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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Teria sido Abraão, politeísta na época do chamado divino ?

"Antigamente, vossos pais, Terá, pai de Abraão e de Naor, habitaram dalém do Eufrates e serviram a outros deuses". Js 24.2. (Vide também Js 24.14;Gn 31.19-35,53;35.2.)

O tipo de culto que seguia é desconhecido. Em obediência ao chamado de Deus, Abrão deixou Harã por Canaã. Ele abandonou seus antigos costumes religiosos para seguir a Deus com devoção sincera. Esse mesmo Deus apareceu a cada um dos patriarcas, escolhendo-os e prometendo estar com eles (12.1-3;15.1-6,17;28.11-15). Cada um por sua vez escolheu esse Deus protetor da família e a ela o vinculavam: “o Deus de Abraão”, “o Deus Isaque” e “o Deus de Jacó” ( 24.12;28.13; 31.42, 53; cf. Ex 3.6), bem como “o Deus de Naor” 31.53. ele é também chamado “parente” vj, BJ; a maioria das versões traduz “temor de Isaque”; pelo título “O Deus de meu/teu pai”( 26.24; 31.42, 53;32.9;49.25; e esp. Ex 3.6). Essa terminologia apresenta paralelos estreitos nos textos da Capadócia e de Mári, bem como os textos árabes e arameus dos primeiros séculos cristãos. Esse Deus do clã abençoa os patriarcas ( 12.1-3;26.3s) com a promessa da terra de Canaã e de inúmeros descendentes ( 12.2,7;13.14-17;15.4s, 18;26.3s; 28.13s). Protege e salva (19.29). É possível chamá-lo pelo nome, é possível apelar a ele (18.22-330. Pune o mau, (38.7), mas cuida do justo ( 18.25).

Deus selou por meio de uma aliança o relacionamento com a pessoa eleita. Ele primeiro fez uma aliança com Abraão (cap15). A aliança foi ratificada numa cerimônia solene e misteriosa (v 7-21). Deus colocou-se sob juramento passando – em forma de tocha de fogo e fogareiro aceso, símbolos ameaçadores da presença divina – entre as metades dos animais que Abraão havia matado. Simbolicamente, Deus colocou-se sob uma maldição, caso violasse a promessa.

Esse relato revela que Deus é um Deus pessoal, desejando associar-se com pessoas. Os deuses cananeus , por contraste, associavam-se principalmente com localidades. Os patriarcas compreendiam que havia um Deus. Isaque cultuou o Deus de seu pai, 26.23ss., como o fez Jacó, 31.5,42,53. Esse Deus é singular, sem colegas ou consortes. Portanto, a família de Jacó precisou deixar de lado os deuses estranhos trazidos da Mesopotâmia, 35.2.

Os textos fornecem informações apenas esparsas acerca do culto dos patriarcas. Eles oravam 25.21, muitas vezes prostrados como era costume no Oriente Próximo (17.3;24.52). Costruíam altares e faziam sacrifícios (12.7; 22.9;35.1). Entretanto, não havia lugares especiais para tais ritos nem sacerdócio oficial. A adoração era entendida fundamentalmente não como uma cerimônia, mas como um relacionamento entre Deus e seres humanos. A peculiaridade da fé dos patriarcas residia em sua concepção de Deus e em seu íntimo relacionamento pessoal com ele.

"A História Patriarcal" Gn 11.26 -22.19 - Parte 2

continuando

Esse império acadiano foi destruído por tribos bárbaras chamadas guti, as quais desceram das montanhas de Zagros, dominado o leste em c. 2180 a.C. 

Pouco se sabe do século seguinte, mas em c.2050 a.C., as cidades-estados  sumérias do sul tomaram o poder dos (gutis[1]).

