Mostrando postagens com marcador doutrina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador doutrina. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de junho de 2009

" DOUTRINA E BOM COSTUME"Parte 2 - É pecado....?

A Bíblia é a suprema autoridade em matéria: de fé (de doutrina), e de prática (conduta moral, costumes, usos e práticas. A Bíblia, Palavra de Deus tem o objetivo de conduzir o povo de Deus, pela fé, ensinar a esse povo como deve ele viver para Deus, para o próximo, e para nós mesmos.

Porque povo santo és ao SENHOR teu Deus; o SENHOR teu Deus te escolheu, para que lhe fosses o seu povo (especial) próprio, de todos os povos que  sobre a terra háDt 7.6

 

A expressão “povo santo” significa um povo separado para posse e uso exclusivo de Deus; um povo que pertence a Deus; um povo que vive de modo diferente do mundo, e, isso inclui os costumes desse povo.

“... um povo seu especial, zeloso de boas obras. Tt 2.14

 

“... sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.” 1Pe 1.15

 

A Palavra de Deus escrita, deve transformar-se na Palavra de Deus viva, dentro e fora de nós, pelo Espírito Santo, inclusive em nosso testemunho, o que inclui os costumes.

O agente de Deus, a Igreja, é que devia influenciar nos padrões de vida e costumes do mundo, porque ela é “o sal da terra”, e, “ a luz do mundo” Mt 5.13,14, mas o que vemos e ocorre, é exatamente o contrário.  Tudo indica que está se cumprindo a sombria profecia de Jesus: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado” Mt 13.33

 

Um povo santo deve ter costumes bons e santos, como vemos principalmente no livro de Levítico, nos Evangelhos e nas Epístolas. O povo de Deus deve ser um povo diferente do mundo no sentido espiritual, moral e social.

 

Se tomarmos como exemplo Israel, vemos que era um povo vivendo em sua própria e exclusiva terra. Entretanto a Igreja é o povo de Deus, porém, vivendo aqui como “peregrinos e forasteiros” dentre todas as nações, a caminho da sua pátria celestial. “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros...” 1Pe 2.11

 

Como sabemos, há multidões de incrédulos que a única “Bíblia” que eles lêem é a vida do crente. E esta vida do crente, quer ele saiba, quer não, é uma série diuturna de hábitos, práticas, procedimentos e costumes.

 

As vezes, a maneira única de se falar de Cristo é através da vida, e isso inclui, caráter, porte, atos etc. Não estou me referindo ao costume legalista, pois este, sem o lastro da doutrina bíblica leva o crente ao farisaísmo, ao legalismo da salvação pelas obras, isto é, falsa santidade.

 

De outra forma, o conhecimento e o ensino da doutrina bíblica na igreja, sem a sua prática através da vida santa do crente, do seu testemunho  cristão, dos bons costumes, da conduta irrepreensível, e da honestidade, é inoperante, é infrutífero, é contraditório,e um tropeço perante o mundo.

 

É sabido que Israel foi chamado por Deus, dentre as demais nações, para ser um povo diferente dos demais, e, melhor em qualidade, e isso inclui os costumes, Êx 19.6. Entretanto, mais tarde, já em Canaã, Israel adotou os costumes, práticas pagãs e mundanos dos povos ímpios, sobre os quais Deus, ordenara explicitamente que não deveriam imitar.

Esta ocorrência teve tanta implicação que, mais tarde, Israel resolveu ser “como as demais nações”.Tal prática, teve como protesto, as mensagens dos profetas.

 

Com a Igreja de Cristo, hoje, não pode ser diferente. É claro que não estamos falando dos exageros, pois, é lastimável que algumas igrejas se pronunciem com distorções extravagantes, principalmente na área de costumes. Pratica-se o abuso, a intolerância e inversão de valores por parte de quem não tem embasamento bíblico e ministerial. Cria-se de forma exacerbada  um sistema de costumes e chamam isso de “doutrina”,e, na verdade isso é LEI.

 

Bons costumes e práticas devem ser fruto da nossa santificação a Deus, e não meio de santificação. O crente não se torna santo por praticar bons costumes; pelo contrário, ele deve praticar bons costumes porque é santo.

 

Os exagerados julgam-se mais santos do que os outros, por causa dos seus costumes, práticas e usos. Nunca chamem costumes e usos de doutrina!

 

Há também aqueles que, dizendo-se liberais, exageram de outra forma, alegando que Jesus só quer o coração.

 

Sinceramente tenho muita preocupação com essa afirmação, haja vista o padrão de sobriedade nas vestes que a Bíblia esposa para os santos.

