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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Doenças e Curas Psicossomáticas – Mentes - Milagres – Apologética - Final

Milagres não exigem contato pessoal. Às vezes o apóstolo impunha as mãos sobre os que Deus curava milagrosamente (cf At 8.18). No entanto, isso não era essencial para os milagres. Jesus não tocou muitos dos que foram curados. Jesus ressuscitou o filho do oficial do rei à distância (Jo 4.50-54). Jesus não tocou Lázaro quando o trouxe de volta à vida (Jo 11.43,44). O apóstolo tocou os crentes samaritanos para que pudessem receber o Espírito Santo (At 8.18; 19.6). Mas próprios apóstolos receberam o Espírito sem que ninguém lhes impusesse as mãos (At 2.1).

Em comparação, as curas de fé dependem de imposição de mãos ou de algum outro contato físico ou influência pessoal. Alguns que oram por cura usam toalhas ou lenços de oração. Outros pedem que os ouvintes coloquem as mãos no rádio ou na TV como ponto de contato. Um evangelista pede que as pessoas fiquem de pé ou pelo menos a preparação psicológica parece ser condicional para própria cura.

Milagres não envolvem recaídas. Os milagres bíblicos duram; não houve recaídas. Quando Jesus curava uma doença, ela não voltava. É claro que todos posteriormente morreram, mesmo os que ressuscitaram dos mortos. Mas isso foi o resultado do processo natural de mortalidade, não porque o milagre fora cancelado. Entretanto, quando Jesus fazia um milagre, ele durava. Qualquer outro problema que o corpo apresentasse, não era causado porque o milagre não tivesse reparado imediata e permanente aquele problema.

Curas psicológicas nem sempre duram, sejam induzidas por hipnotismo, placebos ou curandeiros. Na verdade, os "curados" e os " canais de cura" sucumbem à má saúde. O pregador de rádio Chuck Smith relata que conhece alguns dos principais expoente da fé positiva na evangelho de cura e prosperidade que foram internados em hospitais por exaustão nervosa (Smith, p. 136-7)

Milagres são sempre bem sucedidos. Jesus não falhou em nenhum milagre que tentou fazer. Já que o milagre é ato de Deus, é impossível que falhe. É verdade que Jesus nem sempre tentava fazer um milagre. Às vezes ele explicava por quê (Mt 13.48). Já que não era do ramo do entretenimento, nem sempre satisfazia os caprichos da platéia. Deus faz milagres de acordo com sua vontade (Hb 2.4) e propósitos, não os nossos. Quando, porém, Deus tenta criar um evento sobrenatural, ele o concretiza.

Tentativas psicológicas de curar bem sucedidas. Como foi observado, alguns tipos de problemas físicos não são mais freqüentemente bem sucedidas nos tipos de personalidade mais influenciáveis. Alguns estudos demonstram que a grande maioria das pessoas no movimento de cura são esses tipos de personalidades.

Milagres são curas de doenças orgânicas não só de enfermidades funcionais. Jesus curou pessoas cegas de nascença(Jo 9) e pernas (Jo 5). Os apóstolos curaram um homem paralítico de nascença (At 3.2). Jesus restaurou uma mão seca instantaneamente (Mc 3.1-5). Curas psicológicas não acontecem em nenhum desses tipos de curas orgânicas ou condições da natureza. Geralmente são eficazes apenas em doenças funcionais. Com freqüência apenas auxiliam ou antecipam a recuperação. Não curam instantaneamente nem restauram o incurável.

O dr. Brand afirmou diretamente que nunca ouviu falar de cura milagrosa de câncer no pâncreas, fibrose cística, defeito maior de nascença ou amputação. Certa vez George Bernard Shaw comentou sarcasticamente que as curas em Lourdes, França, não o convenceram. Viu muitas maletas e cadeiras de rodas em exposição, "mas nenhum olho de vidro, nenhuma perna de pau, nenhuma peruca".

Milagres são sempre instantâneos. Como mencionado anteriormente, Jesus curava as pessoas " imediatamente" (Mc 1.420. Quando falou, o mar se acalmou completamente (Mt 8.26). Quando o apóstolo curou o homem paralítico de nascença "imediatamente, os pés e os tornozelos do homem se firmaram" (At 3.7). Até no caso de um milagre de dois estágios, cada estágio foi cumprido imediatamente (Mc 8.22-25).

Conclusão e Resumo. A mente pode auxiliar no processo de cura. A atitude mental positiva geralmente antecipa. O processo curativo natural. Quando a doença é causa psicologicamente, pode haver uma reversão dramática quando a pessoa acredita repentinamente que pode ser curada. Nesse sentido algumas curas psicossomáticas podem ser imediatas. Mas a cura psicossomática não pode ocorrer em todas as doenças, principalmente as orgânicas e incuráveis.

