterizada gr = insensibilidade física e espiritual. A idéia da palavra pode ser que essas pessoas são pessoas a serviço de Satanás e, como conseqüência tem sua consciência marcada com a marca que indica a sua propriedade. Outra, é que a consciência deles foi cauterizada, isto é ficou insensível à diferença ente o certo e o errado Pv 23.35; Is 42.25; At 28.27; Ef 4.19; 1Tm 4.2

4. Não sabem o que falam 1Tm 1.7

5. Ele rejeitam a boa consciência 1Tm 1.19-20

6. São soberbos e nada entendem 1Tm 6.3-5

7. São impostores 2Tm 3.13

8. Falam coisas perversas At 20.30

III. OS FALSOS MESTRES NA REVELAÇÃO DE PEDRO

1. Tinham vida dissoluta v.2

"E muitos seguirão.." ( aúton) – o pron. refere-se aos falsos mestres, cujo mau

exemplo seria largamente seguido ... dissoluções ( asélgeia) o plural denota

diferentes formas ou repetidos atos habituais de lascívia.

...por causa dos quais... a referência é clara aos muitos crentes que se desviarão.

...infamado o caminho da verdade... A frase refere-se ao ensino da verdade, o ensino correto, a religião certa. Aqui a expressão denota a mensagem Cristã e o modo de vida que são, inevitavelmente, desacreditados quando seus aderentes se identificam com atos patentemente imorais.

2. Eram atrevidos, arrogantes e blasfemos v.10

... que caminham segundo a carne - a sugestão aqui é de que havia sodomia.

...imundas paixões - forte desejo, concupiscência, sujeira, imundícia, poluição = no desejo que torna imundo.

...desprezando (katafronoutes) –os falsos mestres desprezavam o poder e majestade do Senhor. Menosprezam qualquer governo – especialmente a autoridade de Deus.

... arrogantes ( tolmetés) –uma pessoa atrevida. A palavra transmite a impressão da arrogância que desafia a Deus e aos homens. É usada para uma pessoa obstinada determinada a se satisfazer a qualquer custo.

v.11 os falsos mestres falam arrogantemente em absoluto descrédito do poder e da autoridade dos anjos . ... contra elas .. o pronome grego pode se referir às autoridades

ou os próprios falsos mestres, embora eles, os falsos mestres falem mal dos anjos, estes não os denunciam, deixando todo o julgamento a cargo de Deus.

v.12 brutos irracionais...(alógos) = sem razão, irracional. Têm vida física, mas não intelectual; não são melhores do que as feras que perecem. São meras criaturas,

pertencentes a natureza de conformidade com a natureza, usada aqui no sentido de simples criaturas, instintivas nascidas para serem capturadas e mortas.

A JUSTIÇA DO SENHOR RETRADA NO LIVRO DO PROFETA JEREMAIS - FINAL

CENÁRIO HISTÓRICO

1) O ministério de Jeremias começou no reinado de Josias e continuou em Jerusalém durante os dezoito anos de reforma e os vinte e dois anos de colapso nacional.

CENÁRIO POLÍTICO

  1. As nações manobraram pela primazia do mundo

CENÁRIO RELIGIOSO

  1. Jeremias nasceu nos últimos anos do reinado de Manassés, um dos piores reis de Judá que levara a nação a idolatria Jr 7.17-19
  2. Josias subiu ao trono após o curto reinado de Amom. Com oito anos de idade começou uma nova era de reforma e reavivamento e expansão política para Judá.
    1. Em 632, Josias (15 anos) começou a procurar o Senhor 2 Cr 34.3
    2. Em 628 (19 anos) purifica Judá e Jerusalém, numa remoção da idolatria.
    3. Em 622 (25 anos) é achado o "Livro da Lei"
    4. Em 622 – Festa da Páscoa

V. SUA MISSÃO ERA DURA 7.1,2

  1. Pregar na porta do templo Jr 7.1-8.3
  2. O Tema 7.3
  3. A mensagem não agradara 26.1-11
  4. Jeremias não poderia interceder pelo povo 7.16; 11.14;14.11;15.1

VI. O CONFLITO DE JEREMIAS 11.18-20

  1. Era proibido de profetizar 11.21
  2. Ele esboça fraqueza 12.5
  3. Seus parentes não são de confiança 12.6
  4. A dor pelos pecados do povo 9.1-3
  5. O profeta apanha do sacerdote 20.1,2
  6. Ele se arrepende de Ter nascido
  7. Foi proibido de entrar na casa do Senhor 36.5
  8. Foi preso 37.13-15
  9. O rei lava as mãos a seu respeito 38.4-6