Cuidado  com expressões como :

  • Deus só quer o coração;
  • Não tem nada a ver;
  • Não tem nada a haver;
  • Não sinto de Deus que devo ser assim;
  • Deus não me falou sobre meu porte
  • Não sinto que seja pecado;
  • Deus não quer isso.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

" O ESTUDO DA PARACLETOLOGIA" PARTE I

I. A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DE PARACLETOLOGIA

E muito importante estudarmos a doutrina do Espírito Santo por ser ela, um dos alvos de ensinamentos errôneos. Também devemos estudá-la, pelo fato da mesma ocupar o primeiro lugar entre as verdades redentoras. Exceto 2ª e 3ª João, todos os livros do Novo Testamento fazem menção ao Espírito Santo. Sem a operação do Espírito Santo não pode haver um cristianismo vivo. Dados esses fatos, cabe-nos buscar o ensinamento real dessa Doutrina à luz da Bíblia Sagrada.

II. OS NOMES DADOS AO ESPÍRITO SANTO NAS ESCRITURAS

1. Espírito de Deus

Este nome nos revela a procedência do Espírito Santo “de Deus” (1Co 3.16). E o Espírito o executivo da Trindade operando tanto na esfera física como na espiritual. Na esfera física vemos o Espírito trabalhando na criação do universo, da terra, do homem etc. (Gn 1.2; Jo 33.4). O Espírito é revelado como o que da vida a criação de Deus. Na esfera espiritual Deus age através do Espírito convertendo os pecadores (Jo 16.8), capacitando os crentes a viverem em sua presença “e na mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas...” (Rm 8.26).

2. Espírito de Cristo

(Rm 8.9)

O versículo acima citado nos fala do Espírito de Deus como Espírito de Cristo, as expressões que usam uma pela outra, mostrando a igualdade e as funções da divindade una. O pai e a fonte de toda a graça; o Filho é o canal; o Espírito, procedendo do Pai e do Filho, é o agente. Porque o Espírito é chamado: O Espírito de Cristo? Porque é enviado em nome de Jesus Cristo (Jo 14.26); porque é o Espírito enviado por Cristo (Jo 16.7); porque sua missão especial, é a de glorificar o nome de Cristo (Jo 16.14); porque Cristo batiza com o Espírito Santo (Mt 3.11); através do Espírito Santo, Ele comunica aos homens vida espiritual em abundância (Jo 1.12,13; 3.5; 10.10). Sua operação acha-se em conexão com a obra redentora de Cristo, tornando real em cada um de nós o que Cristo fez por nos na cruz. O Espírito Santo torna real e possível a Onipresença de Cristo no mundo, na Igreja e nos crentes (Mt 28.20; Gl 2.20; Rm 8.9,10). Podemos dizer assim que tanto Cristo como o Espírito habitam no crente, isso dada à conexão íntima que ambos possuem.

3. O Consolador

O Evangelho de João nos revela esse nome (Jo 14.16,26; 15.16; 16.7). É até fácil de entender o porquê do nome Consolador. Os discípulos já começavam a sentir o peso que lhes sobreviria após a partida do mestre. Talvez eles já se perguntassem quem nos ensinará quando Ele for? Quem estará conosco quando estivermos pregando? Quem nos guiará nos momentos de decisões? O mestre os acalma com a promessa do Consolador. Qual o significado da palavra Consolador? E a palavra “Paracleto” no grego e “Advocatos” no latim, que significa alguém chamado para ficar ao lado de outrem, a fim de ajudá-lo em qualquer eventualidade, especialmente em processos legais e criminais. Nos tribunais antigos costume pessoas envolvidas no julgamento comparecerem no tribunal assistidas por um ou mais de seus amigos mais prestigiosos, que recebiam o nome de Paracleto. Estes assistiam seus amigos não pensando em qualquer tipo de remuneração, mas unicamente por amor e afeição. Sua ajuda era indispensável por causa dos sábios conselhos, orientação quanto ao que deviam fazer e dizer, falavam por eles (Mt 10.18-20), representavam-nos, faziam da causa de seus amigos sua própria causa, amparavam-nos nas provas, dificuldades, e perigos da situação. O Espírito Santo é chamado “outro” Consolador porque seria Ele, em forma invisível aos discípulos, justamente o que Jesus lhes havia sido em forma visível. Em 1Jo 2.1 vemos que Cristo não deixou, por causa da vinda do Consolador, de ser advogado do seu povo, a diferença esta no seguinte: A esfera de operação de Cristo é no céu nos defendendo das acusações do adversário (1Tm 2.5), ao mesmo tempo o Espírito Santo age na terra fazendo calar os adversários da Igreja. “Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco PARA SEMPRE”.

4. Espírito Santo

(Lc 11.3; Rm 1.4)

Entre a Trindade o Espírito é chamado Santo mais vezes do que o Pai e o Filho, não por possuir mais santidade, pois cremos que os três possuem uma santidade infinita no mesmo grau. Ele recebe esse nome porque sua principal obra no homem é a santificação. Uma das maneiras dessa santidade nos ser aplicada, é através da leitura da Palavra de Deus (Jo 17.17); o Espírito Santo reorganiza a vida do homem e opõem-se as suas tendências más.

