terça-feira, 15 de dezembro de 2009

PARA QUEM APRECIA LOUVOR E ADORAÇÃO COM MUITA UNÇÃO - NÃO PERCAM ESTE LANÇAMENTO

Quem induziu Davi a fazer o censo do povo: Deus ou Satanás? - Final

Quem induziu Davi a fazer o censo do povo: Deus ou Satanás?

Do ponto de vista humano, é bem mais fácil, e ideal, que as conseqüências más do pecado sejam limitadas apenas ao malfeitor. Todavia, por causa dos envolvimentos inter-relacionados entre família e sociedade, tal limitação não é possível. Em certo sentido, milhões de pessoas pereceram durante o período nazista por causa de um único homem, Adolf Hitler.

No caso de Davi, naturalmente, não havia uma má intenção, por detrás de seu propósito teimoso de realizar um recenseamento de todos os cidadãos de seu país. É muito provável que sua motivação fosse o orgulho pelas suas realizações como gênio militar, e pela prosperidade que o reino obtivera sob seu governo.

Todavia, é erro presumir que os súditos de Davi não estivessem também contaminados por essa atitude orgulhosa. 2 Samuel 24.1 diz:" Tornou a ira do Senhor a acender-se contra os israelitas, e ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, levanta o censo de Israel e de Judá". É muito provável que a conveniência de realizar-se um censo havia sido sugestão dos conselheiros do rei, tanto com objetivos militares como para se obter uma base exata quanto à cobrança de impostos.

Deve ter havido um surto de orgulho nacionalista, tendente a minimizar a graça e o poder soberano de Deus, em vez de reconhecê-lo como o Autor de todas as extraordinárias vitórias no campo de batalha, e a extensão de sua hegemonia desde o Egito até as margens do Eufrates e os limites da Síria ao Norte. A nação de Israel precisava desse castigo, pois de outra jamais se diria que "tornou a ira do Senhor a acender-se contra os israelitas".

Lendo 1 Crônicas 21.1 entendemos como Satanás conseguiu o seu intento: "Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel". Como é seu hábito, quando encontra um meio para atuar, o diabo agiu no sentido de estimular o desejo de Davi, e dos líderes do povo, para que levassem a cabo aquele projeto egoístico, ainda que o general Joabe fosse contrário a isso (cf. v. 3).

Não deveria causar surpresa, portanto, que a contabilização do poderio militar humano das doze tribos, no esplendor de sua força, constrangesse o Senhor a fazê-los lembrar-se de que não seria por meio de grandes números que eles prevaleceriam, mas apenas pela Sua graça.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Quem induziu Davi a fazer o censo do povo: Deus ou Satanás? – Parte 1

Quem induziu Davi a fazer o censo do povo: Deus ou Satanás?

Em 2Sm 24.1 lemos:"tornou a ira do Senhor a acender-se contra os israelitas, e ele incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, levanta o censo de Israel e de Judá". No relato paralelo de 1Cr 21.1,2 está escrito o seguinte: "Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel. Disse Davi a Joabe e aos chefes do povo: Ide, levantai o censo de Israel, desde Berseba até Dã; e trazei-me a apuração para que eu saiba o seu número". A relação de 2 Crônicas 21.1,2 é muito semelhante à de 2Samuel 24.2; não existe uma diferença significativa. No entanto, no que concerne ao primeiro versículo de cada capítulo que estamos estudando, parece quem em 2Samuel 24 foi o próprio Deus quem incitou a Davi a realizar o recenseamento, mas em 1 Crônicas 21, teria sido Satanás, o adversário de Deus. Isso não apresenta uma discrepância, ou será que ambas as declarações estão certas?

Em nenhum dos dois livros temos um contexto definido para a idéia de realizar-se um recenseamento, e não há meios de verificar se esse ocorreu antes ou depois da revolta de Absalão. Todavia, visto que esse cadastramento induziu indiretamente à aquisição do monte Moriá, que se tornaria o local do templo e dos palácios reais deve ter sido feito vários anos antes do final da carreira de Davi. Só assim poderia ter tido ele a oportunidade de juntar tão grande quantidade de adornos caros e materiais de construção que Salomão mais tarde usaria a fim de erigir o templo (1Cr 29.3-5).

