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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

" O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO " Parte 7

A Obra do Espírito Santo

Se você imaginasse Jesus na cruz toda vez que encontrasse seu nome na Bíblia, você acabaria atordoado. A cruz foi, na verdade, uma parte importante de sua obra, mas não foi tudo. Ele fez muitas coisas antes de vir a terra, viveu uma vida plena aqui, e agora senta-se à direita de Deus. Sabendo disto, reconhecemos que a obra de Jesus tem múltiplas facetas. Mas quando as pessoas lêem a respeito do Espírito Santo, elas freqüentemente o vêem fazendo somente uma obra de um único modo. O resultado é absoluta confusão. Para estudar a obra de Jesus de modo lógico, organizemos sua carreira em categorias: Jesus antes de sua encarnação, sua vida na terra, sua crucificação, sua ressurreição, seu reino no Céu, sua volta, etc. Devemos fazer o mesmo com o Espírito Santo.

1. O Antigo Testamento

O Espírito Santo estava ativo no Antigo Testamento. Ele participou da criação: "A terra... estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas". Quando Deus disse, "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança", ele estava provavelmente falando ao Filho e ao Espírito, desde que todos os três trabalharam ativamente para criar o homem. O Espírito revelou as palavras do Antigo Testamento a homens como Davi: "O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a sua palavra está na minha língua". O Novo Testamento confirma que "homens... falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo"; veja também Hebreus 10.15; Atos 28.25

2. Os Apóstolos

João Batista predisse que alguns seriam batizados com o Espírito Santo: "Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo". Para João, o fogo simbolizava castigo. Ele advertia quanto à árvore infrutífera sendo "lançada ao fogo" e dizia que o Senhor queimaria como "a palha em fogo inextinguível". Portanto, João não poderia estar falando que todas as pessoas presentes seriam batizadas com o Espírito Santo e com fogo. Ele simplesmente identificou Jesus como aquele que administraria os batismos; o cumprimento revelaria quais pessoas os receberiam.

Jesus se referiu à promessa de João quando ele instruiu seus apóstolos imediatamente antes de sua ascensão: "E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes. Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias". Os apóstolos obedeceram a Jesus voltando a Jerusalém e, poucos dias depois, no Pentecostes, foram batizados no Espírito Santo.

Doze tinham sido escolhidos por Jesus para serem seus representantes e revelarem a mensagem do evangelhoO Espírito Santo iria equipá-los para esta obra. Ele lhes lembraria o que Jesus disse a elese os guiaria em toda a verdadede modo que eles pudessem testificar de JesusComo testemunhas oculares da ressurreição de Jesuso testemunho deles foi crucial para o desenvolvimento da igreja primitivada qual eles foram o alicerce Efésios 3.5; 2 Pedro 3.2; Judas 17

Aqueles que estão hoje esperando ter uma experiência "Pentecostal" podem cometer o mesmo engano que alguém que viajasse para Jerusalém para ver Jesus na Cruz. O batismo dos apóstolos com o Espírito Santo no dia de Pentecostes foi um evento único, sem repetição. Isto não significa que o Espírito Santo deixou de trabalhar hoje, mas que ele não está fazendo o mesmo trabalho hoje como o fez nos apóstolos. O alicerce da igreja foi lançado perfeitamente; não precisa ser lançado de novo.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

COMO CONSERVAR A CHAMA DO AVIVAMENTO??