VII. O RECOMISSIONAMENTO DO PROFETA

  1. Deus o fortalece 15.11
  2. Recebe a palavra 15.16
  3. Não exita em pregar 26.12-24
  4. A mensagem do profeta é dura para os reis 22.13-19; contra os pastores 23.1,2
  5. Ele enfrenta os falsos profetas 23.9-40; 28.1-4,6-17
  6. Mesmo no cárcere não muda sua mensagem 37.17,18; 38.14-18

VIII. A ESPERANÇA DO PROFETA

  1. Haverá uma nova era para Judá e Jerusalém 23.5
  2. Haverá salvação para Judá e segurança 23.6
  3. Zedequias = o Senhor é a minha justiça

4. A Cidade terá outro nome 33.16

5. O Senhor cumprira na vida de Jeremias o que prometera no início

de seu chamado 39.11,12 Jr 1.8.

A JUSTIÇA DE DEUS RETRATADA NO LIVRO DO PROFETA JEREMIAS – PARTE 1

O SENHOR, JUSTIÇA NOSSA

Jeremias 33.16

Introdução

O que ë justiça?

  1. Justiça é virtude moral que inspira o respeito dos direitos de outrem e que fez dar a cada um o que lhe pertence.
  2. Justiça é dar a cada um o que merece.
  3. Justiça é um dos atributos de Deus manifesta por ele em favor das suas criaturas.

  1. ALGUNS ATRIBUTOS DE DEUS EM FAVOR CRIATURAS

1.Fidelidade- Ele é fiel, absolutamente digno de confiança, as suas palavras não falharão 2Tm 2.13; 2Ts 3.3; 1Jo 1.9; Sl 119.90; Ex 34.6; Nm 23.19; Dt 4.31; Js 21.43

2. Bondade- A bondade de Deus é o atributo em razão do qual concede vida e outras benções das criaturas Sl 25.8; Sl 100.5 145.8,9; Nm 1.7; Rm 2.4; Mt 45; Sl 31.19; At 14.17.

3. Amor – amor é o atributo do qual ele deseja relação pessoal com aqueles que possuem a sua imagem e, mui especialmente com aqueles que foram santificados em caráter, feito semelhante a ele.

4. Paciência – Nm 14.18; Sl 86.15

5. Justiça – Sl 97.2; 1Jo 1.9; Rm 3.26 .Deus é justo- Justiça é a santidade em ação. É a santidade de Deus manifesta no tratar retamente com suas criaturas – Gn 18.25- Justiça é obediência a uma norma reta. Deus utiliza a Justiça quando: a)Livra o inocente; b)Condena o ímpio c) Exige que se faça justiça

II. DEUS É RETO E JUSTO

O Deus Santo é distinto e separado da humanidade pecaminosa. Mesmo assim, Ele permite que nos aproximemos de sua presença. Essa concessão acha-se baseada no fato de que Ele julga o seu povo com retidão e com justiça (Sl 72.2). Ambos os conceitos são freqüentemente combinados entre si para ilustrar a maneira como Deus se apresenta a nós.

Retidão – Conformidade com os verdadeiros princípios – Sl 58.1 Sl 106.3

Tsedaqah – Retidão de Deus é tanto o seu caráter ético moral e, portanto, serve como padrão para determinar qual a nossa posição em relação a Ele.

Justiça – Mishpat - É através dela que Ele exerce o seu governo.

Os sistemas democráticos modernos de governo separam os deveres do Estado em várias ramificações que se equilibram mutuamente e que prestam contas umas às outras ( o poder legislativo para elaborar e aprovar as leis; o executivo para obrigar o cumprimento das leis e para manter a ordem; o poder judiciário para garantir a consciência das leis e para penalizar os transgressores).

  • "mishpat" de Deus coloca todas essas funções dentro do caráter e do domínio do único Deus Soberano ( Sl 89.14).