Parece que Davi não estava totalmente consciente do que se passava no íntimo de seu coração, pois estaria talvez sendo induzido pelo orgulho ou pelo auto-engrandecimento do que ele havia realizado, no que dizia a respeito aos sucessos militares e à expansão econômica do povo. Ele começou a pensar mais em termos de tropas e armamentos, do que na misericórdia e fidelidade de Deus. Em sua juventude, Davi pusera toda sua confiança apenas em Deus, quer estivesse enfrentando Golias com uma simples funda, ou lutando contra um exército inteiro de amalequitas, dispondo de apenas um punhado de soldados, ao todo quatrocentos. Todavia, nos últimos anos, ele viria a confiar mais nos recursos materiais, à semelhança de qualquer racionalista de coração endurecido. Davi acabara aprendendo a medir sua força pelo padrão dos números e das riquezas.

Portanto, o Senhor decidiu que chegara o tempo de Davi dobrar seus joelhos outra vez, em oração, e atirar-se à graça de Deus, ao longo de um período de provações capazes de esquadrinhar-lhe a alma. Portanto, o Senhor o encorajou a pôr em execução o plano que esse rei acalentara havia tanto tempo: desejava contar o povo, saber quais eram seus recursos humanos, a fim de bem planejar suas estratégias militares futuras, com vistas ao emprego mais eficiente de seus exércitos. É bem notável que tal contagem lhe proporcionasse uma base mais concreta para o cálculo dos impostos. E assim foi que Deus, efetivamente lhe disse: "Muito bem, vai em frente e conte o povo. Depois você vai ver o resultado de sua vaidade".

Embora fosse comandante militar endurecido e ambicioso, o general Joabe sentiu certa insegurança e intranqüilidade a respeito desse projeto. Percebeu que Davi e seus conselheiros tornavam-se mais e mais orgulhosos, por causa de suas conquistas militares brilhantes, as quais trouxeram os reinos da palestina, da Síria e da Fenícia ao estado de vassalos, em total dependência de Israel. Joabe temias que o Senhor talvez não estivesse satisfeito com aquela atitude nova, de autoconfiança e auto-estima, pelo que tentou dissuadir a Davi desse propósito (1 Cr 21.3). Existe um sentido pelo qual o Senhor Deus deu a Davi uma advertência final pelos lábios de Joabe, antes do rei comprometer-se afinal com o recenseamento.

Não se diga que fazer recenseamento é inevitavelmente mau. O Senhor não se desagradara dos dois censos feitos na época de Moisés. Na verdade, Ele deus instruções positivas quanto à contagem de todos os efetivos militares (Nm 1.2,3;26.2), ambos no início da peregrinação de quarenta anos pelo deserto e no fim desse período, estando o povo no limiar da conquista. O segundo censo foi feito com o objetivo de mostrar que o total das forças armadas de Israel era um pouco menor do que havia sido 40 anos atrás. No entanto, com aquele exército menor, os israelitas varreriam todos os inimigos à sua frente; o povo de Deus não se acovardaria diante da perspectiva da guerra, como acontecera com seus pais em Cades-Barnéia. O segundo censo também teria outro propósito útil: seria a base para a distribuição da terra conquistada entre as doze tribos. As que tinham maior número de pessoas receberiam territórios maiores proporcionalmente. Entretanto, o recenseamento no qual Davi havia colocado o seu coração não serviria a outro propósito senão o de inflar o orgulho e a vaidade nacionais. Tão cedo a contagem estivesse terminada, Deus iria enviar uma punição – uma praga desastrosa – que causaria considerável perda de vidas e diminuição no número de seus cidadãos.

