quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Entendo a Monarquia, Saul e Chamado de Davi – Parte 1

O Período de Transição - Samuel e Saul

Com a [pressão da oposição filistéia] exigiu-se uma nova tática de Israel. A ameaça das comunidades filistéias altamente organizadas só poderia ser combatida com as mesmas armas: Israel precisava de um rei.

Fazer como as outras nações

O povo quer ter reis fortes e com exércitos, como as outras nações. Mas Samuel entendia que a justificativa poderia ser justa, em parte, pois o que mesmo entraria em xeque era o monoteísmo. As outras nações tinham reis fortes, deuses, ídolos, muitos escravos e muita miséria. Sustentar a nobreza de um rei seria submeter-se e submeter os filhos aos seus direitos. O rei era também um semideus que exigia tudo o que havia de melhor para ele. O profeta, mesmo inconformado, aceita a proposta do povo, mas esclarece quais seriam os direitos o rei.

Fazer como as outras nações implicava:

  • Introduzir um sistema tributário para sustentar a "máfia" do poder.
  • Recrutar jovens, dos campos e da cidade para o serviço militar e a guarda do rei e de seus bens.
  • A centralização do poder.
  • O povo não mais participa das decisões, mas é coagido a obedecer.
  • A gratuidade e a solidariedade do sistema dos juízes dá lugar à maldade e perfídia de uma política interesseira.
  • A cada ano, cada filho que nascia ou cada casamento que acontecia na corte, a caravana de parasitas aumentava, e o povo tinha seus deveres aumentados (impostos) e seus direitos diminuídos

Como era de se esperar, a requisição dos anciãos israelitas, pedindo um rei, foi recebida com reações contraditórias. Algumas passagens parecem contrárias à idéia (8.1-22;10.17-19;12.1-25), outras, favoráveis (9.1-10.16;10.20-11.15). Uma explicação afirma que dois documentos com atitudes contrastantes com respeito ao reinado teriam sido combinados por um editor que não procurou atenuar as aparentes contradições.

A monarquia era necessária para a sobrevivência de Israel, mas, como qualquer ponto crítico na história da nação, implicava grande risco. Como Israel, à semelhança de seus vizinhos, poderia ter um rei (8.5) sem a perda da liberdade inerente a tal centralização (v.10-18)? A antiga ordem estava obviamente ultrapassada, mas que traria uma nova ordem? [Essas e outras perguntas perturbavam Samuel e outros defensores] da tradição israelita com respeito à aliança.

Segundo Lasor, as tendências absolutas das antigas monarquias orientais estão amplamente documentadas. Diz ainda que podemos ver como seus padrões ameaçavam tanto a tradição israelita de liberdade pessoal como a convicção de que Javé era o verdadeiro rei. Como se atesta nos Salmos, a tradição israelita de reino sagrado (em oposição ao reino secular) não elevou o rei à condição divina, conforme costumavam fazer seus vizinhos. Antes, viam-no como um representante de Deus, com o encargo de reforçar (e encarnar) a aliança. Longe de ser um ditador, ele era, pelo menos idealmente, um servo de seu povo. Nos livros de Samuel está refletido de modo preciso tanto a necessidade da monarquia como seus perigos. O fato de Deus usar a monarquia como parte da preparação para o Rei dos Reis valida a monarquia em Israel. O fato de a grande maioria dos reis de Israel falhar no cumprimento da função que lhes foi ordenada testemunha os perigos intrínsecos da monarquia. O padrão realmente bem sucedido de governo para Israel era um equilíbrio dedicado – nem teocracia nem monarquia, mas teocracia por meio da monarquia. Para Israel ser povo de Deus, Deus precisava ser reconhecido como o verdadeiro governante. Entretanto, Deus podia governar por meio de um rei humano. No meio dessa tensão, Saul seguiu para liderança das tribos.

Quem foi o príncipe de Tiro?

Quem foi o príncipe de Tiro?

Muitos eruditos conservadores relacionam o príncipe de Tiro com Satanás. Entretanto, algumas afirmações, tais como "não passas de homem e não és Deus" (28.2) denotam que esta é uma referência a um príncipe humano, e não a Satanás. Quem foi o príncipe de Tiro?

Os eruditos evangélicos têm sustentado diferentes posições com relação à identidade do príncipe de Tiro. Alguns consideram que a linguagem do capítulo 28 é altamente poética, com figuras de expressão que têm o propósito de enfatizar a arrogância do príncipe de Tiro.

Esses comentaristas entendem que se trata de um príncipe humano, embora haja divergências quanto a quem seja exatamente tal pessoa. Alguns o identificam como tendo sido Etbaal III, que reinou de cerca de 591 a 572 a.C.

Outros o identificam como Ithobal II, que pode ter sido a mesma pessoa, com um nome diferente.

Alguns comentaristas propõem que a linguagem empregada não pode ser aplicada a nenhuma pessoa especificamente, mas que há uma personificação da própria cidade. O "rei" serviria assim como um símbolo do governo e do povo como um todo.