Texto At 2.42-47 “Há cerca de 15 minutos, encontrei-me com um Obreiro do Senhor que me interpelou com a assertiva: “Pastor Jhon, nunca mais a Igreja alcançará a dimensão espiritual da Igreja Primitiva; Sabe porque? Perdemos a originalidade do Evangelho e do Espírito Santo. Tive de concordar. O que mais dói quando as coisas continuam se desvirtuando, é que chega um tempo em que a indiferença dá lugar ao ressentimento, e os descendentes do avivamento acabam negando a fé que os havia gerado. Da boca para fora, podem continuar respeitando a herança espiritual e até construir memoriais impressionantes para venerar seus ancestrais, mas o coração NÃO está lá. Da mesma forma, muitos dos “bons efeitos” do avivamento podem durar gerações, na vida e na cultura do povo, mas até isso um dia termina. Na realidade, muitas das instituições, tais como faculdades, seminários e Igrejas iniciados em avivamento acabam mudando de direção de tal modo que passam a ser agentes de opressão contra aqueles que ainda procuram manter o ESPÍRITO ORIGINAL DO AVIVAMENTO. Analisemos à luz das Escrituras Sagradas, a rotina da Igreja Primitiva, elencando apenas seis (06) versículos. I - COMO VIVIAM OS CONVERTIDOS At 2.42-47 v.42 perseveravam gr. 1o- Persevero em, atendo continuamente ;2o-Uno-me a, fico continuamente com estou no serviço de; 3o-Fico sempre ao dispor de, perseverança, constância At 1.14;6.4; Rm12.12;Ef 6.18 v.42 doutrina gr. ensino, doutrina= ensino sistemático cadenciado. At 6.4; 18.11; Cl 3.16 ab ; 2Jo 9 . A Palavra de Deus ocupava primazia. v.42 apóstolos gr. mensageiro, enviado; usado. a) num sentido limitado aos doze e a Paulo, como autorizados fundadores do Cristianismo primitivo, órgãos da revelação cristã e testemunhas oficiais da ressurreição de Cristo. b) missionário como Barnabé; Lucas, etc; c) Cristo como o Enviado do Pai. v.42 comunhão gr. participação, quinhão; comunicação, auxílio, contribuição, sociedade, intimidade “cooperação”. Jo 13.34; 2Co 8.1-8 . v.42 oração gr. oração a Deus, lugar de oração ( de judeus onde havia sinagoga, quer seja um prédio ou ao ar livre) At 12.5; Cl 4.2; Ef 6.18 v.43 em cada alma gr. a expressão no grego da idéia de aproximação no sentido distributivo, ou seja, cada, toda sorte, cada um, “ coração”, um indivíduo, pessoa. v.43 temor gr medo, pavor, temor, reverência; At 9.31; muitas gr. muitas vezes, freqüentemente, Mc16.17; maravilhas gr. prodígio, milagre; sinais gr.milagre, prodígio, portento, “personagem por quem Deus adverte e indica aos homens o que devem fazer. At 13.2 v.44 todos gr. todo mundo, todas as coisas ( nota-se aqui uma conjunção aproximativa; os que criam gr. ponho(repouso) minha confiança em Deus ou no Messias dependo deles, entrego-lhes minha vida, lanço-me sobre eles. Forte ênfase à confiança salvadora em Jesus Cristo. Crer não somente no que a outro diz, ou uma atitude respeitosa a Cristo, mas com atitude Salvadora , de confiança pessoal em Jesus e descanso do espírito nele e sobre sua obra redentora, havendo mútua interpenetração e união das personalidades de crentes e do Salvador; estavam juntos gr. no mesmo lugar ou tempo, juntos. No grego a idéia aqui é encontro. v.44 e tinham tudo em comum gr. também, outrossim, mesmo, até, de fato, mas também e portanto. Comunidade de bens, ou pelo menos o comum uso dos bens que possuíam. v.45 vendiam suas propriedades e fazendas gr. propriedades no grego = bem imóvel, terreno, bens, possessão, bens pessoais. Vendiam de tempos em tempos , ( não era regra); e repartiam com todos segundo cada um tinha necessidade gr. quebrar. Conforme, à proporção de; porquanto, porque. Precisão, falta, negócio, serviço, para suprir auxílio quando há necessidade. Ef 4.28; At 4.34,36,37; Is 58.7; Mt 19.21; Mc 10.21; Lc 12.33;18.22 v.46 unânimes todos os dias no templo gr. assim como, de comum acordo. O mesmo ânimo At 4.32 (não a mesma opinião). E partindo o pão em casa. Serviço de despenseiro, mordomia, administração, “ofício de dispensário .O partir do pão refere-se ou a uma refeição comum ou à celebração da ceia. Lc 24.30; At 20.7; 1Co 10.16. v.46 comiam juntos gr. participar de, compartilhar de alimento, sustento, mantimento, comida. Com alegria gr. grande gozo, êxtase, exultação. singeleza de coração gr. simplicidade , generosidade v.47 Louvando a Deus - adoração é uma expressão do nosso desejo de honrar a Deus, mas não apenas isso; vai muito