Porém, quando voltamos ao primeiro versículo de 1 Cr 21, deparamo-nos com a declaração de que fora Satanás quem motivara Davi a realizar o recenseamento, apesar da advertência e protesto de Joabe. O verbo hebraico traduzido por "incitou" é o mesmo nas duas passagens (wyyaset). Por que é que o diabo se envolveria nesse assunto, se o próprio Deus já havia induzido Davi a cometer a tolice que seu servo tinha em mente? É que Satanás descobriu ser de seu interesse imiscuir-se. Essa situação parece-se um pouco com aquela descrita no primeiro e segundo capítulos de Jó em que temos realmente um desafio de Deus ao diabo, que induziu as calamidades sobre o paciente Jó. O propósito de Deus foi o de purificar a fé de seu servo e enobrecer-lhe o caráter mediante a disciplina da adversidade. A intenção de Satanás era completamente maliciosa e perversa; ele queria fazer o maior mal possível a Jó, na expectativa de levá-lo a amaldiçoar Deus pelas suas desgraças.

Há justos que mendigam o pão?

 

Pr João – Como vão as coisas ai no Brasil? E a família?

Responda-me, por favor: O Justo mendiga o pão?

 

Therenser, Califórnia

 

Meu amado irmão Therenser

A Paz do Senhor....

Tudo bem? Aqui no Brasil as coisas continuam conforme as manchetes!

Estamos todos na presença do Senhor.

 

Davi declara: "... jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão" (Sl 37.25). Mas obviamente isso não é sempre verdade. Muitos dos milhares que passam fome no mundo hoje são cristãos. Até mesmo a Bíblia falou de "um certo mendigo, chamado Lázaro" que estava no céu (Lc 16.20). A afirmação de Davi parece ser claramente falsa.

Várias coisas devemos ter em conta com relação à afirmação de Davi. Antes de mais nada, a rigor esta não é uma declaração universal – é simplesmente o que Deus disse sobre sua própria experiência. Ele começa dizendo: "fui moço e já agora, sou velho, porém jamais vi..." (v.25).

Segundo, ele não diz que o justo nunca passa fome, mas simplesmente que ele, Davi, jamais viu o justo "mendigar o pão". Há um a diferença.

Terceiro, o contexto de sua afirmação era a economia judaica no Antigo Testamento em que ninguém precisaria passar fome, uma vez que a lei permitia que o necessitado rebuscasse nos campos (cf Lv 19.10; Dt 24.21). Com esse sistema, geralmente não havia necessidade de se "mendigar o pão" - ele podia ser respigado de graça nos campos.

Finalmente, como ocorre no livro de Provérbios, esta afirmação não é para ser tomada de forma universal, mas apenas como uma regra geral numa sociedade organizada de acordo com a lei de Deus, segundo a qual aqueles que vivem retamente em geral não terão necessidade de mendigar o pão.

Que Deus abençoe o amado e também sua família.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Religião Popular

Religião Popular

Gatos pretos, passar embaixo de escadas, ler horóscopos, carregar amuletos e ficar preocupado com o número treze ainda são coisas importantes para muitas pessoas na avançada sociedade industrial de nossos dias. Rituais de ciclos da vida relacionados a nascimentos, casamentos e mortes são com freqüência considerados assuntos em que a "religião" deveria participar, ainda que seja o único interesse demonstrado em relação a Deus ou à igreja durante a vida da pessoa. Por que isso ocorre? Será que tal fato significa que as sociedades modernas não são tão seculares como pensamos?

Religião popular diz respeito a superstição(crença no destino ou na sorte) e a rituais e rotinas que dão significado à vida ou ajudam as pessoas a enfrentar as crises. Os cristãos não devem ficar surpresos quando encontram religiões alternativas no mundo.

Os ouvintes de Jesus aparentemente não tiveram dificuldade em entender o que quis dizer com "onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração". As pessoas que deixam de adorar o Criador fixam-se em alguma coisa criada. A Bíblia não raro se refere à magia e à superstição de diversos tipos, com freqüência ligando-as diretamente ao mundo dos espíritos malignos. A infiltração da religião popular nos lares por meio de revistas populares e conversas de botequim de maneira nenhuma reduz o seu potencial para o perigo espiritual.