  • Nossas Bíblias freqüentemente traduzem esse termo hebraico por juízo, que enfatiza um dos múltiplos aspecto da justiça ( Is 61.8; Jr 9.24; 10.24; Am 5.24).
  • A justiça de Deus inclui a penalidade do Juízo mas subordina essa atividade à obra global de estabelecer a sua justiça amorosa ( Dt 7.9,10)
  • Padrão com que Ele se apresenta a nós é perfeito e reto Dt 32.4
  • Por isso, não podemos, por nós mesmos, ser aprovados por esse padrão, que Deus usa para avaliar-nos pois todos nós ficamos em falta Rm 3.23

III . A JUSTIÇA

1. Divina Jo 5.30; Rm 2.2

  1. aplicadas aos oprimidos Sl 103.6; Pv 16.11; Is 45.21
  2. A todo novo dia Sf 3.5

2. Ordenada Dt 16.20; Is 56.1

  1. a favor do fraco Sl 82.3
  2. É melhor do que sacrifício Pv 21.3

3. É imparcial

  1. Na concessão de favores Lv 19.15; Jó 34.18,19; Mt 5.45;

At 10.34,35; Mt 20.14; Rm 10.12

IV. O SENHOR JUSTIÇA NOSSA

1) Jeremias = O Senhor designa ou estabelece

2) Autor

A formação de Jeremias é toda envolvida com profecia. Por esse motivo sabe-se mais da vida pessoal desse profeta do que qualquer outro.

3) O Perfil

  1. Nasceu em 647, em Anatote, uma cidade sacerdotal distante cerca de 5Km a nordeste de Jerusalém. Era filho de Hilquias, que foi provavelmente o sumo sacerdote na ocasião da reforma de Josias. Hilquias foi também o bisavô de Esdras.
  2. Foi constituído profeta pelo Senhor antes do seu nascimento 1.5, e chamado pelos Senhor no 13º ano do reinado de Josias, aos 20 anos, 1.2
  3. Foi proibido de se casar, Ter filhos ou filhas 16.1ss
  4. Foi proibido de ir a enterro 16.5 e evitar celebração festivas 16.8-9
  5. Ministrou em Jerusalém durante 40 anos aproximadamente (627 –586) e no Egito durante cinco anos ( Jr 43-44)
  6. Foi homem compassivo e profundamente sensível
  7. Foi considerado um traidor
  8. Não viu conversão ao longo do seu ministério de mais de 40 anos
  9. Foi considerado, depois de desprezado, no exílio, mais tarde, o herói popular dos restantes judeus exilados

terça-feira, 11 de maio de 2010

O CUIDADO COM AS OVELHAS

ASSEMBLÉIA DE DEUS DO MINISTÉRIO DE CORDOVIL

DEPARTAMENTO DE ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

Lição 07 16 de maio de 2010

O CUIDADO COM AS OVELHAS

Texto áureo: "Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas (Jo 10.11)

INTRODUÇÃO – Quando se fala de pastor não há como não se lembrar de rebanho ou de ovelhas. Pastorear ovelhas e pessoas há grandes similaridades. Veremos que Pastor não é auto produzido, mas é um ofício que depende de Deus, as características dos pastores de Israel e os cuidados que o pastor deve ter para com a ovelha.

1. O QUE É UM PASTOR – Pv 27.23 É uma pessoa chamada por Deus, que conhece o estado das suas ovelhas e coloca o seu coração sobre elas. Para isto precisa ser:

1.1. Vocacionada por Deus - I Co 7.20 – A vocação de Deus é a condição "sine qua non" para o desempenho de qualquer ministério eclesiástico.

1.2. Capacitada para o ministério II Co 3.5 A capacitação dada por Deus vai habilitar o indivíduo ao bom desempenho do seu ministério. Alguns já foram vocacionados, ainda não foram capacitados.

1.3. Preparada para toda boa obra - II Tm 2.15

a) Preparação na escola da vida – Gl 6.17 Paulo tinha experiência de vida suficiente para o ministério. Esta preparação chama-se maturidade.

b) Preparação secular – At 7.22 Antigamente se julgava desnecessário o conhecimento secular no âmbito eclesiástico. Hoje essa teoria tem caído diante da tecnologia que fez cumprir a profecia de Daniel em 12.4

c) Preparação teológica – At 4.31 Para pregar com ousadia ou autoridade, como fazia Jesus, há a necessidade de conhecimento teológico.

