domingo, 20 de setembro de 2009

"Os Falsos Profetas" - 1 Jo 4.1-6 - Lição de nº 10

Como foi solicitado por alguns irmãos estou postando a lição bíblica referente aos Falsos Profetas.

OS FALSOS PROFETAS

Texto Bíblico Básico 1João 4.1-6

Introdução. João começa com a declaração de que existem falsos profetas, bem como profetas verdadeiros, e com a ordem aos cristãos para que faça uma distinção entre eles. Ao mesmo tempo, ele indica qual é o ponto importante em fazer essa distinção. Não é se o fenômeno sobrenatural está presente, por o Diabo também pode realizar milagres. É uma questão de definir a fonte da inspiração do profeta. Seria Deus? Nesse caso, o profeta é verdadeiro. Se não é Deus, então ele não deve merecer crédito nem ser seguido, independentemente de quão grande seja a sua sabedoria ou de quanto impacto sua atividade provoque.

I. CONCEITOS

1. Profeta

1.1 O termo "profeta" e suas especificações:

a) O termo hebraico que o grego tenta traduzir é "nabi".

b) A raiz 'nb' significa "chamar" e seu padrão vocálico apóia o

significado "pessoa chamada".

c) Assim, o termo grego descreve o profeta, mesmo não sendo tradução

precisa do hebraico.

d)"Vidente" (roeh) e Outros Termos. O profeta também era chamado

"vidente", significando "aquele que tem visões". Duas palavras hebraicas

são assim traduzidas e ao que parece são completamente equivalentes.

Uma passagem, 1Sm 9.9 indica que o termo "vidente" era anterior, tendo

sido substituído por "profeta", mas se havia alguma diferença clara,

tornou-se indistinta na época do Antigo Testamento.

e) a credencial de um profeta verdadeiro de Deus era a habilidade infalível

infalível de penetrar o futuro e revelá-lo (Dt 18.21- 22). Essa habilidade

autenticava sua mensagem como sendo divina, porquanto somente Deus

conhece o futuro.

A. Profeta. O termo mais comum para designar a pessoa e o ofício é

'profeta', do grego profhetes. Significa basicamente "aquele que fala

em nome de um deus e interpreta sua vontade para o homem".A

palavra é composta de dois elementos dos quais o segundo "falar".

O primeiro pode significar "por, em favor de" e "de antemão", de modo

que a palavra pode significar ou "falar por, proclamar" ou "falar de

antemão, predizer".

1.2 Eram chamados por Deus para transmitir a mensagem divina ao povo

a) Os autênticos profetas são porta-vozes de Deus Jr 1.5,9; Ez 2.1-7;

Dt 18.18

b) São chamados de "meus profetas" pelo próprio Senhor Sl 105.15;

Jr 7.25

c) Sua responsabilidade é de grande peso Ez 2.1-7; 3.10,11

B. Características

i. Êxtase. De acordo com uma concepção amplamente difundida, a

Característica principal dos profetas era o comportamento do êxtase.

ii. O Chamado. Os profetas bíblicos estavam certos não apenas de que Deus lhes havia falado, mas também de que eram chamados para falar a mensagem de Deus.

iii.O Caráter. "Pedro, referindo-se à profecia declarou:". "Homens falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo". Embora afirmações acerca da santidade dos profetas sejam raras, se aceita em geral que Deus usaria somente homens santos como profetas.

C. Classes de Profetas

1. Profetas da Palavra – os transmissores da Palavra

2. Profetas da Escritaos que escreveram a Palavra

2. Profecia

a) Aspectos da Profecia do Antigo e Novo Testamento

1. Declarativa ou anunciada

2. Denunciativa

3. Preditiva ou Vaticinadora

2.1 A profecia segue em três direções: da justiça, da solidariedade e da reconstrução da pessoa.

a)A justiça acontece quando tudo está no lugar como Deus o quer, quando tudo é como deve ser. A profecia luta para que a vida do povo seja organizada de acordo com o projeto de Deus. É neste nível da luta pela justiça que se travou o confronto entre profecia e monarquia: o profeta cobrou do rei a sua parte na observância da Aliança.

b) A solidariedade impõe-se como uma exigência de fidelidade à Aliança diante da impossibilidade de mudar a situação, como aconteceu depois da queda da Samaria. Pela solidariedade, a comunidade do povo de Deus deve ser uma amostra daquilo que Deus quer para todos (Dt 15.4-11, Mq 6.6-8; At 2.42-47)

c) Reconstruir a pessoa é uma necessidade absoluta para neutralizar os terríveis efeitos da injustiça social, da pobreza e da miséria. O injustiçado, o pobre se sente inferiorizado, humilhado, arruinado. Acaba perdendo a consciência de sua própria dignidade. Enquanto perdurar no injustiçado, no pobre essa falta de consciência, qualquer trabalho de mudança, tanto na linha da justiça, quanto da solidariedade é como enxerto em galho seco, reboco em parede rachada, operação plástica em cadáver. O profeta percebe que o fundamental é a reconstrução da pessoa, devolvendo-lhe a consciência roubada, o direito a dignidade.