além. É um desafio dirigido a cada homem para que abra seu coração mais intensamente ao Senhor e conheça o verdadeiro sentido de estar vivo e atuante no reino de Deus. e caindo na graça de todo o povo gr. encanto, doçura, simpatia, favor, graça, favor não merecido mas livremente outorgado, boa vontade, proteção bondade. E todos os dias acrescentava o Senhor a Igreja aqueles que se haviam de salvar. gr. por causa de, por esta razão, por isso... Senhor = dono, amo, proprietário; Senhor no sentido cavalheiro. Neste caso. Jesus como o Senhor, Jesus como Messias, conquanto pela sua morte ele adquiriu uma propriedade especial da raça humana , 1Pe 2.9; Ap 5.9;14.4 ,e depois de sua ressurreição foi exaltado a uma sociedade na divina administração.. Acrescentava = aumento “prossigo”; torno a; admito; agrego; uno-me a; faço ainda mais; reúno a .At 5.14; 11.24 II - HOMENS NA PLENITUDE DO ESPÍRITO QUE CONSERVARAM A CHAMA DO AVIVAMENTO 1 - Pedro - a ) Sua ousadia diante do Magistrados. At 4.8 ; Jo 21.18,19 2 - Estevão - a) Uma vida Poderosa At 6.8 ; b) Auto controle na adversidade At 6.9-11; c) Falava com sabedoria e no Espírito At 6.10 ; e com conhecimento At 7.1-60; d) Avista a Glória de Deus At 7.55,56; e) Perdoa os inimigos At 7.60. 3 - Filipe - a) O Evangelista notável At 8.6,7; b) Um transmissor de alegria At 8.8; c) Um Evangelista despretensioso At 8.26; d) Um Evangelista guiado por Deus At 8.27 ; e) Um pai feliz At 21.9 4 - Barnabé - a) Um espírito doador At 4.32,36,37; 11.24; b) Um espírito solidário At 9.21,26,27 e cheio de amor 1Co 13.5 ; c) Um temperamento conciliador At 13.2,7 43,46 Fp 2.3,4 d) Um homem bom At 1.24; Sl 37.23; e) Um homem de Fé At 4.36 f) Um grande ganhador de almas At 11.24. 5 - Paulo - a) Uma vida determinada Fp 3.13,14 b) O temperamento At 15.37,38; 16. 37,39; c) Uma vida bem aproveitada Fp3.7,8; d) Uma vida de grandes ideais Fp 3.13,14; At 14.22; e) A pregação 1Co 2.4; f) Como administrador At 20.28; g) O grande doutrinador 1Co12 ; Ef 3.4,5. III - OS SINAIS DE UMA IGREJA NA PLENITUDE DO ESPÍRITO QUE CONSERVA A CHAMA DO AVIVAMENTO 1. Estudo da palavra de Deus v. 42. Era uma Igreja de aprendizado da palavra e que se orientava pela doutrina dos apóstolos e não de “novas revelações”. Se pretendemos ser uma Igreja cheia do Espírito Santo, devemos saber que o primeiro sinal é sermos uma Igreja bíblica, submissa à doutrina dos apóstolos. 2. Comunhão v.42. A palavra grega koinonia, cujo significado é duplo: 1 - compartilhar nossos recursos materiais e nossas potencialidades inatas, inclusive trocando serviços na comunidade. 2 - princípio da caridade ao pobre, tendo como base At 2.45; 11.29, ou seja, dar na medida da posse, na medida em que alguém tenha necessidade. Se pretendemos ser uma Igreja cheia do Espírito Santo, não podemos estar alheios às necessidades dos irmãos e às do nosso próximo. 3 . Adoração v.42 “(...) no partir do pão e nas orações” servem como ilustração da diversidade de adoração nos cultos primitivos. O” partir do pão” é ato litúrgico e as “ orações” são sempre criativas. Na adoração de uma Igreja cheia do E. Santo deve haver estas duas coisas. No culto a Deus deve haver lugar para a liturgia, para criatividade, para os hinos e as manifestações de louvor. 4. Evangelismo v.47 a) Soberania de Deus b) Coerência e Autoridade: Eles aglutinavam serviço social e evangelismo. Era uma Igreja que evangelizava todo o homem e cuidava do “homem todo”; c) Maturidade: “ (...) dia a dia” eles evangelizavam. Não precisavam de grandes eventos ou apresentações especiais, eles estavam sempre disponíveis e a Igreja crescia naturalmente aonde eles iam; d) Louvor “(...) louvando a Deus” deve ser a maneira natural do cristão viver. O mundo não se deixará convencer pela razoabilidade da nossa doutrina, mas por estilo de vida; e) Simpatia: Às vezes pensamos, que se orarmos, jejuarmos, formos sinceros e piedosos, teremos sucesso automático quando evangelizarmos. Mas precisamos ter a estratégia certa também. A Igreja primitiva usava o método certo. A “simpatia”. CONCLUSÃO Os três relacionamentos de uma Igreja na plenitude do Espírito que conserva a chama do avivamento são: Com Deus, Com o próximo e com o mundo. A Igreja cheia do Espírito Santo estuda a Palavra, adora a Deus evangeliza e pratica os frutos do Espírito. “O que você e eu estamos fazendo para tornar a Igreja de hoje semelhante à Igreja de então?”.