Outros comentaristas argumentam que os versículos de 1 a 10 referem-se a um príncipe humano, mas que os versículos de 11 a 19 referem-se a Satanás.

Os que defendem esta posição apontam para a mudança de referência de "príncipe(nagid) de Tiro", do versículos 2, para "rei de Tiro" (melek), no versículo 12.

Esta mudança, de príncipe para rei, considerada em conjunto com certas afirmações, tais como "estavas no Éden" (v.13), "tu eras querubim da guarda ungido" (v.14), e "perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado(v.15), podem indicar que esta seção seja sobre Satanás.

Não sendo assim, outros entendem tais frases como simples referências hiperbólicas (a expressão de um exagero como figura para enfatizar algo) aplicáveis ao príncipe humano e ao rei.

Todos os comentaristas conservadores concordam, entretanto, que o capítulo 28 é uma profecia conta a cidade de Tiro e seu governante, não importando quem tenha sido ele.

Este exalta-se acima de Deus e merecia o juízo que o Senhor lhe traria. Embora a identidade desse príncipe e rei seja uma questão controvertida, a aplicação desta passagem estende-se a todos os que se exaltam em orgulho e arrogância contra Deus, não importando se são reis, demônios ou pessoas comuns. E, é claro, satanás é o caso de maior destaque entre todas essas orgulhosas criaturas.

Valorosos Levitas !!! “Porque há de acontecer que, assim que as plantas dos pés dos sacerdotes que levam a arca do Senhor, o Senhor de toda a terra, pousem nas águas do Jordão serão elas cortadas, a saber, as que vêm de cima, e se amontoarão.” (Js 3.13)

"Porque há de acontecer que, assim que as plantas dos pés dos sacerdotes que levam a arca do Senhor, o Senhor de toda a terra, pousem nas águas do Jordão serão elas cortadas, a saber, as que vêm de cima, e se amontoarão." (Js 3.13)

Valorosos levitas! Quem pode deixar de admirá-los por carregarem a arca em direção ao rio, molhando já os pés nas sua águas? Pois as águas não foram divididas enquanto eles não tocaram nelas os pés (v.15). Deus não o tinha prometido de outra forma. Deus honra a fé. A fé que vê a promessa e olha só para ela.

Podemos imaginar como o povo não estaria olhando estes santos homens avançarem com a arca, e até como alguns dos espectadores não estariam dizendo: "eu é que não me arriscaria a tanto! Imaginem, aquela arca vai ser levada pela correnteza!" mas não! "Os sacerdotes pararam firmes no meio do Jordão, e todo o Israel passou a pé enxuto.

A arca tinha varais para ser levada nos ombros. Ela não se movia por si mesma, precisava ser transportada. Quando Deus é o arquiteto, os homens são os pedreiros e operário. A fé é um ajudante de Deus. Ela pode fechar a boca de leões e apagar a força do fogo.

Ela honra a Deus, e Deus a honra.Como precisamos desta fé que prossegue em frente, deixando o cumprimento das promessas com Deus, para quando ele achar que é o momento próprio!

Companheiros levitas, coloquemos os ombros embaixo da preciosa carga, e não pensemos que estamos carregando a urna mortuária de Deus. É a arca do Deus vivo! Cantemos, enquanto marchamos em direção às águas!

Um das principais características da presença do espírito Santo na Igreja Apostólica era o espírito de ousadia. Uma das qualidades mais excelentes da fé, que se lança à frente de grandes empresas para Deus e espera dele grandes bênção, é a santa ousadia.

No nosso relacionamento com Deu, quando se trata de recebermos dele aquilo que é humanamente impossível, é mais fácil receber muito do que pouco; é mais fácil ficar num lugar de ousada confiança do que num de cautelosa timidez.

Para viver uma vida de fé, lancemo-nos ao mar alto, como os sábios ,marinheiros, e descubramos que, para o Senhor, todas as coisas são possíveis, e que tudo é possível ao que crê.

Façamos hoje grandes coisas para Deus; para isso, tomemos a fé e a força que procedem dele, e creiamos que assim poderemos realizá-la.

Depois de uma aparição, Jesus desaparecia repentinamente diante de seus discípulos, desmaterializando-se?

Depois de uma aparição, Jesus desaparecia repentinamente diante de seus discípulos, desmaterializando-se?

Jesus podia não apenas aparecer de repente depois de sua ressurreição (Jo 20.19), como também desaparecer instantaneamente. Será isso uma evidência, como alguns críticos alegam, de que Jesus se desmaterializava nessas ocasiões?

Jesus ressuscitou com o mesmo corpo físico, embora glorificado, com o qual morrera. Tal corpo é uma importante característica de sua permanente humanidade tanto antes (Jo 1.18) como depois (Lc 24.39); (1 Jo 4.2) de sua ressurreição.

Primeiro, o fato de que ele podia aparecer e desaparecer rapidamente não diminui a sua humanidade, mas a intensifica. Isso revela que, tendo o corpo ressurreto mais poderes do que o corpo anterior à ressurreição, ele não era nada menos do que físico. Isto é, não deixou de ser um corpo material, muito embora pela ressurreição tenha ganho poderes além dos que têm os meros corpos físicos.

