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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

" Não sou piloto, Não sou vento! Cantor? Também não, mas preciso cantar"

".. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra..." Is 58.14

Dizem que uma das primeiras regras que um piloto aprende é pôr o avião de encontro ao vento e voar contra ele. O vento o eleva a maiores alturas. Onde foi o que aprenderam isto? Foi com as aves. Se um pássaro está voando por prazer, ele vai ao sabor do vento. Mas se enfrenta algum perigo, faz meia-volta e voa contra o vento, a fim de ir mais para cima; e sobe cada vez mais alto.

Os sofrimentos são os ventos de Deus, ventos contrários, às vezes ventos fortes. Sãos os furacões de Deus, mas tomam a nossa vida e a elevam a alturas maiores e em direção aos céus de Deus.

Todos nós já observamos no verão dias em qual atmosfera está tão opressiva que é até difícil respirar. mas depois aparece uma nuvem no horizonte, ao ocidente, e ela crescer, e se derrama em rica bênção sobre a terra. É o relâmpago que corta os ares, é o trovão que ressoa, é a pesada chuva que cai. A atmosfera fica leve, e há um vida nova no ar; tudo mudou.

Exatamente esse mesmo princípio é o que opera na vida humana. Quando a tempestade cai, a atmosfera do coração se transforma, é purificada e recebe vida nova; uma parte do céu é trazida à terra.

Os obstáculos deveriam fazer cantar. O vento canta, não quando está atravessando a amplidão dos mares, mas quando encontra o obstáculo dos braços das árvores ou quando é quebrado pelas finas cordas de uma harpa eólica. então ele canta, com poder e beleza.

Libertemos nossa alma para cruzar os obstáculos da vida, as sombrias florestas da dor, ou até mesmo os pequenos embaraços e aborrecimentos que o próprio amor oferece, e ela também cantará