A CORRUPÇÃO DA DOUTRINA BÍBLICA PARTE II -Existe Nova Unção ou Unção Renovada???

Acabei de receber um telefonema, de um pastor que solicitou que postasse alguma coisa sobre " Nova Unção". Disse a ele que já havia postado no mês passado, entretanto ele insistiu dizendo que desejava ver agora pois, acabara de entrar na net e viu meu blog. Ele está enfrentando problema em sua igreja com esta nomenclatura. Nova Unção ou Unção Renovada?? Eis abaixo querido pastor "Y", cópia fiel do que postei no mês passado. Espero poder elucidar alguma dúvida! Não foram poucas as vezes que assisti, ouvi, testemunhei pregadores com o seguinte jargão: " Deus hoje te dará uma nova unção".Ultimamente, com essas doutrinas neo-pentecostais têm surgido muitas doutrinas paralelas, como a chamada Confissão Positiva (Evangelho da Saúde e da Prosperidade, Quebra de Maldições, Maldições Hereditárias, Maldição de Família e Pecado de Geração, Nova Unção); pregada por avivalistas em acampamentos cristãos, em congressos, em escolas bíblicas de férias e na televisão; e por mentores católicos carismáticos no exercício do Toque do Tom, da Cura Diferencial e do Exorcismo. Todos estes, evangélicos ou não, sem nenhuma consulta à exegese bíblica ou alicerces e filtro teológico, ensinam sempre sob a orientação filosófica de seu pai, Essek William Kenyon e de seus principais porta-vozes, Kenneth Hagin, Marilyn Hickey, Kenneth Copeland, Robert Schüller, Benny Hinn e Jorge Tadeu.Deus restaura, sim, a nossa unção recebida dEle, entretanto isso não significa "uma nova unção", como estão pregando, propalando e divulgando, inclusive por figuras internacionalmente conhecidas, sobretudo do Movimento Pentecostal. A unção coletiva do Espírito Santo sobre os membros do corpo de Cristo; aqueles que são regenerados pelo Espírito 2Co 1.21; 1Jo 2.20,27, é chamada de "unção do santo" 1Jo 2.20. Unção que nos separa do mal; que nos santifica para Deus e para o Seu uso. Nada de mistura com o mal, com as trevas, com o pecado ou com qualquer outra coisa que é oposto a Palavra de Deus e a Sua vontade. É unção que fica, "fica em vós", 1Jo 2.27. É unção que permanece. É unção que ensina. " A sua unção vos ensina 1Jo 2.27. "Que vos ensina todas as coisas", pois o Espírito sabe todas as coisas. É unção que não mente. "E não é mentira" 1Jo 2.27. Isto é, ela não contém engano, logro, fraude, falsidade, truque, desonestidade. O termo unção, na Bíblia, remete para óleo, azeite; símbolos do Espírito Santo. Finalmente, devemos atentar para o cuidado de que Deus é soberano e opera como, quando e por quem ele quer! Entretanto, dentro de um princípio de uma descomprometida hermenêutica, Deus nunca contradiz a sua Palavra.Enfim, a unção que dEle recebemos é unção que fica.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

"QUANDO SE BLASFÊMA CONTRA O ESPÍRITO SANTO?"