Segundo, é da própria natureza do milagre ser imediato, em oposição ao processo gradual natural. Quando Jesus tocou a mão de um certo homem " imediatamente ele ficou limpo da sua lepra" (Mt 8.3). Da mesma forma, com o comando de Jesus, o paralítico "no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos" (Mc 2.10-12). Quando Pedro proclamou que o coxo de nascença fosse curado, "imediatamente os seus pés e tornozelos se firmaram; de um salto se pôs em pé, passou a andar..." (At 3.7-8).

Terceiro, Filipe foi imediatamente trasladado da presença do eunuco etíope, com o seu corpo físico, ainda não ressurreto. O texto diz que depois de batizar o eunuco, "o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o vendo mais o eunuco" (At 8.39).

Num momento Filipe foi visto com o eunuco; no momento ele de repente e miraculosamente desapareceu e veio a aparecer noutra cidade (At 8.40). Tal fenômeno não necessita de um corpo imaterial.

Portanto, as aparições e os desaparecimentos repentinos não são provas imaterial, mas sim do sobrenatural.

Jesus Apareceu em Corpos Diferentes Depois de Sua Ressurreição

Jesus apareceu em corpos diferentes depois de sua ressurreição? Mc 16.12

De acordo com Marcos, Jesus apareceu "em outra forma". Com base nisso, alguns argumentam que depois da ressurreição Jesus assumiu copos diferentes em ocasiões diferentes, não tendo o mesmo corpo físico que tivera antes da ressurreição. Mas isso é contrário ao ortodoxo entendimento que se tem da ressurreição, como é indicado por muitos outros versículos.

Tal conclusão não tem cabimento por várias razões. Primeiro, há sérias questões quanto à autenticidade do texto envolvido. Marcos 16.9-20 não é encontrado em alguns dos mais antigos e melhores manuscritos.

E sobre a reconstrução dos textos originais disponíveis, muitos eruditos crêem que os textos mais antigos são mais confiáveis, já que são mais próximos do manuscrito original.

Segundo, mesmo admitindo autenticidade do texto, o evento do qual ele é um resumo (Lc 24.13-32) simplesmente diz que " os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer" (Lc 24.16). Isso torna claro que o elemento miraculoso não estava no corpo de Jesus, mas nos olhos daqueles discípulos (Lc 24.16,31). O reconhecimento de Jesus lhes tinha sido impedido até que os olhos deles foram abertos.

Terceiro, na melhor das hipóteses, essa é uma referência obscura e isolada. E não é sábio basear nenhum pronunciamento doutrinário num texto assim.

Quarto, seja qual for o significado de "em outra forma", com certeza não é o de uma forma diferente do seu corpo material, físico, real. Pois, nessa mesma ocasião, Jesus comeu comida material (Lc 24.30), e mais tarde nesse mesmo capítulo de Lucas, ele deu uma prova de que era "carne e ossos", e não um " espírito" não-material (VS.38-43).

Finalmente, "em outra forma" provavelmente tenha o sentido de ser diferente da figura do jardineiro com que Maria anteriormente o confundira (Jo 20.15). Nesse tempo Jesus apareceu na forma de um viajante (Lc 24.13-14).

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Novo Testamento – Significado – Nome e Conteúdo

A designação de Novo Testamento dada à segunda parte da Bíblia vem do latim Novum Testamentum que vem a ser uma tradução do grego HKAINH^AIAOHKH (Hê Kainê Diathêke, aportuguesando). Esta expressão grega era usada geralmente para designar "uma última vontade, ou testamento", como o indica a tradução latina, sendo certo, contudo, que esta tradução não dá exaustivamente todo o seu significado.

O que significava realmente era uma disposição feita por uma parte que a outra parte podia aceitar ou rejeitar mas nunca alterar; essa disposição, quando fosse recebida, obrigava pelas suas cláusulas as duas partes. Uma vez que o melhor exemplo de tal escritura é um legado, usa-se o latim testamentum que dá em português Testamento .

O termo Pacto significa um ajuste, estipulado ou contrato, que liga ambas as partes num acordo. Implica mais do que uma promessa, pois uma promessa obriga somente a pessoa que a fez, enquanto que um pacto obriga igualmente ambas as partes que nele entram.

Neste sentido aproximou-se da palavra moderna "contrato". A palavra tem significado em (Êx 24.1-8), que descreve a aceitação da lei, pelo povo de Israel, no Monte Sinai. O fato do tradutor grego do Antigo Testamento usar diatheke nesta passagem para traduzir a palavra hebraica que significa pacto, indica que diatheke pode ocasionalmente ter este sentido e esta acepção é confirmada pela linguagem de (Lc 22.14-20), onde o antigo pacto (diatheke) de (Êx 24.1-8) é posto em contraste com o novo pacto (diatheke) que Jesus fez com os Seus discípulos na última ceia.

O significado geral do termo grego é necessariamente o mesmo nos dois exemplos, como o implica o contraste de antigo e novo.