5. Espírito da Promessa

O Espírito Santo e uma benção prometida desde o Antigo Testamento (Is 44.3; Jl 2.28; Ez 36.7). O Pai enviou esta promessa através do Filho (Lc 24.49). O apóstolo Pedro no dia de pentecostes disse que a profecia de Joel estava cumprindo-se naquele momento, ou seja, no dia de pentecostes. Cremos que esta promessa tem o seu cumprimento nos dias atuais e o terá até o fim da dispensação da graça. Porém para recebê-la, é necessário “Estar em Jerusalém”, ou seja, na presença do Altíssimo.

6. Espírito da Verdade

(Jo 16.13)

Cristo na sua encarnação, revelou as verdades do Pai (Jo 8.38,40), o Espírito Santo comunica as verdades do Filho. Ao contemplar um quadro a óleo, qualquer pessoa notará muita beleza de cor e forma; mas para compreender o significado intrínseco do quadro e apreciar o seu verdadeiro propósito precisará de um intérprete experiente. O Espírito Santo nos revela a vida e a obra de nosso Senhor Jesus Cristo com a clareza que precisamos (Jo 15.26). Em outras palavras, Ele abre a nossa mente para entendermos mais profundamente o significado dos ensinamentos que o mestre nos deixou. O Espírito Santo: possui, revela, proporciona, introduz, testifica e defende a verdade, se opondo ao “espírito do erro” (1Jo 4.6).

7. Espírito da Graça

(Hb 10.29; Zc 12.10)

O Espírito Santo nos da graça para: o arrependimento, a santificação, a perseverança e a realização da obra de Deus. Por meio do Espírito Santo nos tornamos conhecedores da graça de Deus. Rejeitar o Espírito da Graça, e afastar de si o único que pode tocar ou comover o coração; e separar de si mesmo a misericórdia de Deus.

8. Espírito da Vida

(Rm 8.2; Ap 11.11)

Ele não é apenas o Espírito vivo, mas também o Espírito que cria, transmite e preserva a vida da criação, tanto no sentido natural como no espiritual. Desta maneira podemos afirmar como um antigo credo afirma: “Creio no Espírito Santo, o Senhor e Doador da Vida”.

III. OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

Porque o uso de símbolos? Às vezes costumamos dizer que as palavras somente não conseguem expressar o que queremos dizer. Deus achou por bem ilustrar com símbolos o que de outra maneira, devido a pobreza da linguagem humana, nunca poderíamos saber. Tais símbolos, como os nomes nos falam acerca da obra do Espírito Santo.

1. Fogo

O fogo ilustra:

Ÿ Purificação (Sl 12.6, Pv 17.3)

Ÿ Verdade (1Co 3.13)

Ÿ Aquecimento

Ÿ Iluminação

2. Vento

(Jo 3.8; At 2.2)

O vento apesar de ser invisível, é possível ver as conseqüências da sua operação. Isso bem ilustra a obra regeneradora que o Espírito Santo opera no interior do homem.

3. Água

(Jo 4.14; 7.38,39)

O texto de Jo 7.38,39 nos declara que a água que o Senhor nos da, é uma água salutar e corrente; deve fluir dentro de nós, significando que temos o suficiente para nós e para darmos aos outros. A água é indispensável a vida e serve para:

Ÿ Limpar

Ÿ Saciar a sede

Ÿ Tornar frutífero o deserto estéril.

4. Selo

(Ef 1.13; 2Tm 2.19)

Este símbolo nos dá a idéia de possessão e segurança. Somos propriedade de Deus e sabemos isto pelo Espírito que em nós habita (Rm 8.16). Antigamente em Éfeso havia o seguinte costume: Um comerciante ia ao porto selecionar certo tipo de madeira e então o marcava com o seu selo, que era um sinal de reconhecimento de possessão. Mais tarde mandava o seu servo com o selo, e ele trazia a madeira que tivesse a marca correspondente (2Tm 2.19).

O Espírito Santo nos garante a segurança de que estamos marcados para aquele grande dia (1Jo 3.24). Devemos ter cuidado para não fazermos algo que destrua a impressão do selo (Ef 4.30).

5. Azeite

Espiritualmente falando é perigoso não estarmos com as nossas lâmpadas cheias de azeite, devemos sempre recordar o exemplo das virgens prudentes e das loucas registrado no capítulo 25 de Mateus.

O azeite na época bíblica servia para:

Ÿ O alimento

Ÿ O combustível

Ÿ A cura

Ÿ A unção.

6. Pomba

(Mt 3.16; 10.16)

Este símbolo ilustra:

Ÿ Brandura

Ÿ Simplicidade

Ÿ Paz

E estas são qualidades que o Espírito Santo bem expressa.