Curas de "fé" de doenças funcionais não são sobrenaturais. Carecem das características do verdadeiro milagre, que são as marcas que dão valor apologético aos milagres. Na verdade, apenas os profetas judeus – cristãos comprovaram exemplos singulares desses tipos de curas.

Fontes: P. Brand.; N.L. Geisler; W.Nolen, A docto in search of a miracle; K. Pellitier; C. Smith, Charismatics or charismania?; J.E. Tada, Um passo mais.

Doenças e Curas Psicossomáticas – Mentes - Milagres – Apologética – Parte 2

O que a mente não pode fazer. Há algumas condições que apenas a "fé" não pode curar. O poder do pensamento positivo não pode evitar a morte, ressuscitar os mortos, dar visão a um corpo sem olhos, criar membros amputados ou curar tetraplégicos. O Dr. Nolen observa que nenhuma lesão paralisadora da medula espinhal jamais foi e nunca será curada por meio da fé. (Nolen, p. 286). Joni Earickson Tada sofreu tal lesão num acidente de natação e ficou tetraplégica. Apesar das orações fervorosas e de toda a sua fé, ela permanece sem ser curada por toda a fé que pôde exercitar. Joni conclui:

Deus certamente pode curar, e ás vezes cura, pessoas de forma milagrosa hoje em dia. Mas a Bíblia não ensina que sempre curará que chegam a ele com fé. Ele se reserva soberanamente o direito de curar ou não curar como lhe convém.

Intervenção sobrenatural. A sra. Tada reconhece que, se Deus curasse sua medula, um tipo diferente de cura teria acontecido, um tipo que suspende os processos naturais. Os milagres, ao contrário de curas naturais, são a maneira pela qual Deus age em ocasiões especiais. A forma pela qual Deus geralmente cura é lenta. Mas num milagre ele age de imediato. Quando Jesus curou o leproso, a cura foi instantânea – não o resultado de auto- rejuvenescimento da pele (Mc 1.42).

Muitos dos milagres de Jesus envolveram a aceleração de um processo natural. O fazendeiro coloca o grão no solo e ele se multiplica lentamente em mais grãos até a colheita. Mas Jesus pegou o pão (grão) e o multiplicou imediatamente para alimentar os cinco mil (Jo 6.10-12). Referindo-nos aos "milagres" do nascimento ou da vida. Deus é quem causa ambos. Mas a questão se torna confusa quando falamos sobre eventos naturais, graduais e repetidos como "milagres". São apenas a maneira pela qual Deus trabalha reguladamente. São maravilhosos, mas não milagroso.

O verdadeiro milagre não é uma atividade natural, mas a ação sobrenatural direta. É por isso que uma das palavras bíblicas para milagre é "maravilha". Ela atrai nossa atenção. Uma sarça ardente não é anormal, mas, quando queima sem ser consumida e a voz de Deus fala dela, esse não é um evento natural (Ex 3.1-14).

Do ponto de vista apologético, como distinguir a cura normal da cura milagrosa? Como distinguir a cura psicológica da sobrenatural? Apenas a segunda tem valor apologético.

A fé é o ingrediente essencial da cura psicossomática, mas não da cura sobrenatural, apesar de acompanhá-la. Uma pessoa pode ser curada mesmo que não acredite que a cura é possível. Nos Evangelhos 35 milagres de Jesus são registrados. Dentre esses, a fé do agraciado só é mencionada em dez: 1) o coxo (Jo 5.1-9); 2) leproso (Mt 8.2-4); 3) a mão seca (Mt 9.2-8); 4) o cego de nascença (Jo 9.1-7); 5) o cego Bartimeu (Mt 20.29-34); 6) a mulher com hemorragia (Mt 9.20-22; Mc 5.24-34;Lc 8.43-48; 7) os dez leprosos (Lc 17.11-19); 8) Pedro andando na água (Mt 14.24-33); 9) a primeira pescaria milagrosa (Lc 5.1-11); 10) a segunda pescaria milagrosa (Jo 21.1-11).

Na maioria desses casos a fé não foi exigida explicitamente como pré-condição. Nos poucos casos em que a fé foi exigida, provavelmente foi a fé em Cristo como Messias que foi necessária, não simplesmente a fé que a pessoa poderia ser curada. Portanto, mesmo nesses casos não foi necessário ter fé para ser curado.