O Novo Testamento é, portanto, o livro onde está registrado o estabelecimento e o caráter das novas negociações, que o homem pode aceitar ou rejeitar, mas nunca alterar, e, quando este as aceita, tanto ele como Deus, ficam obrigados a cumprir as suas exigências. O Antigo pacto envolvia uma revelação da santidade de Deus num justo padrão de lei, que, os que a recebessem, eram solenemente admoestados a guardar. O Novo Pacto dava corpo à revelação de Deus num Filho completamente justo que dava aos que recebiam a revelação, o poder de se tornarem filhos de Deus, tornando-os justos, Jo 1.12.

Como é que Deus Permitiu que Jefté Oferecesse sua Filha em Holocausto?

De:

Gisele

Para:

marques_joao2004@yahoo.com.br

Pastor em Jz 11.30-31 Jefté faz um voto ao Senhor e acabou que teve de cumprir o voto oferendo a própria filha em holocausto v.39.

Esse cumprimento do voto de Jefté foi aceito pelo Senhor?

Antes de sair para a batalha contra os filhos de Amon, Jefté fez um voto ao Senhor, através do qual ele ofereceria a Deus, em holocausto, quem primeiro da porta de sua casa lhe saísse ao encontro, caso o Senhor lhe concedesse vitória sobre seus inimigos. Quando Jefté retornou, a primeira pessoa que saiu ao seu encontro foi sua filha. Ele recusou-se a não honrar o voto que havia feito.

A Bíblia, no entanto, diz com clareza que o sacrifício humano é uma abominação ao Senhor ( Lv 18.21; 20.2; Dt 12.31; 18.10). Como é que Deus poderia permitir que Jefté oferecesse sua filha, e ainda relacionou-o ente os campeões da fé em Hebreus 11.32?

Muitos têm entendido que Jefté ofereceu a vida de sua filha ao Senhor dada a natureza inviolável de um voto feito a Deus (Ec 5.2-6). E mais, observam que um holocausto envolve o sacrifício de uma vida, e justificam esse procedimento tendo por base que um voto a Deus tem precedência sobre tudo o mais, até mesmo sobre a vida humana (gn 22). Deus é Soberano sobre a vida e a toma quando quer (Dt 32.39), como finalmente o faz (Hb 9.27).

Entretanto, por diversas razões, não é necessário admitir que Jefté tenha oferecido um sacrifício de morte. Primeiro, ele tinha consciência da lei contra o sacrifício humano, e ser essa fosse sua intenção quando fez o voto, um sacrifício humano, ele saberia que isso teria sido uma clamorosa rejeição da lei de Deus.

Em segundo lugar, o texto não diz ter ele realmente matado sua filha como holocausto. Isto é apenas inferido por alguns porque ele tinha prometido que quem quer que primeiro saísse de sua casa seria oferecido ao Senhor "em holocausto" (11.31). Como Paulo mostrou, os seres humanos devem ser oferecidos a Deus como um "sacrifício vivo"(Rm 12.1), e não como sacrifício de mortos.

É possível que Jefté tenha oferecido sua filha ao Senhor como um sacrifício vivo. Por todo o resto de sua vida ela serviria ao Senhor na casa do Senhor e permaneceria virgem. Notemos que a palavra traduzida por holocausto no versículo "31" não traz necessariamente a idéia de um sacrifício queimado. O sentido literal é "o que sobe", e a "subida" pela qual Salomão ia à casa de Jeová (1Rs 10.5) é escrita com a mesma palavra.

Terceiro, um sacrifício vivo de perpétua virgindade era um sacrifício tremendo no contexto judaico daqueles dias. Fazendo alguém voto de perpétua castidade, e sendo dedicada ao serviço do Senhor, ela não poderia jamais ter filhos e assim dar continuidade à linhagem familiar de seu pai. Jefté agiu com muita honra e grande fé no Senhor, não voltando atrás em relação ao voto que ele havia feito ao Senhor seu Deus.

Quarto, este modo de ver a questão apóia-se no fato de que quando a filha de Jefté saiu para chorar por dois meses, ela não saiu para lastimar a sua morte iminente. Não, ela saiu e "chorou a sua virgindade" (v.38). Como jefté não tinha outros filhos, sua filha não se lamentou acerca de sua virgindade por causa de nenhum desejo sexual ilícito.

Quinto, embora possa ser julgado segundo os padrões atuais, Jefté não foi criado de acordo com tais padrões. Ele era gileadita, e os não-israelitas da região naquela época seguiam, Camos, cujo o culto incluía o sacrifício de crianças como holocausto (2Reis 3.27). De acordo com nosso entendimento da revelação progressiva.

Deus toma as pessoas no ponto em que estão e os conduz para um conhecimento mais completo de sua pessoa e vontade. É difícil para nós entender como Jefté podia cultuar Javé – e mais, ser um libertador levantado por Javé – e ainda praticar o que mais tarde seria descrito como "abominação". Javé não lhe havia pedido que fizesse tal voto, nem voto algum, de acordo com o relato bíblico. Aquilo foi um ato impulsivo da parte de Jefté, feito com boas intenções. O fato significativo é que apesar de os israelitas passarem mais tarde a considerar abominável para Javé o sacrifício de crianças, não removeram essa história de suas Escrituras Sagradas. É possível extrair-lhe lições a partir de erros cometidos com a melhor das intenções.