1.4. Qualificada – Ter qualificações e apresentar o seguinte caráter:

a) Irrepreensível – Fp 3.6 – O ministro qualificado para a obra é aquele cuja, vida diante de sua comunidade, não se encontra repreensão ou qualquer reprovação.

b) Temperante – I Tm 3.2 – Comedido, temperado, controlado. Temos a nossa disposição dois tipos de controle: o autocontrole, que é o controle das nossas emoções e o controle do alto, que é o controle do Espírito Santo.

c) Sóbrio – Tt 2.11, 12 – A sobriedade fala de equilíbrio. E o obreiro deve ter equilíbrio moral, emocional e espiritual.

d) Ordeiro – O ministro deve cumprir os seus deveres e ordenar a sua vida em todos os aspectos, tais como: ministerial social, familiar, conjugal, pecuniário, etc.

e) Modesto – O arrogante é obstinado em sua própria opinião, é desobediente, mesmo diante de evidencias não aceita correção, ponderação ou conselho de outra pessoa. Não se deve separar para o ministério pessoa com tais qualificações.

f) Controlado – Tt 1.7 - O obreiro deve ter o controle da sua vida, atitudes, atividades, família, finanças, etc.

g) Cordato – I Tm 3.3 – O ministro deve ser inimigo de contendas. Ele dever ser ministro da paz e da harmonia, buscando a unidade do grupo e o respeito dos seus pares.

h) Justo – Tt 1.8 – Juízo e justiça são a base do trono de Deus. Jesus veio para julgar justamente. Certamente exige que os seus obreiros sejam imparciais.

i) Piedoso – Tt 1.8 – Piedoso no caráter significa ser santo e santidade é uma característica que nos relaciona diretamente com Deus como diz o apostolo Pedro. I Pe 1.15, 16

2. OS PASTORES DE ISRAEL – Poderemos incluir nesta lista os Juízes que eram um misto de Julgadores e condutores do povo.

2.1. Os Reis - I Sm 16.11Davi foi um Rei tirado de entre as ovelhas. Alguns falharam na sua missão por lhes faltarem o característico cheiro de ovelha.

2.2. Os Sacerdotes – Is 61.6 É interessante a posição do Sacerdote, pois ele deve estar no meio do povo para ouvir o seu clamor e apresentá-lo ao Senhor.

2.3. Os Profetas – Ex 34.28 Enquanto o sacerdote está no meio do povo o Profeta deve estar mais próximo do Senhor para não ser influenciado e assim transmitir uma mensagem "pura" ao povo.

3. ISRAEL FOI DESTRUIDO POR LHE FALTAR VERDADEIROS PASTORES - Faltando pastores faltou também o conhecimento para o Povo, causa da sua queda.

3.1. Pastores levianos – Jr 8.11 O pastor tem que ter a responsabilidade de dizer ao povo não o que ele quer ouvir, mas o que precisa ouvir.

3.2. Pastores exploradores – Ex 34.1-6 A exploração do rebanha continua nos nossos dias. O pastoreio é exercido apenas dos púlpitos e o interesse gira em torno do que a ovelha produz.

3.3 Pastores sem compromisso com a verdade – I Rs 22.7,8 Acabe não estava interessa em uma palavra genuína, verdadeira, mas em palavras que apetecesse o seu ego. Os verdadeiros profetas foram descartados por ele e sua esposa.

4. O CUIDADO COM AS OVELHAS – As ovelhas necessitam de cuidados especiais em pelo menos quatro aspectos da vida eclesiástica:

4.1. Espirituais

a) Edificação – Ef 4.12 Edificar o rebanho com a pregação e ensino consistente da palavra do Senhor.

b) Comunhão – Js 1.16,17 Manter-se e conduzir o povo à comunhão íntima com o Senhor.

c) Fé – Hb 11.6 Ensinar o rebanho a andar por fé diante do Deus do impossível.

4.2. Morais

a) Mentira – Jo 8.44 Ensinar e pregar contra a mentira. Essa prática tem corroído muitas pessoas, grupos e ministérios. (ver no Youtube – Casa de Davi)

b) Pecado – Rm 6.23 Ensinar abertamente sobre o pecado os seus males e conseqüências.

4.3. Psicológicos

a) Auto-estima – Fp 4.13 O rebanho precisa de mensagens que o levante.

b) Coragem – Is 41.10 Encorajar o rebanho a enfrentar todos os obstáculos confiado na graça e misericórdia do Senhor.

c) Crítica – Criticar de forma construtiva e elogiar de forma equilibrada. Lembre-se Repreensão deve ser feita em particular e o elogio em público.