Em pelo menos 18 dos milagres de Jesus, a fé não está presente explícita ou implicitamente.

Em alguns casos a fé é resultado do milagre, não sua condição. Quando Jesus transformou a água em vinho, "manifestou a Sua glória, e os Seus discípulos creram Nele" (Jo2.11). Os discípulos de Jesus não acreditaram que Ele poderia alimentar os 5000 pela multiplicação dos pães e peixes (Lc 9.13,14; cf. Mt 14.17). Mesmo depois que viram Jesus alimentar 5 mil, não acreditaram que poderia fazê-lo de novo para 4 mil(Mt 15.33). No caso do paralítico, Jesus o curou quando viu a fé dos quatro que o carregaram até Jesus, não a fé do próprio homem (Mc 2.5).

Em sete milagres Jesus não podia ter exigido fé. Certamente isso é verdade com relação aos três que ressuscitou dos mortos. Mesmo assim Jesus ressuscitou Lázaro (Jo11), o filho viúva (Lc 7) e a filha de Jairo( Mt 9). O mesmo é verdadeiro com relação à figueira amaldiçoada (Mt 21), ao milagre da moeda no peixe (Mt 17.24-27), às duas vezes que Jesus multiplicou os pães (Mt 14.15) e quando acalmou o mar (Mt 8.18-27).

Também não pode ser provado que a fé dos discípulos foi necessária. Na maioria dos casos os discípulos careciam de fé. No milagre da ressurreição de Lázaro, Jesus orou para que as pessoas presentes acreditassem que Deus o enviara (Jo 11.42). Logo antes de Jesus repreender as ondas, disse aos discípulos: "Onde está a sua fé?"Lc 8.25). Depois de ter acalmado as águas, perguntou: "Ainda não têm fé?" (Mc 4.40)

Às vezes Jesus fazia milagres apesar da descrença. Os discípulos careciam de fé para expulsar o demônio do menino ( (Mt 17.14-21). Até a passagem mais usada para mostrar que a fé é necessária para a operação de milagres prova exatamente o oposto. Mateus 13.58 nos diz: "E não realizou muitos milagres ali, por causa da incredulidade deles". No entanto, apesar da incredulidade presente, Jesus"imp[ôs] as mãos sobre alguns doentes e cur[ou-s]" (Mc 6.5).

Como distinguir curas. Há uma distinção clara entre a cura sobrenatural e psicologia. A cura realmente milagrosa diferencia-se mental por várias características. Apenas religiões que manifestam essas características podem usá-las como confirmação de reivindicações de fé.

Milagres não exigem fé. Deus esta no controle soberano do universo e pode realizar, e realiza, milagres com ou sem nossa fé. Dons milagrosos são distribuídos aos crentes do Novo Testamento "como quer" (1 Co 12.11). Como foi demonstrado, Jesus fez milagres mesmo onde havia incredulidade.

Já as curas psicológicas exigem fé. Quem sofre de doenças psicossomáticas deve crer em Deus, ou no médico, ou num evangelista. Sua fé possibilita a cura. Mas não há nada sobrenatural nesse tipo de cura. Ela acontece com budistas, hindus, católicos romanos, protestantes e até ateus. Curandeiros que alegam possuir poderes sobrenaturais podem fazê-lo. E psicólogos e psiquiatras também.

Doenças e Curas Psicossomáticas – Mentes - Milagres – Apologética - Parte 1

Curas Psicossomáticas

Atendendo alguns internautas,eis, o comentário sucinto sobre doenças, curas e milagres.

Espero poder contribuir.

Curas acontecem vem várias religiões. Portanto, não têm valor apologético. Além disso, muitos eventos considerados sobrenaturais podem ser apenas psicossomáticos. Se algo realmente acontece no corpo, tal evento entra na categoria de falso milagre e deve ser diferenciado do verdadeiro. Então é do interesse da atividade apologética diferenciar curas sobrenaturais de curas psicológicas.

Foi demonstrado que a mente tem uma influência incrível sobre o corpo incrível sobre o corpo. Doenças e curas psicossomáticas ou "produzidas por influências psíquicas" realmente ocorrem. As enfermidades sem base no corpo são chamadas doenças de conversão ou outras formas de neurose. A úlcera é uma doença psicossomática se foi causada pelo menos em parte pelo nervosismo que perturbou o processo digestivo e induziu uma superprodução de ácidos ou outra enzimas. Já que têm base emocional, tais doenças tendem à cura pela mente. Isso é usado por alguns para argumentar que curas sempre são fenômenos psicoemocionais.