Rivais ou Parceiros?

Durante muitos séculos a religião popular tem existido, com freqüência junto com as religiões oficiais ou convencionais como judaísmo ou cristianismo. Às vezes a religião popular pode conter aspectos de religião oficial, e vice-versa, embora a religião oficial possa também ser hostil para com a religião popular.

No tempo do rei Saul, rei de Israel, embora a feitiçaria fosse proibida pela lei judaica, a feiticeira de Endor continuou a exercer o seu comércio. Mas na Europa medieval muitos Rituais e símbolos antigos foram incorporados e se tornaram aceitáveis dentro do cristianismo. Exemplo óbvio é o Natal, festa "cristã" sobreposta à celebração muito difundida do solstício de inverno, com inúmeras tradições populares em nada relacionadas ao cristianismo.

Durante o século XX, entretanto, surgiu a idéia de que o racionalismo crescente acabaria com as crenças "irracionais", que por fim desapareceriam completamente quando o dia da ciência raiasse. Muitos hoje ainda defendem esse ponto de vista. Mas os sociólogos e os antropólogos descobriram que isso não aconteceu.

As chamadas crenças e práticas irracionais persistem mesmo nas sociedades industriais mais tecnologicamente sofisticadas. Especialmente em momentos de desgraça – por meio das doenças, morte, calamidades naturais, guerra, depressão econômica – a dimensão sagrada da vida recebe novo ímpeto. A secularização não é tão facilmente demonstrada.

 

Muitos rituais perduram no mundo de hoje e se relacionam com o orgulho cívico ou a lealdade nacional, o esporte, a bebida, a arte e os entretenimentos. Com freqüência apresentam características da religião popular. Mas entre os mais significativos estão aqueles associados ao ciclo da vida, pois aí as religiões oficial e popular se encontram. Ser batizado, casado ou sepultado com a bênção da igreja é para muitos um meio mágico de dispersar a má sorte e garantir esperança tanto neste mundo quanto no outro.

As pessoas ligadas à igreja ainda encontram um dilema aqui. Será que a igreja deveria dar apoio a tais superstições da religião popular e colocar-se à disposição para o que na realidade é uma exibição do sentimento popular? Ou deveria recusar-se, reconhecendo que essas crenças não são satisfatórias em sua essência e oferecendo em lugar disso as boas novas de Jesus Cristo, a única coisa que pode fornecer consolo genuíno, certeza e esperança?

 

 

O "CAIR" DE HEBREUS VI

O CAIR DE HEBREUS VI

 

Existe apenas um pecado referido no livro aos Hebreus, a saber, o ato de um judeu do primeiro século que, tendo deixado o judaísmo e se identificado com a igreja Cristã visível, depois de haver feito profissão de fé em Cristo, agora estava em perigo de, sob a força da perseguição, renunciar a nova fé e voltar ao ritual ab-rogado do sistema levítico.

Tal pecado é descrito no capítulo 2.1, como "um desvio da verdade do Novo Testamento", como " um endurecimento do coração contra o Espírito Santo" (Hb 3.7,8), como um "cair" e um "crucificar novamente" para si mesmo o Filho de Deus (Hb 6.6), como um "pecado contra o Deus Triuno, ou seja, o "calcar aos pés o Filho de Deus", que é pecado contra o Pai que enviou o Filho, o "profanar ou considerar comum do Filho", pecado que é contra Jesus, que derramou Seu sangue, e o "ultrapassar o Espírito da graça", que é um pecado contra o Espírito Santo, que conduziu o pecador ao lugar do arrependimento ( Hb 10.26,29).

A palavra "caíram" (Hb 6.6) vem de um termo grego que literalmente significa "cair ao lado de uma pessoa ou coisa, escorregar para fora, desviar-se do caminho certo, desgarrar-se". Em manuscritos antigos encontramos duas ilustrações sobre seu emprego: "se os termos do contrato forem quebrados" e no caso em que certa pessoa se reverte à sua interpretação anterior.

