Texto At 2.42-47
“Há cerca de 15 minutos, encontrei-me com um Obreiro do Senhor que me interpelou com a assertiva: “Pastor Jhon, nunca mais a Igreja alcançará a dimensão espiritual da Igreja Primitiva; Sabe porque? Perdemos a originalidade do Evangelho e do Espírito Santo.
Tive de concordar. O que mais dói quando as coisas continuam se desvirtuando, é que chega um tempo em que a indiferença dá lugar ao ressentimento, e os descendentes do avivamento acabam negando a fé que os havia gerado. Da boca para fora, podem continuar respeitando a herança espiritual e até construir memoriais impressionantes para venerar seus ancestrais, mas o coração NÃO está lá. Da mesma forma, muitos dos “bons efeitos” do avivamento podem durar gerações, na vida e na cultura do povo, mas até isso um dia termina. Na realidade, muitas das instituições, tais como faculdades, seminários e Igrejas iniciados em avivamento acabam mudando de direção de tal modo que passam a ser agentes de opressão contra aqueles que ainda procuram manter o ESPÍRITO ORIGINAL DO AVIVAMENTO.
Analisemos à luz das Escrituras Sagradas, a rotina da Igreja Primitiva, elencando apenas seis (06) versículos.
I - COMO VIVIAM OS CONVERTIDOS At 2.42-47
v.42 perseveravam gr. 1o- Persevero em, atendo continuamente ;2o-Uno-me a, fico continuamente com estou no serviço de; 3o-Fico sempre ao dispor de, perseverança, constância At 1.14;6.4; Rm12.12;Ef 6.18
v.42 doutrina gr. ensino, doutrina= ensino sistemático cadenciado. At 6.4; 18.11; Cl 3.16 ab ; 2Jo 9 . A Palavra de Deus ocupava primazia.
v.42 apóstolos gr. mensageiro, enviado; usado. a) num sentido limitado aos doze e a Paulo, como autorizados fundadores do Cristianismo primitivo, órgãos da revelação cristã e testemunhas oficiais da ressurreição de Cristo. b) missionário como Barnabé; Lucas, etc; c) Cristo como o Enviado do Pai.
v.42 comunhão gr. participação, quinhão; comunicação, auxílio, contribuição, sociedade, intimidade “cooperação”. Jo 13.34; 2Co 8.1-8 .
v.42 oração gr. oração a Deus, lugar de oração ( de judeus onde havia sinagoga, quer seja um prédio ou ao ar livre) At 12.5; Cl 4.2; Ef 6.18
v.43 em cada alma gr. a expressão no grego da idéia de aproximação no sentido distributivo, ou seja, cada, toda sorte, cada um, “ coração”, um indivíduo, pessoa.
v.43 temor gr medo, pavor, temor, reverência; At 9.31; muitas gr. muitas vezes, freqüentemente, Mc16.17; maravilhas gr. prodígio, milagre; sinais gr.milagre, prodígio, portento, “personagem por quem Deus adverte e indica aos homens o que devem fazer. At 13.2
v.44 todos gr. todo mundo, todas as coisas ( nota-se aqui uma conjunção aproximativa; os que criam gr. ponho(repouso) minha confiança em Deus ou no Messias dependo deles, entrego-lhes minha vida, lanço-me sobre eles. Forte ênfase à confiança salvadora em Jesus Cristo. Crer não somente no que a outro diz, ou uma atitude respeitosa a Cristo, mas com atitude Salvadora , de confiança pessoal em Jesus e descanso do espírito nele e sobre sua obra redentora, havendo mútua interpenetração e união das personalidades de crentes e do Salvador; estavam juntos gr. no mesmo lugar ou tempo, juntos. No grego a idéia aqui é encontro.
v.44 e tinham tudo em comum gr. também, outrossim, mesmo, até, de fato, mas também e portanto. Comunidade de bens, ou pelo menos o comum uso dos bens que possuíam.
v.45 vendiam suas propriedades e fazendas gr. propriedades no grego = bem imóvel, terreno, bens, possessão, bens pessoais. Vendiam de tempos em tempos , ( não era regra); e repartiam com todos segundo cada um tinha necessidade gr. quebrar. Conforme, à proporção de; porquanto, porque. Precisão, falta, negócio, serviço, para suprir auxílio quando há necessidade. Ef 4.28; At 4.34,36,37; Is 58.7; Mt 19.21; Mc 10.21; Lc 12.33;18.22
v.46 unânimes todos os dias no templo gr. assim como, de comum acordo. O mesmo ânimo At 4.32 (não a mesma opinião). E partindo o pão em casa. Serviço de despenseiro, mordomia, administração, “ofício de dispensário .O partir do pão refere-se ou a uma refeição comum ou à celebração da ceia. Lc 24.30; At 20.7; 1Co 10.16.
v.46 comiam juntos gr. participar de, compartilhar de alimento, sustento, mantimento, comida.
Com alegria gr. grande gozo, êxtase, exultação. singeleza de coração gr. simplicidade , generosidade
v.47 Louvando a Deus - adoração é uma expressão do nosso desejo de honrar a Deus, mas não apenas isso; vai muito além. É um desafio dirigido a cada homem para que abra seu coração mais intensamente ao Senhor e conheça o verdadeiro sentido de estar vivo e atuante no reino de Deus.
e caindo na graça de todo o povo gr. encanto, doçura, simpatia, favor, graça, favor não merecido mas livremente outorgado, boa vontade, proteção bondade.