4.4. Administrativos

a) Objetividade – Ser objetivo na condução das atividades administrativas

b) Organizado – Uma boa organização passa pelo planejamento (Lembre-se: urgente é aquilo que não foi planejado)

c) Liderança – Tt 1.5 Distribuir os cargos e funções de forma sábia e equilibrada. Deus nunca erra na distribuição dos dons ministeriais. (Ele nunca mandaria Pedro subir o monte em lugar de Moisés. Pois ele teria subido 40 vezes para saber os detalhes que Moisés recebeu de uma só vez).

CONCLUSÃO – É fato que o reino de Deus tem se expandido com o crescimento da Igreja e a pluralidade das Denominações. Porém há-te se notar a falta da figura do verdadeiro pastor ou do cuidado que as ovelhas merecem. Qual a preocupação maior de um Pastor à frente de um rebanho? O valor de uma alma é muito grande aos olhos daquele que por nós morreu. Alguns excluem com tanta facilidade uma ovelha que levou anos para ser alcançada. E nós pastores daremos conta ao Senhor das almas que ele nos confiou a pastoreá-las. Que ele nos ajude a cumprir bem a nossa missão.

Fernando Henrique Portugal Ministro do Evangelho – Professor do IBED

terça-feira, 4 de maio de 2010

Violência na Terra Santa - A narrativa Bíblica – A Luta continua

Violência e Guerra Santa

Na leitura dos livros de Josué e dos Juízes, deparamos com a violência. Como entender a guerra de extermínio que quer eliminar sem mais todos os cananeus, os antigos habitantes da Palestina? Um dos exemplos mais conhecidos é o relato da tomada de Jericó (Js 6.17-21). Trata-se de um Deus violento? Exterminador?

As cidades cananéias de então tinham um exército profissional casta guerreira, que era recrutada de modo mercenário para a defesa do sistema.

As tribos de Israel, por seu lado, não tinham exército profissional nem mercenários. Cada tribo e clã tinha um número de homens aptos para a guerra que, na hora de um perigo, se uniam para defender o bem comum, como o exigia a aliança concluída com Javé: protetor dos fracos e laço de união do povo.

Deste modo, a guerra chegava a ser inseparável da vida das tribos que lutavam para manter sua unidade sagrada em torno de Javé e a defendiam contra a ameaça de opressão das cidades cananéias.

O povo de Israel não combatia para conseguir um novo espaço vital, mas para manter sua união e independência compreendidas como dom de Deus e sinal de sua graça. Combatia na certeza de que a força de Javé o acompanhava. A guerra não era sacralizada como elemento separado da vida. A vida toda é que era sagrada, vista como santa a ser defendida nem que fosse por meio da guerra.

A narrativa da tomada de Jericó (Js 6) foi compilada por volta do século VII a.C., no ambiente deuteronomista. Esta corrente de pensamento reinterpretava a história de Israel à luz dos acontecimentos vividos na época compreendida entre a reforma do rei Josias e o Exílio na Babilônia.

O relato revela uma atitude clara com o povo de Javé contra a influência da religião tanto dos cananeus da Palestina como do Rei da babilônia. Por isso, a teologia deuteronomista mudou o antigo sentido do chamado "anátema" (extermínio) (em hebraico herrem:Js 6.17; 7.1-26.

Antes era compreendida como renúncia aos despojos, que passavam a pertencer a Javé. Os soldados lutavam gratuitamente e entregavam tudo o que conseguiam. Nesta "guerra santa", destruíam-se os bens e as pessoas contrárias ao modo de vida participativa e igualitária, das tribos de Israel. Mas não se matava todo o povo, toda a cidade; só os chefes. Assim, a guerra era posta a serviço de um bem mais elevado: a paz entre vencedores e vencidos, o fim da desigualdade entre campo e cidade (1Sm 15).

Mas na leitura deuteronomista, o "anátema" passou a significar "extermínio total", "terra arrasada", incluindo os inocentes como oferenda a Javé, que havia ajudado o povo a apoderar-se violentamente de Jericó e das outras cidades da Palestina (cf. 6.17-24;10.28-42). O que a teologia deuteronomista quer atingir é uma tomada de posição firme e radical no combate à idolatria cananéia que punha em perigo as bases da fé em Javé. Ao mesmo tempo, estava em jogo a organização das tribos atacadas pelo sistema cananeu das cidades-estado, de algum modo presente na própria monarquia israelita.

Para nós, hoje, é importante distinguir o contexto em que ocorreram os fatos e o contexto da memória que deles se fez no século VI a.C. Assim compreende-se melhor a ação de Javé com seu povo em favor da justiça.