Nesse dilema por certo ele não teria agradado a Deus com um sacrifício humano, o que, em parte alguma das Escrituras, conta com a aprovação divina. De fato, esse foi um dos pecados grosseiros por cuja causa os cananeus deveriam ser exterminados. Por outro lado, como poderia ele agradar a Deus se não cumprisse seu voto?

Embora os votos fossem feitos voluntariamente em Israel, uma vez que uma pessoa fizesse um voto ficava obrigado a dar-lhe cumprimento (vj Nm 6.1-210. O que fica claramente implícito em Jz 11 é que Jefté cumpriu seu voto (vj v.39). Mas a maneira pela qual ele o fez tem sido sujeitada a várias interpretações.

Que os líderes não se moldavam à religião pura, nos dias dos juízes, é patente no registro bíblico. Jefté, que tinha um passado meio cananeu, pode ter-se conformado aos costumes pagãos prevalentes, ao sacrificar realmente sua própria filha. Visto que os montes eram considerados símbolos de fertilidade pelos cananeus, sua filha se retirou para as montanhas, a fim de lamentar sua virgindade, para evitar qualquer possível rompimento na fertilidade da terra. Periodicamente, a cada ano, donzelas israelitas passavam quatro dias a reinterpretar o lamento da jovem sacrificada.

Quanto ao voto de Jefté, parece mesmo ter havido pressa e fracasso nele, mas categoricamente não há idéia de sacrifício humano, como muitos têm imaginado. A maioria dos comentadores recentes concorda nisto, e crê que a filha de jefté foi simplesmente dedicada a Deus para viver uma vida de solteira, como os versículos (37 e 39) demonstram. Não há nenhuma palavra de morte a seu respeito.

Finalmente, se ela tivesse de enfrentar a morte ao fim dos dois meses teria sido muito simples para ela casar-se com alguém e viver com essa pessoa durante os dois meses que antecederiam sua morte. Não havia razão para a filha de Jefté lastimar pela sua virgindade, a menos que estivesse com a perspectiva de viver toda uma vida nessa condição.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Davi – As Vitórias e as Derrotas de Um Homem de Deus

Assembléia de Deus do Ministério Plena Unção

Departamento de Escola Bíblica Dominical

Lição Bíblica nº 1 de 04 de Outubro de 2009

 

 

DAVI E SUA VOCAÇÃO

Leitura Bíblica em Classe: 1 Sm 16.1,3,10 - 13

Introdução

Neste trimestre aprenderemos sobre a vida de Davi, um dos maiores personagens da Bíblia, "um homem segundo o coração de Deus". A sua trajetória é destacada como um marco da História bíblica (2Sm 7.8). Davi um homem que saiu de detrás das ovelhas de seu pai para governar a nação de Israel. Em Davi graçavam muitas promessas sobre a linhagem que levaria ao nascimento do Messias (Lc 1.32). Davi, que significa "amado" em hebraico, é o tema do nosso quarto trimestre.

No livro de Neemias (12.36) há duas peculiaridades a respeito de Davi:

1ª A primeira é o fato de o hagiógrafo associar o nome do rei aos instrumentos musicais, "instrumentos músicos de Davi"– expressão que no contexto remoto refere-se tanto aos instrumentos criados por Davi para adorar a Javé (1 Cr 23.5; 2 Cr 29.26) quanto ao mandado e os Salmos de Davi referentes à adoração (2 Cr 29.25-30).

2ª A segunda descreve o rei como [dāwid 'îsh hā 'Ĕlōîm (דּויד אישׁ האלהים)] "Davi, homem de Deus", expressão que no profetismo israelita identifica o sujeito como profeta, enviado especial de Deus ou alguém que está na presença do Senhor (Dt 33.1; Jz 13.6; 1 Sm 12.27; 2 Rs 1.10ss.). Estas duas características de Davi, músico e homem de Deus, resumem adequadamente o biografado, bem como a singular vocação do jovem Davi.

Uma graciosa lição que aprendemos do texto de Neemias e da vida de Davi é que a vocação divina para o ministério cristão, às vezes, envolve mais de uma ocupação, algumas associadas à principal. Davi foi ungido rei, no entanto, a unção real deu-lhe muitas outras competências e habilidades para a poesia, música, engenharia, guerra, etc., tornando-o um líder completo.

  1. AS CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE DAVI FOI CHAMADO
  1. Um período de transição.

Após a conquista da terra de Canaã, pelo povo de Israel, ocorreram muitas transformações. A posse da nova terra fez com que um povo que era nômade passasse a usufruir de uma promessa divina, feita muitos séculos antes ao patriarca Abraão; "Ora, o SENHOR disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção"(Gn 12.1,2).