Esses dois empregos se adaptam exatamente ao fundo histórico do livro e ao contexto em que a palavra é encontrada. Aqui temos o caso de alguns judeus que haviam professado fé em Cristo, que acompanhando o Espírito Santo em Sua obra de pré-salvação, haviam sido conduzidos ao lugar de arrependimento, ou seja, até o próprio limiar da salvação. Podemos dizer que haviam estabelecido um contrato com o Espírito, sendo espontaneamente levados até certo ponto por Ele. Mas agora, caso rejeitassem a fé oferecida e retornassem ao judaísmo, estariam rompendo o contrato que fizeram com o Espírito.

Além disso, em certa ocasião aderiram ao sistema de sacrifícios do Antigo Testamento. Depois abandonaram-no para abraçar a verdade do Novo Testamento. Agora, pois, caso retornassem aos sacrifícios do Templo, estariam revertendo à sua opinião anterior.

A palavra "caíram" somente pode referir-se àquele pecado referido nesse livro aos Hebreus. Era pecado que só podia ser cometido por um judeu ou por um prosélito gentio, do primeiro século de nossa era, e isso por motivo de, a partir do ano 70 A.D. as condições se tornarem tais, que resultou impossível cometer o mesmo pecado. O templo de Jerusalém foi destruído naquela data. Não existem mais sacrifícios judaicos que possam ser abandonados para novamente serem abraçados. Não obstante, aquele pecado era seríssimo. Aqueles judeus haviam sido participantes ou "companheiros" (vd Lc 5.7, a mesma palavra grega) do Espírito Santo, acompanhando-O em Suas ministrações era questão das mais sérias, pois após tal ação não pode mais haver recuperação.

 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A Igreja Evangélica é legitimadora da Corrupção

Não poderia me omitir ou me escusar de responsabilidade que me são inerentes.

Ao ler esta matéria, decidi copiá-la em sua totalidade e postar. Não com vistas a ocrédito, mas, com intuito de divulgá-la aos leitores deste blog.

Me senti tocado no âmago quando li esta matéria.Muito forte!!!!

Editor do Blog

A afirmação que se faz no título desse artigo fundamenta-se em cinco percepções acerca da presença da Igreja Evangélica na nação brasileira, relativamente a sua atuação.

Em primeiro lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque não a denuncia. Não concebe que deva encarnar a função profética, relega ao segundo plano as questões sócio-políticas, e não se manifesta sobre aquela que é a maior manifestação do mal nas terras brasileiras: a corrupção. Não há denúncia.

Em segundo lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque sua ação social substitui a ação do Estado, não denuncia a situação e não exige que o Poder Público desempenhe suas obrigações. Se por um breve momento a Igreja Evangélica Brasileira deixasse de realizar suas ações de assistência social, o País se tornaria um caos, imediatamente. A distribuição da renda, consubstanciada na distribuição de cestas básicas e demais ações similares, a recuperação e inserção social, consubstanciadas nos trabalhos das inúmeras casas de recuperação, a promoção do ensino, por intermédio de milhares de escolas confessionais, o cuidado com a criança, realizado por creches e pela própria Escola Dominical, tudo isso, são funções do Estado negligente que não as realiza. Na medida em que a Igreja Evangélica faz tudo isso – e jamais deve deixar de fazer – sem a devida e obrigatória participação do Estado, e não denuncia a gravidade do fato, está sendo cúmplice de governantes e parlamentares criminosos, que utilizam em benefício próprio os recursos que deveriam ser destinados a essas atividades. Em terceiro lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque se associa ao Poder Público sem a crítica adequada. Seus líderes sobem nos palanques políticos, impõem as mãos sobre as cabeças de gente cujo pensamento está voltado apenas para seus próprios interesses e para o crime, dá e recebe condecorações de e para gente sem a menor credencial ética para isso, cede os púlpitos a bandidos, enfim, associa-se a gente que deveria estar presa, mas que usufrui da liberdade que o seu poder lhes permite adquirir. Aqueles que deveriam ser alvo de denúncia e profetismo por parte da Igreja são seus grandes amigos e aliados.