O poder da mente. Pessoas ficaram doentes e até foram internadas simplesmente porque um grupo de amigos (fazendo uma experiência) sugeriu que elas estavam doentes. Foram "curadas" da mesma forma – quando os amigos sugeriram mais tarde que estavam com a aparência melhor. Esse é um exemplo de doença causada pelas emoções e "cura" que só estão perifericamente relacionadas ao corpo.

O médico e apologista cristão Paul Brand fornece exemplo do poder da mente de curar o corpo. A mente pode controlar com eficácia a dor estimulando a produção de endorfinas, simples disciplina mental, inundando o sistema nervoso com outros estímulos. A acupuntura é um exemplo de acrescentar sensações para interromper a dor.

No chamado efeito placebo, a fé em simples pílula de açúcar estimula a mente a controlar a dor e até curar alguns distúrbios. Em algumas experiências entre pessoas com câncer terminal, a morfina era um analgésico eficiente em dois terços dos pacientes, mas placebos também foram eficientes na metade deles. O placebo engana a mente para que acredite que o alívio chegou, e o corpo reage de acordo.

Por meio do biofeedback, as pessoas podem treinar-se a direcionar processos corporais que antes eram considerados involuntários. Podem controlar a pressão arterial, os batimentos cardíacos, as ondas cerebrais e a temperatura do corpo.

Sob hipnose, 20% dos pacientes podem ser induzidos a consciência da dor tão completamente que podem sofrer cirurgia sem anestesia. Alguns pacientes foram até curadas de verrugas sob hipnose. O hipnotizador sugere a idéia e o corpo realiza um feito surpreendente de renovação e construção da pele, envolvendo a cooperação das milhares de células num processo mental direcionado não obtido de outra maneira.

Numa falsa gravidez, a mulher acredita tanto em sua condição que sua mente direciona uma seqüência extraordinária de atividades: Aumento hormonal, aumento dos seios, suspensão da menstruação, indução de mal-estar e até contrações de parto. Tudo isso sem fertilização nem feto. (Brand. P.19)

O Dr William Nolen explica que:

O paciente que descobre repentinamente (...) que pode agora mover um braço ou perna que estavam anteriormente paralisados, teve paralisia como resultado de um distúrbio emocional, não físico. Sabe-se que neuróticos freqüentemente se aliviarão de seus sintomas pelas sugestões e pelo ministério de curandeiros carismáticos. É tratando os pacientes desse tipo que os curandeiros afirmam suas vitórias mais dramáticas. (Nolen, p. 287)

Não há nada milagroso nessas curas. Psiquiatras, internos, profissionais graduados e doutores que fazem terapia psiquiátrica aliviam milhares desse pacientes dos seus sintomas todo ano.

O psiquiatra cristão Paul Meyer revelou que curou uma jovem de cegueira simplesmente instruindo-a que quando acordasse em outro quarto, poderia ver. A cura aconteceu exatamente como o médico ordenou. Sua visão foi restaurada pelo poder da sugestão. Outros médicos registraram curas de diarréia crônica pela prescrição de placebos. Doenças severas de pele e até paralisia foram curadas por esse método.

Sabe-se que por volta de 80% das doenças estão relacionadas ao stress (Pelletier,p.8). Essas doenças emocionalmente induzidas geralmente podem ser revertidas pela terapia psicológica ou por meio das "curas pela fé", quando a atitude mental adequada ocasiona um efeito de cura.

Nenhuma dessas curas é sobrenatural. O efeito da mente sobre o corpo é um processo natural. Não envolve nenhuma suspensão das leis naturais. É possível aprender a fazer isso. Quando feito por uma pessoa que afirma ser um canal para Deus, não é menos natural. A fé em vários tipos de deuses ou apenas em outra pessoa (o médico ou curandeiro) fará a mesma coisa.

Os cristãos não devem surpreender-se que curas psicossomáticas naturais aconteçam. Deus criou a mente com habilidades maravilhosas e criou os poderes curativos do corpo. A Bíblia reconhece o efeito da mente sobre a saúde da pessoa: " O coração bem disposto é remédio eficiente, mas o espírito oprimido resseca os ossos""(Pv 17.22).

Em seu livro Anatomy of na illness [Anatomia de uma enfermidade], Norman Cousins descreveu detalhes como ele literalmente curou-se do seu câncer por meio do riso. É possível adoecer quando entristecido por uma tragédia ou ficar curado ao ouvir boas notícias.

Já que Deus nos criou como unidades de mente e corpo, Ele deve receber a glória quando essa relação maravilhosa da mente afetando o corpo é usada para trazer cura. Mas é um exagero sério considerar essas curas sobrenaturais.