A partir do momento que Josué assume a liderança do povo, após a morte de Moisés (Dt 34) isso nós aprendemos no segundo trimestre da nossa EBD. A história de Israel passou a ser guiada pelos mandamentos feitos pelo Senhor ao povo quando estavam fora da terra; "Porquanto te ordeno hoje que ames ao SENHOR teu Deus, que andes nos seus caminhos, e que guardes os seus mandamentos, e os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas, e te multipliques, e o SENHOR teu Deus te abençoe na terra a qual entras a possuir. Porém se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses, e os servires. Então eu vos declaro hoje que, certamente, perecereis; não prolongareis os dias na terra a que vais, passando o Jordão, para que, entrando nela, a possuas." Dt 30.16,18. O que aconteceria se com o passar dos anos o povo não guardasse a Palavra do Senhor? O povo não permaneceu fiel as palavras do Altíssimo, mas Ele permanece fiel (2 Tm 2.13).

 

Por ser o princípio religioso a principal motivação para o povo permanecer ligados a Lei divina, mesmo que isso significasse muitas e onerosas dores, o povo chamado de dura cerviz, afastavam-se dos padrões requeridos pelo altíssimo atraindo sobre si ira divina (Dt 31.27).

A história de Davi começa num período de transição muito importante para o povo de Israel. Os juízes comandaram o povo de Israel durante os 300 primeiros anos em que habitaram a terra de Canaã. Durante este período, Deus levantava os juízes para combater a imoralidade e a apostasia, pois o povo era guiado pelo seu próprio coração, "e fazia o que achava reto aos seus olhos" (Jz 21.25).

  1. Em meio a uma crise espiritual
    1. Antes de ter um rei, o povo de Israel possuía uma liderança teocrática (Jz 2.16-17)
    2. Entretanto manifestou o desejo de esquivar-se do sistema político da teocracia para se tornar uma monarquia como as nações. (1Sm 8.1-7,19-22)

Para aquele povo que por anos estiveram sobre o comando de sacerdotes e juízes, a mudança para a monarquia representaria, naquele momento histórico, um passo importante de se igualar as nações que estavam ao seu redor. A figura de um rei iria satisfazer a exigência do povo; "Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações" (1Sm 8.5). A conseqüência da escolha foi um rompimento com aquilo que era algo legal - a presença de Deus -, tornou-se um ato de insubmissão ao Altíssimo. "E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles (1Sm 8.7).

  1. Não era uma simples mudança de regime, mas uma troca de governante (1Sm 8.6,7),o que entristeceu o profeta Samuel.
  1. TEOCRACIA X MONARQUIA(tabela)
  1. O primeiro Rei

A escolha pela monarquia levou a escolha do primeiro rei sobre as tribos, e Saul assume o posto mais alto; "E quando Samuel viu a Saul, o SENHOR lhe respondeu: Eis aqui o homem de quem eu te falei. Este dominará sobre o meu povo" (1 Sm 9.17).Saul reinou em Israel pelo período de 40 anos, um governo marcado no princípio pela presença de Deus nas vitórias diante dos seus inimigos (1Sm 11.9,11). Mas Saul não permaneceu em conformidade com as palavras de Deus, afastando-se do projeto divino para sua vida, e no final buscou inclusive ajuda de uma pitonisa. "Assim morreu Saul por causa da transgressão que cometeu contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, a qual não havia guardado; e também porque buscou a adivinhadora para a consultar" 1 Cr.10.13.

  1. O surgimento de Saul é notório nesse contexto, haja vista, ser ele, na visão do povo, quem preenchia os requisitos e as expectativas do povo 1Sm 8.4-6.
  2. Deus, em sua Graça, tocou o povo para seguir o novo rei 1Sm 10.26.
  3. Logo demonstrou suas más qualidades 1Sm 13.14;15.26-28.

    A desobediência pode eliminar oportunidades de serviço pela desqualificação do indivíduo para uma posição de liderança.

  1. A gravidade da crise
    1. Samuel muito se abateu, tal como Israel pela crise gerada, entretanto, Deus que se antecipa, declarou que já havia se provido de um rei (1Sm 16.1)
    2. O Projeto de Deus e Seu Empreendimento nunca serão frustrados por quem quer que seja:
      1. Ele não aceita desobediência ou rebeldia, por essa razão não permitiu que Moisés entrasse na Terra Prometida (Nm 20.11,12; Dt 32.51,52)
      2. Entretanto proveu outro líder para finalmente introduzir Seu povo na Terra Prometida (Dt 1.37,38)
    3. A vocação ou o chamado de Davi surgiu ante a rejeição de Saul pelo Senhor (1Sm 13.13,14;15.26-28).
    4. A NATUREZA DA VOCAÇÃO DE DAVI

Davi não era o primogênito, mas o caçula, o oitavo filho de Jessé. Se tomarmos como base que o rei Davi ascendeu ao trono de Judá em 1011 a.C., com cerca de trinta anos (2Sm 5.4), e, que provavelmente nascera em 1041 a. C., pouco tempo depois de Saul sagrar-se rei, concluímos que Davi não possuía mais de 13 anos quando foi consagrado rei de Israel. Logo, a vocação ministerial não se limita à condição social e à idade do escolhido. É o Senhor Quem escolhe. Ele é Soberano em Suas escolhas!