Sob a terceira dinastia da [cidade de Ur[2] (Ur III, 2060-1950 a.C.), a civilização suméria desfrutou a última restauração gloriosa. Ur –ammu, fundador da dinastia, destaca-se por seu código de leis. Os sumérios e acadianos viviam lado a lado em harmonia racial e cultural. A língua e a cultura acadiana aos poucos substituíram as sumérias. A língua suméria permanecia apenas como instrumento sagrado e tradicional nas escolas dos escribas.

 

 

O Egito. Após a  unificação, um poderoso governo central dominou o Egito por cerca de sete séculos. Essa era é denominada Antigo Império (c. 2900 a 2200 a.C.). Os  resquícios mais notáveis dessa civilização são as pirâmides, monumentos gigantescos de culto aos faraós mortos. O Egito alcançou sua era áurea com a III e IV dinastia (c. 2700-2500 a.C.). Durante esse período arraigaram-se profundamente os aspectos característicos da cultura singular dos egípcios. Por causa dos descobrimentos, as obras dos faraós da V e VI dinastia são mais conhecidas. Mas são reflexos pálidos das glórias da III e da IV dinastia em que, por exemplo, as paredes das pirâmides eram recobertas de fórmulas mágicas e hinos talhados e pintados com esmero – os textos das pirâmides, as mais antigas das composições religiosas conhecidas.

No século XXIII, o governo central desintegrou-se ante governadores provinciais rivais. O Egito caiu num período de caos social e ruína econômica conhecido como o Primeiro Período Intermediário (c.2200-2000 a.C.). A literatura do período reflete em abundância as dificuldades da vida durante a depressão nacional. Por fim, em meados do século XXIII a.C., uma dinastia de Tebas, a XI, reunificou a terra e iniciou o Médio Império. Esse foi o segundo período de grandeza egípcia. Muito Antes de Abraão, o Egito havia experimentado um milênio de civilização progressista.


[2] A avançada cultura suméria da Primeira Dinastia de Ur, a última fase do período Dinástico Antigo, foi descoberta em um cemitério escavado por C. Leonard Woolley. Os ataúdes de madeira do povo comum, onde foram achados alimentos, bebidas, armas, instrumentos, colares, caixas de pingentes e braceletes sugerem-nos a idéia de que esses povos antecipavam haver vida após a morte. Os túmulos reais  estavam atulhados de provisões para a vida posterior, pois incluíam instrumentos musicais, jóias, vestes, carroções e mesmo escravos, que aparentemente bebiam calmamente da droga particular que lhes era dada e em seguida se deitavam para dormir. No túmulo do rei Abargi foram encontradas sessenta e cinco vítimas. Evidentemente era considerado religiosamente essencial o sacrifício de seres humanos, durante o sepultamento de personagens sagradas, como reis e rainhas, na  esperança de que isso lhes garantisse que teriam escravos no após-vida.

Na época em que Deus chamou Abraão de Ur dos caldeus, a civilização suméria já havia emergido, prosperado e desaparecido de cena. Ur III entrou em colapso pouco depois de 2000 a.C. A dinastia fora enfraquecida pela afluência de novos povos, em especial os amorreus, que moldariam a história da Mesopotâmia, sul e norte, pelos próximos séculos.


[1] A invasão guta, vinda do norte cerca de 2080 a.C.), pois fim ao domínio da dinastia acadiana. Embora pouco se saiba acerca desses invasores caucasianos, eles ocuparam a Babilônia durante aproximadamente um século. Um líder de Ereque que na suméria, derrubou o domínio guta, pavimentando o caminho para o reavivamento da cultura suméria, a qual floresceu mais notavelmente sob a Terceira dinastia de Ur. O fundador dessa dinastia, Ur Namu ou ammu, erigiu grande zigurate em Ur. Tijolo após tijolo, escavado dessa imensa estrutura (de 60mx45m na base, e com a altura de mais de 24 m), traz inscrito o nome do rei Ur Namu, como título de “rei da Suméria e de Acade”. Ali eram adorados, durante a era áurea de Ur, Nanar, o deus-lua, e sua consorte, Nin-gal, a deusa-lua.