quinta-feira, 1 de março de 2012

"Venha o Teu Reino" Mt 6.10

Texto Mateus 6.10 “Venha o Teu Reino” Introdução. Nós precisamos de uma nova visão sobre o Rei compassivo. Precisamos entender a natureza do seu reino. Jesus ensinou seus discípulos a orar: "Venha o teu reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” O que é o reino de Deus? I. Ha três tempos no reino de Deus. 1. O primeiro é o tempo passado; é o reino histórico. João Batista pregou: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mt 3.2). O reino estava chegando, porque Jesus estava para ser introduzido ao mundo. E ele estabeleceria o reino de Deus nos corações dos homens e mulheres. 2. O segundo tempo do reino de Deus é o tempo presente. Deus não mudou. Ele ainda esta construindo o seu reino na terra, nos corações das pessoas. Foi o anuncio do Reino que era chegado, que abalou o trono de Herodes, o grande, que segundo a história, havia mandado assassinar cerca de 40 parentes chegados a ele, no receio de que viessem a tomar-lhe o poder, além de ter ordenado a matança dos inocentes. Pôncio Pilatos mesmo ficou temeroso de condenar o Cristo que estava diante dele, ao saber que o seu reino não era deste mundo. Ele ama o mundo. Uma das expressões mais profundas encontradas na Bíblia e a expressão "de tal maneira." João 3.16 diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira" (destaque acrescentado). A expressão "de tal maneira" mostra a intensidade do amor de Deus por uma humanidade rebelde. Precisamos entender quão intensamente Deus ama as pessoas. Ele quer estabelecer o seu domínio nos corações das pessoas. O que quis Jesus dizer quando se expressou, "Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu"? A Bíblia declara a vontade de Deus. Ela diz que "O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se" (2 Pedro 3.ç). Quando alguém ora pedindo que Deus mostre a sua vontade e o seu reino, está, na essência, orando pela mesma coisa. Ele esta orando para que Jesus domine os corações dos homens e mulheres. Em primeiro lugar, o Reino de Deus não é comida e nem bebida. Assim, como festivais de musica, grandes concentrações carismáticas, cultos ao homem, reuniões de negócios terrenos, almoços, jantares, churrascos, confraternizações de fim de ano, tudo isto pode ser necessário do ponto de vista social – mas não é uma representação clara e precisa do reino de Deus aqui na terra. O apóstolo São Paulo nos declara solenemente, que este reino é a manifestação da justiça, da paz e da alegria no Espírito Santo (Rm 14.17). Assim que, quando existe injustiça praticada contra inocentes e indefesos, e nós a vivenciamos como meros expectadores, tendo o poder e o direito de interferir e não o fazemos, além de estarmos pecando por negligência e omissão, também não estamos dando lugar a que o reino de Deus se manifeste em forma plena e eficaz. E todas as vezes que a paz está sendo ameaçada seja no ambiente conjugal, ou entre relações pais e filhos, nora-sogra, genro-sogro, ou irmão-irmão, ou ainda dentro de nossas igrejas no relacionamento fraternal, em que mesmo fazendo o serviço de Deus com ódio contra irmãos, rebeldia contra as autoridades constituídas por Deus para o governo eclesiástico, dificultando a ordem dos cultos e causando pesar aos dirigentes da igreja local, de forma que esta pareça mais um campo de batalha, estaremos impedindo deliberadamente à expansão do Reino, e teremos que pagar por isto. E todas às vezes, em conseqüência da falta de paz e de justiça, alguém venha a se escandalizar, de forma que não consiga entrar no Reino, isto entristece a pessoa bendita do Espírito Santo e impede o crescimento do Reino. Em segundo lugar, o Reino não está condicionado ao pensamento humano ou humanista de quem quer que seja, pois ele está muito além de nosso entendimento medíocre e mundano. A velha natureza humana caída, não é capaz de compreender o que Deus preparou para os seus súditos. “As coisas que o olha não viu, e o que o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as coisas que Deus preparou para os que o amam” (1 Co 2.9). Em terceiro lugar, se você é ímpio de coração empedernido, ainda que tenha aparência de piedade e seja amigo de todos, mas esta impiedade é latente em todos os atos e pensamentos do seu coração, você está fora do reino de Deus. “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem aventureiros, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Co 6.9,10). 3. O terceiro tempo do reino de Deus é o futuro. O reino de Deus culminara com a segunda vinda do Rei. Jesus vira outra vez. Precisamos nos preparar e orar pela Sua vinda. Quando nós oramos pela vinda do seu reino, estamos essencialmente orando por duas coisas. Oramos pelo domínio de Deus nos corações dos homens e mulheres e pela volta de Cristo. A essência da expressão "Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu" é a oração intercessória. Toda oração é uma resposta à natureza e caráter de Deus. Intercessão é uma resposta à compassiva soberania de Jesus. É orar para que homens e mulheres venham a conhecer o domínio de Jesus em suas vidas. A oração intercessória é um trabalho difícil. Envolve comunhão com o Rei e compaixão pelas multidões. É compreender a paixão de Cristo pelas almas. É esperar que Deus nos capacite com poder do alto, a fim de que possamos conduzir essas almas ao reino. Aqueles que têm sido mais úteis na colheita de almas são também homens e