a) Aspectos da atividade profética

1. Pode ser vista como um ministério permanente recebido de Deus 2Rs 17.13

Jr 7.25; Lc 16.16; Hb 1.1

2. Um dom ministerial na Igreja Ef 4.11-13; 3.5

3. Um dom espiritual na congregação At 2.17,18; 1Co 12.10

b) A profecia como dom ministerial PV 29.18; At 15.32

a) Não é uma pregação

b) É uma mensagem vinda diretamente do Espírito Santo

c) A pregação habitual, no entanto, é preparada antecipadamente 1Tm 5.17

c) O dom de profecia 1Co 12.10; 14.3,31

1. Edifica a congregação 1Co 14.4

2. É um sinal para a igreja

d) A natureza da profecia 2Pe 1.20

1. Devemos discernir a profecia da Escritura da profecia da Igreja 1Co 14.29

2. A manifestação do dom de profecia durante o culto deve ter limite

3. A maior parte do tempo do culto tem de ser destinada à exposição da Palavra de Deus.

O profeta se torna o defensor da Aliança e cobra do povo o compromisso que assumiu de ser povo de Deus (Ex 19.6).

O profeta sente nas entranhas a triste realidade da vida do povo, a injustiça de que é vítima, a miséria, a fome, o sofrimento, o desprezo, a mazela. De outro lado, não pode deixar de indignar-se com o luxo, o desperdício, a corrupção das classes dominantes, a opressão. Este contraste é a negação do projeto de Deus. O povo, neste caso, é visto como cacos da humanidade. Onde existe caco, alguma coisa foi espatifada. Esta experiência impele o profeta a erguer a voz e denunciar com vigor a quebra da Aliança.

Com os pobres, os expropriados, os injustiçados, os oprimidos, o profeta aprende a resistir, a enfrentar o sofrimento, a não ter medo das ameaças dos poderosos, a arriscar a própria vida para testemunhar sua fé no Deus da Aliança, que prometeu uma terra onde o povo possa viver uma vida abençoada, justiçado, respeitado, a tal ponto que a presença do empobrecido, um só que seja (Dt 15.7), representa um sinal de alarme.

II. OS FALSOS PROFETAS

  1. Características
    1. Têm uma mensagem falsa Ez 13.2,3
    2. Trazem ensinos distorcidos Dt 18.20; Is 9.15; Jr. 14.13; Ez.13.3, Mt 7.15); 2 Pe 2.1; 1 Jo.1)
    3. Eles operam até mesmo milagres, sinais e prodígios Mt 24.24
    4. Têm como missão, corromper a fé dos salvos e destruir a unidade da igreja
    5. Fingem Ser Enviados Por Deus - Jr 23.17-18, 31
    6. Não São Enviados Nem Comissionados Por Deus - Jr 14.14; 23.21; 29.31
    7. São Levianos E Traiçoeiros (orgulhosos e enganadores) - Sf 3.4
    8. São Cobiçosos (exigem pagamento) - Mq 3.11
    9. Astuciosos (disfarçadores) - Mt 7.15
    10. Bêbados - Is 28.7
    11. Imorais e Profanos - Jr 23.13-14
    12. Algumas Vezes Mulheres Agiam Como Falsas Profetisas - Ne 6.14; Ez 13.17-23; Ap 2.20
    13. Chamados De Profetas Loucos, que profetizam de seu próprio coração; Raposas do Deserto - Ez 13.1-15; Jr 23.16, 26
    14. Influenciados Por Maus Espíritos - 1 Rs 22.21-22
    15. Profetizam Falsamente - Jr 5.30-31
    16. Profetizam Mentiras Em Nome Do Senhor, praticando adivinhações e feitiçarias - Jr 14.13-16; Ez 22.26-28; At 13.6
    17. Profetizam Em Nome De Falsos Deuses - Jr 2.8
    18. Profetizam Paz, Quando Não Há - Jr 6.13-15; 23.16-17; Ez 13.10-12; Mq 3.5-7
    19. Fingem Ter Sonhos - Jr 23.25-34
    20. Enganados Por Deus Como Castigo - Ez 14.9-11

III. A FALSA PROFECIA

O Objetivo ou propósito principal da "profecia" é consolar, exortar e edificar.