Em quarto lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque não desenvolve ações consistentes de combate à corrupção. E nem poderia ser diferente, visto que ela nem mesmo a denuncia. Enfrentar esse mal é obrigação, mas nada faz a respeito. Em quinto lugar, a Igreja Evangélica Brasileira é legitimadora da corrupção porque a pratica desavergonhadamente.

À denúncia acima pronunciada segue-se, necessariamente, a proposta de ação.

1. Para denunciar a corrupção nos púlpitos, e perante a nação, obrigação inadiável da Igreja Evangélica Brasileira, é necessário colocar ordem dentro de casa: transparência das contas. Igrejas precisam publicar seus balancetes e prestar contas do que fazem com os dinheiros de seus membros, se quiserem ter credibilidade e autoridade para profetizar contra o mau uso dos recursos pelo Poder Público. Os líderes de igreja não podem submeter-se apenas à prestação de contas – inevitável e certa – diante de Deus. Precisam entender o momento em que o País se encontra e dar o exemplo. Transparência, eis a exigência.

2. A Igreja não pode deixar de fazer ação social, mas tem que cobrar a ação do Governo, o emprego das verbas públicas nos programas sociais e as ações que promovam a distribuição de renda. Precisa-se, antes de mais nada, de informações acerca de todo o esforço que a Igreja Evangélica Brasileira está fazendo para amenizar a situação de dificuldade em que vive grande parte da nação. O Governo tem que conhecer a enorme dimensão dessas ações, e seu alcance. Trabalho que dá credibilidade para cobrar do Governo que faça a sua parte, em particular impedindo que o dinheiro público seja desviado para atender a interesses privados. A Igreja não pode substituir a ação do Estado, como ocorre hoje; esse esforço tem que ser complementar. O Estado tem a obrigação de zelar por seus cidadãos, a Igreja, de amar o próximo. O trabalho da Igreja não exime o Estado de sua responsabilidade. No entanto, a última coisa que se deve pleitear é a parceria na qual as igrejas recebam mais verbas públicas para a realização de ações de cunho social. Há generosidade e recursos suficientes para contribuir com as obras das Igrejas. Não se rejeitam parcerias com o Poder Público, mas elas só podem se estabelecer fundamentadas em sólidos sistemas de controle e transparência. Em parceria com o Poder Público, a Igreja tem demonstrado que é engolida pelo mesmo mal que assola a Nação.

3. Não há outra possibilidade, nesse momento, senão o rompimento radical com as práticas que a Igreja Evangélica Brasileira tem adotado em relação aos seus representantes no Poder Executivo e no Poder Legislativo. Se eles querem ir às igrejas, ou se mesmo já são membros, que se assentem nos bancos e ouçam, em silêncio. Se quiserem conversar com esse povo sobre política, que se marquem reuniões específicas para isso, e que nunca se tratem tais assuntos em cultos. Não se pode mais chamá-los aos púlpitos e impor sobre eles as mãos, manipulando a compreensão dos membros. Se querem oração que recebam-na nos gabinetes, pois o Deus que ouve em secreto em secreto os responderá. Pastores não devem receber condecorações das mãos de criminosos travestidos de prefeitos e parlamentares, há que se ter o mínimo de decência e discernimento. 4. A Igreja precisa adentrar o espaço público aberto a ela e a toda a comunidade. Participar dos Conselhos Municipais de Políticas Públicas criados por lei para exercer o controle das ações públicas em áreas como a educação, a saúde e a assistência social, entre outras. Pastores devem incentivar seus membros a participar, promover treinamento para eles, e facilitar-lhes o acesso a estas instâncias de participação política. Fazendo isso, a Igreja estará garantindo a merenda escolar para seus próprios filhos – e demais crianças de suas cidades, o salário adequado para os professores, os recursos para as entidades de assistência social, os programas de enfrentamento de moléstias, o dinheiro para a farmácia básica, entre tantas outras possibilidades. A legislação brasileira tem criado esses conselhos, dos quais devem fazer parte representantes da sociedade civil organizada. Espaço absolutamente adequado para a ação consistente da entidade que mais faz ação social nesse País, a Igreja Evangélica Brasileira. 5. Quanto à participação na corrupção desenfreada nesse País, já conhecida há tanto tempo, e vergonhosamente evidenciada, por exemplo, na CPMI dos Sanguessugas, é necessário, em arrependimento e quebrantamento, pedir perdão. Pedir perdão a Deus e à Nação, pois esperava-se muito mais da Igreja Evangélica Brasileira. Sobre ela pesa duro juízo, por suas ações, por sua acomodação, por sua omissão cúmplice. Pois, ao invés de destruir as obras do diabo, tornou-se partícipe delas. *** Enviado por e-mail para divulgação no Genizah Henrique Moraes Ziller é membro da Igreja Metodista da Asa Sul, em Brasília – DF, é Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União e Presidente do Instituto de Fiscalização e Controle http://www.adoteummunicipio.org.br/.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O VESTUÁRIO EM ISRAEL