Comentando novamente a pedido de um internauta e blogueiro.
Espero que fique esclarecido! O conceito às vezes se acha no AT, mesmo onde faltam os termos técnicos para “blasfêmia”. A raiz da palavra aplicada é a de um ato de ultraje mediante o qual a santa reputação de Deus é afrontada pelo homem. É blasfêmia fazer uso do nome de Deus para fins pecaminosos tais como a magia e o amaldiçoamento, a exemplo do 7º mandamento. Da mesma forma, o rei e o sacerdote não podiam trazer vergonha para seu sagrado ofício, opor-se ao eleito de Deus, quebrar aliança ou duvidar do poder de Deus para julgar ou salvar. A blasfêmia está estreitamente ligada com o amaldiçoar. A esposa de Jó bem como Satanás, esperavam que Jó amaldiçoasse a Deus, blasfemando-O. Zombar do povo de Deus ou opor-se a ele é blasfêmia. A blasfêmia genuína, por ouro lado, era uma transgressão cuja penalidade contra tal ultraje era a morte por apedrejamento, e castigada por juízes humanos ou pelo próprio Deus. Ainda a época do AT a blasfêmia era geralmente cometida por pagãos, que por algumas vezes eram incitados a cometê-la por causa do mau exemplo e dos lapsos morais do povo de Deus. O nome de Deus (Yahweh) que Israel tem o destino peculiar de santificar é profanado pelo povo infiel e desobediente. Já no N T a palavra se aplica no sentido religioso, com referência direta ou indireta a Deus. A blasfêmia contra Deus consiste em palavras ou conduta injuriosas à honra e à santidade de Deus. É oportuno lembrar que o nome de Deus pode, também ser ultrajado na pessoa dos seus representantes. A mesma expressão é utilizada acerca de Moisés, Paulo e especialmente acerca do Senhor Jesus em Seu ministério. (vd At 6.11; Rm 3.8; 1Co 4.12; 10.30) Se Estes representantes retêm a verdade de Deus e O representa, uma palavra insultuosa proferida contra Eles ou Seus ensinos é realmente dirigida contra Deus , em cujo nome falam ( vd Mt 10.40; Lc 10.16), ou seja, aquele que impugna a dignidade de quem foi enviado, comete transgressão contra o próprio Deus. Mas o pecado de blasfêmia "pode" ser perdoado (vd Mt 12.31;Mc 3.28; Lc 2.10), até a blasfêmia contra o Filho do Homem. Agora , imperdoável mesmo, só a blasfêmia contra o Espírito Santo( Mt 12.32; Mc 3.29; Lc 12.10). Entendemos assim; o homem que blasfema contra o Espírito Santo é aquele que reconheceu que Deus está operando mediante o Espírito Santo, nas ações de Jesus, e que deliberada e conscientemente dá definição falsa da fé em Deus como sendo fé no diabo. Ademais, esta declaração é uma advertência séria contra o potencial demoníaco e quase inconcebível que há no homem; é o mesmo que declarar guerra contra Deus. Talvez, melhor dizendo, a blasfêmia contra o Espírito Santo é acompanhada pelo espantoso pronunciamento de que o que assim peca se torna “culpado de um pecado eterno” que não pode ser perdoado. O versículo em questão é uma advertência solene contra a rejeição persistente e deliberada da chamada do Espírito a salvação em Cristo . Tal coisa não é algo que pratica em fraqueza ou dúvida , é feita por alguém que já tem sido dominado pelo E. Santo e sabe muito bem contra quem está declarando guerra. Este é o perigo ao qual os escribas se expuseram quando atribuíram à atuação de Satanás a redenção que Jesus trouxe. A expulsão dos demônios era sinal de que o Reino de Deus já tinha irrompido no mundo. Do outro lado as acusações que os escribas dirigiram contra Jesus importam em negação do poder e da grandeza do E. de Deus. Os escribas ao atribuírem a uma origem demoníaca a atuação de Jesus, revelam ter uma perversidade de espírito que ao desafiar a verdade, prefere chama de “trevas” a própria luz . Trata-se do blasfemador que deliberdamente faz assim depois de um encontro com o Deus da graça, conforme mostra o contexto. Isto por que Jesus acabou de ser acusado de expulsar os demônio por Belzebu, príncipe dos demônios. Neste caso, aquele que blasfema contra o E.Santo já não fala contra um Deus que está diante, mas, sim, contra Aquele que lhe torna evidente sua obra graciosa, e a confirma com Seu selo manifesto e divino. É um homem que deve das graças, não blasfemar. Pode-se dizer àqueles que se preocupam de que talvez tenham cometido o pecado imperdoável que sua própria preocupação temerosa é, de si mesmo um sinal de que não cometeram o tal pecado. A sua disposição de se arrependerem e buscarem o perdão, é evidência de que não cometeram o pecado imperdoável contemplado no ensino de Jesus neste ponto. Por fim, embora seja perdoável um ataque contra a própria Pessoa de Jesus como Filho do Homem e, portanto ‘oculto’, não será perdoada qualquer maledicência contra o poder mediante o qual Ele opera. Isto porque agir assim seria deliberadamente atribuir a Satanás a atuação do próprio Deus.