mulheres de oração intercessória. Eles clamam ao Senhor pelas multidões. Eles não confiam em si próprios para construírem o reino de Deus; eles vivem em absoluta dependência de Deus. A. David Brainerd foi um desses homens. Tem sido dito que Brainerd orava nas florestas até que a neve se derretesse debaixo de seus pés. Mesmo assim, Brainerd viveu menos de trinta anos. De 1743 a 1747 , ele se esforçou para alcançar os índios da América para Cristo. Ele lutava constantemente em oração pelas multidões. Sua curta vida foi um impacto para todo o mundo cristão. A. J. Gordon disse a respeito de Brainerd: “Esse homem orava secretamente nas florestas. Um pouco mais tarde, William Carey leu sobre a sua vida e, impulsionado pela leitura, foi à Índia. Payson, ainda jovem, com pouco mais de vinte anos, após ter feito a mesma leitura, disse que nunca ficou tão impressionado com qualquer coisa em sua vida, como com a história de Brainerd. Murray McCheyne disse que ele, de igual modo, ficou impressionado com aquela leitura." Brainerd morreu na casa de Jonathan Edwards, que foi poderosamente usado por Deus no primeiro Grande Despertamento na América. Sobre Brainerd, Edwards falou: “Eu louvo a Deus porque foi por sua providência que ele morreu em minha casa, para que eu pudesse ouvir suas orações, testemunhar sua consagração e ser inspirado pelo seu exemplo.” George Whitefield foi poderosamente usado por Deus durante o mesmo período de tempo que Brainerd. Os métodos de Whitefield eram incomuns. por causa da sua responsabilidade pelas multidões. Ele não limitava as suas pregações às quatro paredes do templo. Ele foi o primeiro de sua geração a trazer a mensagem de Cristo às massas. De dez a vinte mil se reuniam regularmente para ouvir a sua mensagem. Alguns historiadores estimam que, em algumas ocasiões, multidões de cinqüenta mil pessoas se reuniram para ouvi-lo. Ele foi um poderoso instrumento de Deus durante o primeiro Grande Despertamento. Qual era o segredo de Whitefield? Ele orava três vezes; pela manhã, ao meio-dia e à noite. Ele sacudiu a América e a Inglaterra para Cristo com suas orações. Cem anos mais tarde, Deus levantou outro homem para sacudir o mundo de língua inglesa para a sua glória. Ele era um vendedor de sapatos de Chicago e seu nome era Dwight L. Moody. A responsabilidade que Moody sentia diante do reino de Deus começou voltada para as crianças, tirando-as das ruas de Chicago, através das classes da Escola Biblica Dominical. Alguns dos seus primei- ros convertidos foram "Madden, the Butcher (Madden o Açougueiro), Red Eye (Olho Vermelho), Rag-Breeches (Calças-Rasgadas), Cadet (Cadete), Black Stove Pipe (Cano Preto de Fogão), Old Man (Velho), Darby, the Cobbler (Darby, o Sapateiro), lackey Candles (lackey Velas), Smikes, Butcher Lilray (Açougueiro Lilray), Greenhom (Chifre Verde), Indian (Índio) e Gilberic.” Moody sentiu o coração do Rei compassivo e começou a alcançar aqueles com quem ninguém mais se preocupava. Sua Escola Dominical com as crianças da rua cresceu tanto que o presidente eleito, Abraão Lincoln, foi um dia visitá-la. Mas, o coração de Moody desejava muito mais que uma classe de Escola Dominical. Deus inspirou o seu coração para construir o seu reino na Inglaterra também. Num auditório em Glasgow, Moody pregou para uma multidão de, aproximadamente, 5O.OOO pessoas. Em pregou para mais de 2.500.000 pessoas. Ele pregou em “Camberwell Hall, sessenta reuniões, 480.000 pessoas assistiram; Victoria Hall, quarenta e cinco reuniões, 400.000; Royal Haymaker Opera House, sessenta reuniões, 330.000; Bow Road Hall, sessenta reuniões, 600.000; e Agricultural Hall, sessenta reuniões, com 720.000 assistentes.” O coração de Moody se quebrantava por aqueles que não conheciam a Jesus. O que aconteceria nas igrejas, hoje, se os professores da Escola Dominical tivessem a mesma responsabilidade de D. L. Moody? Quem, nesta geração, choraria pelos grupos ainda não alcançados, como fez Brainerd pelos índios? Quem preparara novos caminhos para alcançar as multidões, como fez Whitefield, duzentos anos atrás? A Bíblia diz: “E busquei dentre eles um homem que levantasse o muro, e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém a ninguém achei" (Ez. 22:3O). Encontrará Deus um homem ou mulher que se coloque na brecha perante ele, nesta geração? Conclusão: Resta uma esperança: “buscai primeiro o reino de Deus e sua justiça...” (Mt 6.33). Aqueles que seguem a Cristo são conclamados a buscar acima de tudo o mais, o reino de Deus e a sua justiça. O verbo “Buscar” subentende estar continuamente ocupado na busca de alguma coisa ou fazendo um esforço vigoroso e diligente para obter algo. Cristo menciona dois objetivos da nossa busca: Em primeiro lugar, o reino de Deus. Devemos buscar diligentemente a demonstração da soberania e do poder de Deus em nossa vida e em nossas reuniões. Devemos orar para que o reino de Deus se manifeste no grandioso poder do Espírito Santo para salvar pecadores, para destruir a influência demoníaca que rouba, mata e destrói o que há de mais precioso nas criaturas de Deus. Este mesmo poder deverá manifestar-se para curar os enfermos e para engrandecer o nome do Senhor Jesus. Em segundo lugar, a sua justiça. Com a ajuda do Espírito Santo, devemos procurar obedecer aos mandamentos de Cristo, ter a Sua justiça, permanecer separados do mundo e demonstrar o seu amor para com todos.

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