Pelo já exposto, pode-se concluir que a mais importante motivação para as lutas pela terra da Palestina não era tanto a conquista d um novo espaço geográfico, mas, sobretudo manter a independência e a união das tribos. Além disso, o Deus de Israel não é conhecido como aquele que arrasa vingativamente todos os inimigos, mas como alguém que tem predileção pelos mais pobres e oprimidos, pelos habitantes da montanha. Ele se faz presente na luta deles pela vida e os anima.

Finalmente, vale notar que a Bíblia, nos livros de Josué e Juízes, não nos dá uma solução acabada com respeito à violência. Do que foi dito não se podem tirar "receitas" tão diretas. Nem para apoiar os grupos armados, nem para sustentar posições pacifistas. É sempre necessário recorrer à análise da situação com a seriedade das ciências sociais, à luz da Palavra de Deus, tanto do Antigo Testamento como do Novo Testamento. Só a partir daí se podem tomar atitudes historicamente responsáveis, com base na Escritura. E ainda assim poderemos nos equivocar. Donde a necessidade de um discernimento eclesial contínuo, no qual tem lugar o magistério e a tradição.

José, um tipo de Cristo (Jesus)? Que Belo Exemplo!

José, um tipo de Cristo (Jesus)?

Vendido e traído por seus irmãos, do mesmo que José, Jesus foi entregue à morte. Na hora da crucificação, na cruz, perdoou seus torturadores, Lc 23.34. Os judeus e os romanos tramaram e planejaram a morte, mas não previram seu perdão. Vencido por eles, Jesus os venceu com o perdão. Com isto, Jesus demonstrou na prática seu programa de justiça e de fraternidade. Ele não se deixou contaminar pela violência dos opressores. Quando ferido, não feria; mesmo sendo oprimido, não oprimia. Não alimentava ódio nem vingança, e sim a reconciliação com todos, até com seus opressores e torturadores.

Perdoar não é uma reação de retrocessos ou de debilidade diante do inimigo mais forte. É uma ação criadora, que não nasce da força do inimigo e sim da vontade de imitar a Deus, o Criador. O perdão não deixa passar em brancas nuvens as injustiças, os crimes e a culpa. Ao contrário! Só pode ser perdoado quem conhece a própria culpa. O opressor terá de reconhecer que é opressor, senão não poderá receber o perdão implorado e oferecido por Jesus. O reconhecimento da culpa é o início da transformação. O perdão vence a injustiça pela raiz, provocando a transformação do injusto em justo, do opressor em companheiro, do inimigo em irmão e amigo.

Perdoar e reconciliar não são sinais da fraqueza. Ao contrário, são a mais alta expressão da justiça e da fraternidade o único caminho viável e realista para a libertação de todos neste nosso mundo marcado pelo ódio e o pecado. O perdão exige do opressor que se converta e deixe de oprimir os irmãos. A conversão e o perdão exigidos por Jesus passam também pelo econômico, Lc 19.8-10, destruindo os muros da divisão e restabelecendo a fraternidade com base na justiça e no direito.

Perdoar é difícil, tanto para quem perdoa como para quem é perdoado. É possível vencer e derrotar o opressor pela força. Mas a vitória será completa quando, ao final, o opressor se converter e se convencer pelo perdão. Vencer pela força é, às vezes, até fácil. Convencer pelo perdão é muito mais difícil. Aqui a força já nada adianta. Jesus não estava interessado em vencer pela força (Mt 26.53; Jo 18.36. Ele queria uma vitória mais completa sobre o mal.

Oferecendo o perdão, Jesus mostrou-se mais forte que seus opressores e os venceu no momento mesmo em que era derrotado por eles. É a vitória que paradoxalmente se realiza na derrota!

Mesmo matando Jesus, a força da repressão não conseguiu matar, a semente da justiça e da fraternidade que Ele fazia brotar em todo o lugar.

No perdão aparece o fruto da semente escondida na terra da vida do povo sofrido: fé no outro apesar de tudo! Fé na possibilidade de sua recuperação! Resistência ao mal!

Vê-se que na Bíblia há um avanço. Há uma ação pedagógica de Deus para com seu povo. Começou no Antigo Testamento; aparece na história de José como semente. E brotou, fruto maduro, na vida de Jesus. E assim é hoje na vida de nosso povo ao qual a Igreja deve anunciar o Evangelho da plena reconciliação, perdão e justiça do Reino.