  1. Julgando as profecias pela Palavra
    1. A profecia na igreja necessita ser julgada
    2. A Palavra de Deus, é o parâmetro para o julgamento 2Tm 3.16,17
    3. Qualquer profecia que se conflite com os ensinamentos e doutrinas bíblicas não vem de Deus.

  1. Julgando o falso profeta pelos frutos Mt 7.15-23
    1. Conhecendo a Palavra de Deus
    2. Tendo o discernimento pelo Espírito Santo
    3. Pelos frutos se conhece a árvore

Na sua ambição pelo controle total da sociedade e na sua ganância pelo poder, os reis, como qualquer governo, necessitavam do apoio religioso. Não bastava apenas colocar o templo e os sacerdotes a seu serviço (1Rs 8.3-6;12.31-32; 2Rs 11.17-19; 2Rs 16.10-12), mas queriam ainda o apoio dos profetas para seus planos e ações, porque os profetas sempre tiveram um grande valor religioso aos olhos do povo. Assim, abriram espaço na sua corte para profetas que, na maioria dos casos, estavam a serviço dos interesses do rei, contra o povo (2Rs 22.19-23). Estes eram profetas oficiais, profetas do rei, falsos profetas e não verdadeiros profetas reconhecidos pelo povo. Nos livros proféticos aparecem acusações muitos fortes contra esses profetas mentirosos, bajuladores e impostores. Quem quiser ver uma amostra leia Jr 23.9-38.

A memória do passado como expressão da fidelidade ou infidelidade à aliança é um dos critérios mais importantes para o povo poder reconhecer se um profeta é verdadeiro ou falso.

IV. OS VERDADEIROS PROFETAS

  • São levantados e chamados por Deus - Am 2.11
  • São ordenados por Deus - 1Sm 3.19-21; Jr 1.4-5
  • São enviados por Deus - 2 Cr 36.13-16; Jr 7.25; Mt 23.34
  • São cheios do Espírito Santo - Lc 1.67
  • São guiados pelo Espírito Santo- 2 Pe 1.21
  • Falam do Espírito Santo - At 1.16; 11.28; 28.25
  • Falam em nome do Senhor - 2Cr 33.18; Ez 3.11; Tg 5.10
  • Falam com autoridade - 1Rs 17.1
  • Deus falava e fala por meio deles - Os 12.10; Hb 1.1
  • São comparados com o vento pelo povo rebelde - Jr 5.12-14

V. O QUE ERA EXIGIDO DOS VERDADEIROS PROFETAS

  1. Que fossem ousados e inflexíveis - Ez 2.6; 3.8-9
  2. Que fossem vigilantes e fiéis - Ez 3.17-21
  3. Que recebessem com atenção todas as comunicações de Deus - Ez 3.10
  4. Que nada falassem, senão o que recebessem de Deus - Dt 18.20
  5. Que declarassem tudo o quanto o Senhor lhes ordenassem - Jr 26.1-2

VI. ENSINOS FALSOS

  1. Uma das características dos falsos mestres é ensinar o que as pessoas querem ouvir independentemente se estão erradas ou não Jr 5.31; 1Rs 22.12-14
    1. A busca do ser humano pela prosperidade
      1. É o desejo de todo o ser humano
      2. Hoje, esse desejo tornou-se em busca alucinada
      3. A Bíblia nos adverte contra essa busca insensata pelos bens e contra os que a encorajam mediante os seus ensinos 1Tm 6.6-11,17-19; Sl 62.10
    2. O menosprezo da glória de Cristo
      1. Os ensinos dos gnósticos negam o sofrimento de seu sacrifício na cruz para expiação dos pecados e salvação dos pecadores 1Pe 2.21-24; Rm 5.5-9; 2Co 5.21
      2. Os falsos profetas são influenciados por espíritos de demônios 1Tm 4.1
      3. Eles tentam afastar a Igreja do seu alvo descrito nas Escrituras, mediante a pregação de um evangelho fácil sem renúncia, sem compromisso, sem santidade; um evangelho que apregoa apenas o apego pelos bens materiais.

Conclusão. "Através de um misticismo exacerbado e antibíblico, colocam-se os falsos profetas acima da Palavra de Deus. Apresentam-se, via de regra, como portadores de uma nova revelação. Só existe uma maneira de se combater aos falsos profetas: Confrontá-los com a Palavra de Deus"

Bibliografia

http://www.ebdweb.com.br

CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD'S, DVD'S, Livros e Revistas. BEP - BÍBLIA de Estudos Pentecostal.

VÍDEOS da EBD na TV, DE LIÇÃO INCLUSIVE - http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/videosebdnatv.htm

Um comentário:

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