A escolha de Davi se deu ao passo que o reinado de Saul começou a ruir. É a partir da rejeição de Saul que Samuel recebe a incumbência de ungir outro rei sobre Israel. "Então Samuel lhe disse: O SENHOR tem rasgado de ti hoje o reino de Israel, e o tem dado ao teu próximo, melhor do que tu" 1Sm 15.28.

  1. Um desígnio divino - Davi uma escolha divina.
    1. Ele quem quer, quando quer e capacita como quer e para o que quer Sl 89.20
    2. A ordem divina era que entre os filhos do belemita haveria o futuro rei e a missão do profeta não foi uma tarefa fácil, pois Samuel colocou em risco a sua vida (1Sm 16.2).

Todavia, a menoridade de Davi ante seus irmãos colocava-o como o último na hierarquia familiar e tribal (1Sm 16.5,11-13). O termo "menor" (ARC), ou o "mais moço" (RA), do hebraico qātōn (קטן), significa "ser pequeno", mas também "ser insignificante", ou "ser jovem insignificante".

  1. Essa condição independia do jovem Davi.
  2. Ele era o menor dentre seus irmãos, não apenas na hierarquia familiar, mas também nos direitos sociais e tribais que pertenciam primeiramente ao primogênito.
  3. O fato de o Senhor escolher a Davi dentre os seus irmãos, significa que Deus, embora respeite, pouco se preocupa com as condições sociais do escolhido.
  4. É o Senhor quem habilita e capacitada o eleito independente da classe social do sujeito. Deus "não vê como o homem"! (1Sm 16.7)
  5. Deus escolheu o menor, aquele que a princípio seria o último, este deveria receber a menor parte, na lei de Moisés a benção estava sobre o primogênito (Dt 21.17).
  6. Em um contexto maior, é importante entender que o Messias prometido ao povo de Deus seria um descendente da tribo de Judá e, portanto, Davi é parte direta do cumprimento das promessas divinas a Israel (Is 11.1,2;Jr 23.5,6;At 2.29,30;Rm 1.3)

A escolha de Davi foi feita por Deus, o jovem pertencia a família de Jessé o belemita, um efrateu de Belém de Judá (1 Sm 17.12). Como é importante que os homens estejam na direção divina, cumprindo plenamente a sua vontade. Este foi o objetivo de Jesus em seu ministério terreno, de cumprir a vontade de seu pai. "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" (Jo 6.38).

  1. Samuel estava numa posição de grande responsabilidade e ele não poderia errar, pois um erro significaria a rejeição do próprio Deus.
  2. Ao entrar na casa de Jessé, o profeta teve de imediato a impressão de estar diante do novo rei, quando olhou para Eliabe, o primeiro filho de Jessé a se apresentar (1Sm 16.6).
  3. Olhar somente a aparência, já não é algo só dos nossos dias, o próprio profeta Samuel foi tentado a tomar esta decisão, "certamente está perante o Senhor o seu Ungido".

Encontramos neste episódio um ensinamento muito especial para nossas vidas, as "nossas escolhas" muitas vezes não representam aquilo que realmente deveríamos escolher. Ao olhar para "exterior" somos tentamos muitas vezes a procurar entender o que as pessoas estão sentindo por dentro, se elas estão tristes, tentamos imaginar o que esta acontecendo. Quando encontramos alguém bem vestido, com roupas caras ou em carros de luxo, pensamos se este ou aquela tem dinheiro. Pode ocorrer que muitos de nós entramos em situações complicadas por não estarmos atentos aos "detalhes".

Ao atentarmos para o exterior nada enxergamos, apenas o que nossos olhos querem ver, mas Deus olha para o que está embaixo da pele, ele olha para o homem interior, onde se descobre as intenções do coração (Hb 4.13). Desta forma, o segundo filho de Jessé também não passou no crivo divino, e ao passar todos os filhos que estavam na casa o profeta faz uma pergunta ao dono daquela casa acabaram-se os jovens? (1Sm 16.11).

  1. A resposta e responsabilidade humana
    1. A Soberania de Deus é um dos princípios da vocação divina 1Cr 28.4,5
    2. Entretanto, Ele considera e leva em conta a responsabilidade humana e realização de seu propósitos 1Cr 28.6,7
    3. À pretensão e ao desejo do povo, Saul subiu ao trono (1Sm 8.9-18;10.17-27)
    4. Em resposta ao injusto clamor do povo, o Eterno deu-os Saul (At 13.21)
    5. A Escolha divina de homens para seu serviço leva também em conta a liberdade humana e não a invalida
    6. Saul não estava predestinado ao fracasso (1Sm 13.13)
    7. Tampouco Davi estava destinado ao sucesso (1Rs 11.38)
  2. Davi uma escolha segundo o coração de Deus.
    1. Faltava o menor, aquele que até o momento não haviam sido lembrado, mas Deus não se esquece de ninguém, havia aquele que estava detrás das ovelhas (1 Cr 17.7), talvez esquecido pela sua família naquele momento, mas nunca pelo Senhor.
    2. Deus estava contemplando aquela ocasião, era algo notório, pois o novo rei abriria uma nova perspectiva para o povo de Israel.
    3. Davi era o caçula entre os seu irmãos, o menor entre todos (1 Sm 16.11), e foi o último a passar diante do profeta Samuel.
    4. Ao aproximar-se do profeta aquele jovem ruivo, versículo 12, o Senhor ordenou ao profeta que o ungisse no meio dos seus irmãos.