E todos os dias acrescentava o Senhor a Igreja aqueles que se haviam de salvar. gr. por causa de, por esta razão, por isso... Senhor = dono, amo, proprietário; Senhor no sentido cavalheiro. Neste caso. Jesus como o Senhor, Jesus como Messias, conquanto pela sua morte ele adquiriu uma propriedade especial da raça humana , 1Pe 2.9; Ap 5.9;14.4 ,e depois de sua ressurreição foi exaltado a uma sociedade na divina administração.. Acrescentava = aumento “prossigo”; torno a; admito; agrego; uno-me a; faço ainda mais; reúno a .At 5.14; 11.24
II - HOMENS NA PLENITUDE DO ESPÍRITO QUE CONSERVARAM A CHAMA DO AVIVAMENTO
1 - Pedro - a ) Sua ousadia diante do Magistrados. At 4.8 ; Jo 21.18,19
2 - Estevão - a) Uma vida Poderosa At 6.8 ; b) Auto controle na adversidade At 6.9-11; c) Falava com sabedoria e no Espírito At 6.10 ; e com conhecimento At 7.1-60; d) Avista a Glória de Deus At 7.55,56; e) Perdoa os inimigos At 7.60.
3 - Filipe - a) O Evangelista notável At 8.6,7; b) Um transmissor de alegria At 8.8; c) Um Evangelista despretensioso At 8.26; d) Um Evangelista guiado por Deus At 8.27 ; e) Um pai feliz At 21.9
4 - Barnabé - a) Um espírito doador At 4.32,36,37; 11.24; b) Um espírito solidário At 9.21,26,27 e cheio de amor 1Co 13.5 ; c) Um temperamento conciliador At 13.2,7 43,46 Fp 2.3,4 d) Um homem bom At 1.24; Sl 37.23; e) Um homem de Fé At 4.36 f) Um grande ganhador de almas At 11.24.
5 - Paulo - a) Uma vida determinada Fp 3.13,14 b) O temperamento At 15.37,38; 16. 37,39; c) Uma vida bem aproveitada Fp3.7,8; d) Uma vida de grandes ideais Fp 3.13,14; At 14.22; e) A pregação 1Co 2.4;
f) Como administrador At 20.28; g) O grande doutrinador 1Co12 ; Ef 3.4,5.
III - OS SINAIS DE UMA IGREJA NA PLENITUDE DO ESPÍRITO QUE CONSERVA A CHAMA DO AVIVAMENTO
1. Estudo da palavra de Deus v. 42. Era uma Igreja de aprendizado da palavra e que se orientava pela doutrina dos apóstolos e não de “novas revelações”. Se pretendemos ser uma Igreja cheia do Espírito Santo, devemos saber que o primeiro sinal é sermos uma Igreja bíblica, submissa à doutrina dos apóstolos.
2. Comunhão v.42. A palavra grega koinonia, cujo significado é duplo: 1 - compartilhar nossos recursos materiais e nossas potencialidades inatas, inclusive trocando serviços na comunidade. 2 - princípio da caridade ao pobre, tendo como base At 2.45; 11.29, ou seja, dar na medida da posse, na medida em que alguém tenha necessidade. Se pretendemos ser uma Igreja cheia do Espírito Santo, não podemos estar alheios às necessidades dos irmãos e às do nosso próximo.
3 . Adoração v.42 “(...) no partir do pão e nas orações” servem como ilustração da diversidade de adoração nos cultos primitivos. O” partir do pão” é ato litúrgico e as “ orações” são sempre criativas. Na adoração de uma Igreja cheia do E. Santo deve haver estas duas coisas. No culto a Deus deve haver lugar para a liturgia, para criatividade, para os hinos e as manifestações de louvor.
4. Evangelismo v.47 a) Soberania de Deus b) Coerência e Autoridade: Eles aglutinavam serviço social e evangelismo. Era uma Igreja que evangelizava todo o homem e cuidava do “homem todo”; c) Maturidade: “ (...) dia a dia” eles evangelizavam. Não precisavam de grandes eventos ou apresentações especiais, eles estavam sempre disponíveis e a Igreja crescia naturalmente aonde eles iam; d) Louvor “(...) louvando a Deus” deve ser a maneira natural do cristão viver. O mundo não se deixará convencer pela razoabilidade da nossa doutrina, mas por estilo de vida; e) Simpatia: Às vezes pensamos, que se orarmos, jejuarmos, formos sinceros e piedosos, teremos sucesso automático quando evangelizarmos. Mas precisamos ter a estratégia certa também. A Igreja primitiva usava o método certo. A “simpatia”.
CONCLUSÃO
Os três relacionamentos de uma Igreja na plenitude do Espírito que conserva a chama do avivamento são:
Com Deus, Com o próximo e com o mundo. A Igreja cheia do Espírito Santo estuda a Palavra, adora a Deus evangeliza e pratica os frutos do Espírito.
“O que você e eu estamos fazendo para tornar a Igreja de hoje semelhante à Igreja de então?”.