Eneci de Almeida pergunta:

Pastor o Sr poderia postar algo sobre o vestuário em Israel.

 

Olá Pr Eneci. Quanto tempo!!

Meu amado irmão. É claro que não temos condições de postar todos os detalhes das vestimentas em Israel, entretanto, vou sintetizar o máximo possível.

O modo de vestir-se dos israelitas mudou aos poucos no decorrer dos séculos. Notemos a evolução de, pelo menos cinco artigos básicos de vestuário.

Deus fez vestimentas para Adão e Eva. "Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu" (Gn 3.21). Esta vestimenta (Hb, Kethon) era uma camisa simples feita de pele de animal. Mais tarde, os hebreus começaram a fazer camisas de linho ou de seda (para pessoas importantes). Assim, lemos que José usava "uma túnica talar de mangas compridas" (Gn 37.3), que ERC traduz como "túnica de várias cores".

Embora o Kethon tenha permanecido como costume do povo comum, outra forma de vestido chamada simlah entrou em moda. Sem e Jafé tomaram esta vestimenta para cobrir a nudez de seu pai (Gn 9.23). A princípio, os israelitas faziam a simlah de lã, porém mais tarde usava-se pêlo de camelo. Tratava-se de uma vestimenta exterior semelhante a um lençol grande com um capuz, e os judeus a usavam como roupa de frio. Os pobres a usavam como vestido básico de dia e como capa de noite (Êxodo 22.26-27).

Em casa, em ocasiões especiais, os israelitas usavam o beged. Isaque e Rebeca vestiram seu filho Jacó com esta roupa, que eles consideravam a melhor (Gn 27.17). Os israelitas consideravam o beged um distintivo de famílias importantes. Depois de instituídos os rituais do templo, os sacerdotes passaram a usar o beged.

O quarto artigo de vestuário, o lebhosh (que significa "vestir"), era de uso geral. Contudo, com o tempo tornou-se uma vestimenta exterior tanto para os ricos como para os pobres. Assim, diz a Bíblia que Mordecai usava um lebhosh de pano de saco (Ester 4.2), enquanto um lebhosh mais requintado podia servir de "veste real" (Ester 8.15).O Salmista referiu-se a esta vestimenta quanto escreveu: "Repartem entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica deitam sortes (Salmo 22.18).

Finalmente, a addereth era usada para indicar que o usuário era uma pessoa de importância (Js 7.21). Esta vestimenta era também um tipo de capa ou abrigo exterior. Tal capa ainda é usada hoje por muitos na Palestina, sem levar em conta sua posição social.

Esses exemplos demonstram como mudou o uso de certas vestimentas à medida que mudou a sociedade judaica. E a manufatura dessas vestes mostra a disponibilidade de diferentes materiais têxteis em cada época da história.