Ao chegar o profeta, os filhos de Jessé puseram-se apostos para aquela cerimônia. Contudo, existe um número expressivo de pessoas que estão sempre "prontas" para fazer algo para o Senhor, mas poucos estão aptos. Aqueles que o Senhor quer usar realmente não aparecem, estão por ai "atrás das ovelhas", cuidando do rebanho do Senhor sem muitas vezes serem vistos. A obra feita no silêncio, feita nas lágrimas e fadigas, às vezes debaixo de sol escaldante e o nome destes pequenos não aparecem na mídia, são "esquecidos" pelos seus irmãos, mas estes estão no coração de Deus, esperando para serem lembrados e honrados no momento certo (Ap 22.12).

O Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamente afirma que a raiz qtin "denota pequenez de quantidade ou qualidade". Davi era o mais moço (1 Sm 17.14, 33) e, segundo a tradição do núcleo familiar (bayît 'āb), seus irmãos tinham a proeminência (veja 1 Sm 17.28, 29). Esta é a principal razão pela qual eles são chamados ao sacrifício e à mesa enquanto Davi permanece no pastorício (v.11; 17.15). Deus, porém, honrou a Davi diante de seu pai e de todos os seus irmãos (vv.12,13; 17.12,13). Se você é um servo ou serva de Deus, chamado ou escolhido pelo Senhor, saiba que suas condições sociais não são entraves para a realização da obra de Deus.

  1. A unção de um novo Rei. "Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá." (1Sm 16.13).
    1. Ao receber a unção observamos que a partir daquele momento o Espírito de Deus estava sobre a vida de Davi aumentando a sua capacidade (1 Sm 17.33,37).
    2. Não havia dúvidas que a escolha foi confirmada pela presença sobrenatural do Espírito Santo.
    3. A vida daquele jovem mudou por completo com a benção de Deus sobre sua vida. Deus sempre faz a escolha certa, mesmo que alguns não queiram permanecer na Sua vocação, sempre o Altíssimo escolhe os melhores para Sua obra (Jo 15.16).

Embora escolhido rei, Davi não tomou a princípio o governo de Israel, ele voltou para cuidar das ovelhas do seu pai; "E Saul enviou mensageiros a Jessé, dizendo: Envia-me Davi, teu filho, o que está com as ovelhas". (1Sm 16.19). Mesmo recebendo a unção e estando cheio do Espírito Santo, Davi teve paciência e soube aguardar o tempo certo, o tempo de Deus (Ec 3.1).

  1. O PROPÓSITO DA VOCAÇÃO DE DAVI
  1. Abençoar a nação judaica
    1. Apesar de estar atualmente sob provação divina e temporária por causa de sua incredulidade, Israel continua ser uma nação profética (Rm 11.15-26).
    2. Deus escolheu Israel dentre os demais povos para que, através desta nação, tivesse lugar o seu maravilhoso plano de salvação para a humanidade inteira. (2Sm 7.23ª)
  2. Abençoar a humanidade
  3. Cristo Jesus, o legítimo herdeiro de Davi, abençoaria a humanidade com o Seu reinado e domínio em todos os sentidos (Lc 1.32)
  4. Ele é Rei e brevemente reinará em dimensões nunca conhecidas entre os homens

 

Conclusão

Nesta lição aprendemos que o projeto de Deus na nossa vida pode começar a qualquer momento. Davi estava no campo cuidando das ovelhas de seu pai, sem se preocupar com a política, governo, crises e guerras, mas ele estava no projeto de Deus. Davi teve a oportunidade de comandar uma nação, sem talvez nunca imaginar que isso aconteceria. Aprenderemos neste trimestre sobre a vida de um dos maiores nomes da bíblia, sua vida e trajetória, e poderemos tirar lições preciosas para nossas vidas.

Pr João Luiz Marques

Consulte no endereço abaixo subsídios que poderão lhe ajudar no estudo da lição desse Trimestre.

http://prjoaoluizmarquesrespondendobiblia.blogspot.com

ministeriobethesda@yahoo.com.br; kadosingagios@gmail.com;

detetive_inspetor@hotmail.com; marques_joao2004@yahoo.com.br

BOYER Orlando, Pequena Enciclopédia Bíblica. Rio de Janeiro, CPAD.

JOSEFO Flavio, Historia dos Hebreus. Trad. De Vicente Pedroso. Rio de Janeiro, CPAD, 199O.

HENRY Matteu, Comentário Bíblico, Trad. Degmar Ribas Júnior. Rio de Janeiro, CPAD 2002.

Fonte: Lição Bíblica;Site CPAD;Site EBD;Blog: Escrevendo com Responsabilidade