
continuação
Após leitura no exemplar de nº 580, páginas 69 e 70 de 29.06.2009, e, pela consistência cabal da matéria publicada, resolvi fazer este post,na íntegra(com pequenos comentários do editor deste blog) haja vista a relevância do assunto, não somente para o público evangélico, mas para todas as esferas da sociedade, quiçá, a humanidade.
Jornalista relata os danos do assédio espiritual cometido por líderes evangélicos
ÉPOCA – Qual foi a história que mais a impressionou?
Marília – Uma das histórias que mais me tocaram foi a de uma jovem que tem uma doença degenerativa grave. Em uma igreja, ela ouviu que estava curada e que, caso se sentisse doente, era porque não tinha fé suficiente em Deus. Essa moça largou os remédios que eram importantíssimos no tratamento para retardar os efeitos da miastenia grave (doença autoimune que acarreta fraqueza muscular). O médico dela ficou muito bravo, mas ela peitou o médico e chegou a perder os movimentos das pernas. Ela só melhorou depois de fazer terapia. Entendeu que não precisava se livrar da doença para ser uma boa pessoa.
“O pastor está gostando de mandar na vida dos outros e receber presentes. Isso abre espaço para os abusos.”
Editor do Blog – Neste ponto, devo concordar, pois também, de caso semelhante, sou testemunha.
ÉPOCA – Por que demora tanto tempo para a pessoa perceber que está sendo vítima?
Marília – Os abusos não acontecem da noite para o dia. No primeiro momento, o fiel idealiza a figura do líder como alguém maduro, bem preparado. É aquilo que fazemos quando estamos apaixonados: não vemos os defeitos. O pastor vai ganhando a confiança dele num crescendo. Esse líder, que acredita que Deus o usa para mandar recados para sua congregação, passa a ser uma referência na vida da pessoa. O fiel, por sua vez, sente uma grande gratidão por aquele que o ajudou a mudar sua vida para melhor. Ele quer abençoar o líder porque largou as drogas, ou parou de beber, ou parou de bater na mulher ou porque arrumou um emprego. E começa a dar presentes de acordo com suas posses. Se for um grande empresário, ele dá um carro importado para o pastor. Isso eu vi acontecer várias vezes. O pastor gosta de receber esses presentes. É quando a relação se contamina, se torna promíscua. E o pastor usa a Bíblia para legitimar essas práticas.
Editor do Blog – Infelizmente, é uma realidade. Quando Deus muda a vida de uma pessoa, resgatando-a do fundo do poço, ma pessoa que em nada mais acredita, infeliz, incrédula com a própria vida, sempre o faz utilizando-se de Seus instrumentos quais sejam, Seus servos e servas que colocam suas vidas à disposição do Espírito Santo. Um líder ou pastor, certamente é quem tem maior facilidade e identificação com as pessoas que se encontram nesse tipo de situação, pois, são eles que lideram. Então, tais pessoas ficam de fato vulneráveis a um possível logro, quando são lideradas por inescrupulosos. O pastor, ao invés do exercício ministerial que louva, engrandece e enaltece a Deus, ele, rouba, arroga pra si toda a operação do Espírito Santo. Ele tenta esconder Deus, Sua Terceira Pessoa e, agindo assim, cria em torno de si mesmo uma blindagem divino-espiritual, alimentando seu ego, esquecendo da missão para a qual foi chamado, criando uma imagem de “semi-semi-deus”. Soube de um caso que um incauto doou seu apartamento para um suposto “pastor” porque a ele foi prometido que Deus iria “arrancar dinheiro dos ímpios para dar nas mãos dele”. Vejam que tolice!
A minha pergunta vai além! Quais compromissos têm esses pastores? Que compromisso tem essas pessoas que procuram facilidades para servir a Deus?