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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

30 de Janeiro, dia da Saudade

Sentimento de melancolia, perda, sofrimento No dia 30 de janeiro é comemorado o dia da saudade, essa palavra existe apenas na língua portuguesa e galega e serve para definir o sentimento de falta de alguém ou de algum lugar. De origem latina, saudade é uma transformação da palavra solidão, que na língua escreve-se “solitatem”.
Com o passar dos anos, assim como outras palavras se transformam de acordo com as variações da pronúncia, solitatem passou a ser solidade, depois soldade e, finalmente, saudade. Podemos considerar que no dia da saudade as pessoas se dedicam às lembranças de seus entes queridos que estão ausentes, de fatos que viveram ou de lugares e objetos que marcaram suas vidas. Isso faz com que a palavra saudade se torne melancólica, trazendo certo sofrimento. Saudade é também definida como “a sensação de incompletude, ligada à privação de pessoas, lugares, experiências, prazeres já vividos e vistos, que ainda são um bem desejável”, segundo o dicionário Veja Larousse.
Em outras línguas não existe uma palavra capaz de traduzir o significado amplo de saudade, mas algumas delas trazem conceitos próximos, mas não tão nobres. Em inglês, saudade é “I miss you” que quer dizer sinto sua falta; em Francês “souvenir”, que significa lembrança; em italiano “ricordo affetuoso”, recordação afetuosa; em espanhol “recuerdo ou te extraño mucho, que significam lembrança e sinto falta, respectivamente.
Ao longo da história podemos perceber a saudade nas músicas e nos poemas, desde longos anos. Charlie Chaplin diz: “Sorri quando a dor te torturar e a saudade atormentar os teus dias tristonhos vazios”; Luis Fernando Veríssimo determina que “não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar”; Vinícius de Moraes e Tom Jobim cantaram a saudade dizendo: “Chega de saudade, a realidade é que sem ela não há paz, não há beleza é só tristeza e a melancolia que não sai de mim, não sai de mim, não sai”.
Os sertanejos também retratam muito a saudade, pois deixam o campo para trabalhar na cidade. Chitãozinho e Xororó falaram da saudade retratando que “por nossa (deles) senhora, meu sertão querido, vivo arrependido por ter deixado. Esta nova vida aqui na cidade, de tanta saudade, eu tenho chorado”.
E o rock não podia deixar de se manifestar sobre o tão nobre sentimento. Raul Seixas registrou sua expressão na letra que diz “hoje é feriado, é o dia da saudade, hoje não tem aula pra garotada, velhas de varizes na calçada, só na saudade”.
Pensando em saudade; Jesus havia terminado Sua missão na terra e era chegado o tempo de voltar para o céu, de onde Ele tinha vindo. Um pouco antes de Sua morte, havia explicado aos discípulos que estaria retornando para junto do Pai, mas Ele prometeu: "Não fiquem preocupados, virei outra vez" João 14.3.
O momento de Sua partida havia chegado. Depois de dar as últimas instruções para Seus discípulos, uma atração mais forte do que a força da gravidade, começou a elevar Jesus da terra. Os discípulos, que tinham visto Seu mestre andar sobre as águas, acalmar a tempestade, multiplicar pães e peixes, curar e ressuscitar mortos, não tiveram dificuldade em acreditar no que seus olhos estavam vendo. A dificuldade era conter a saudade que já começavam a sentir de Jesus, porque Ele estava indo embora.
Jesus foi o amigo inseparável de três anos e meio. Compreendendo os sentimentos dos discípulos, Jesus pediu para dois dos anjos, que vieram em comitiva para levá-lo, que consolassem o coração de seus amados seguidores, relembrando-os da promessa de Sua volta .
Em Atos 1.11 nós lemos as palavras dos anjos: "Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi recebido no céu, assim virá do modo como O vistes subir". Imagine quão doces, convincentes e confortadoras foram as palavras dos anjos ao coração dos discípulos. Esta promessa falava de reecontro. Um dia Jesus voltaria para estar para sempre com eles, num tempo em que não haveria mais separação.
A volta de Jesus passou a ser o anseio do coração dos discípulos. Esta esperança é que animava, anima o coração deles e o nosso a prosseguirmos. Os apóstolos,os cristãos primitivos, também nós consideravamos a volta de Jesus como a "bendita esperança", como vemos em Tito 2.13: "Aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e salvador Cristo Jesus".
Na veradade, esta é a Saudade de todos nós que ansiamos o retorno do Cristo, o Ferido de Deus, desta feita, em glória para levar aqueles que amam a Sua vinda. Saudade, já se dizia: "não tem idade". A nossa tem! A idade da nossa conversão. Desde o dia em que nos decidimos ao lado do Mestre, anelamos pelo Seu retorno a Terra para nos buscar para sempre. Isso sim, é saudade.
Dizem que não podemos sentir saudades por alguém ou por algo que nunca vimos. Não é verdade!
Nunca vimos a Cristo, mas O sentimos a cada instante. Nunca fomos aos céus, mas o sentimento que nos permeia e nos preenche é movido por uma sensação inexplicável, inigualável de prazer incomensurável e anelo por ele. A sensação é que, se não existisse o céu o Plano da Redenção não teria sua compleitude, vez que, é de lá e para lá que Cristo veio e voltará. Aliás, o sentimento que nos faz palpitar o coração é um tipo de Saudade. Saudade diferente, haja vista, que quando a satisfezermos, nunca mais a sentiremos.
Maranata!!! Baruck Atha Adonai!!!
Texto Por Jussara de BarrosGraduada em Pedagogia- Equipe Brasil Escola com adaptações do Pr João Luiz Marques

segunda-feira, 27 de abril de 2009

PARA LÍDERES, PARA NÓS, PARA TODOS....

Existe um conceito errado de que os cristãos estão livres de problemas psíquicos e do estresse da sociedade. Lembro-me de Paulo que disse que Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir as sábias. Pode parecer sem sentido, mas Jesus quando fez opção pelos seus discípulos, não o fez pensando em que "tipo" de personalidade eles tinham. Se fosse eu, certamente iria buscar identificar junto aos tais, talvez fosse indagar a outros acerca do comportamento ou modus vivendis de cada deles. Não escolheria Judas, pois estaria me expondo a um traidor implacável que por 30 moedas me venderia! Entretanto, Jesus além de escolhê-lo, autorizou que este fosse tesoureiro de seu ministério e, ainda o beijou dizendo: “amigo, por que vieste". Veja que Jesus sabia da traição, mas, ainda assim o chamou de amigo. O traído elogia seu traidor. Não escolheria João, embora tenha sido o mais amado, aparentemente o mais íntimo, demonstrou um problema grave de comportamento. Queria que Jesus "queimasse" as pessoas que não andavam com ele. Não era sem razão que tinha por cognome "filho de trovão". Na cruz, Jesus diz: "mulher, eis aí o (João) teu filho", (João) filho eis aí tua mãe. Demonstrando confiança que nutria quanto à continuidade da vida, mesmo diante de tanta dor. Eu não gostaria de João no meu ministério. Sem falar de Pedro primeiro que como pescador deveria ser um mentiroso contumaz. Por outro, de personalidade dúbia. Uma hora é amigo inseparável, o guardião impetuoso da integridade de Cristo, outra é um "Pilatos", um estranho. Uma personificação de Satanás. Não honra sequer o que diz. Também não gostaria de Pedro em meu ministério. A Pedro, Jesus diz: " apascenta meu cordeiros!" Quanto a Tomé, nem pensar! Incrédulo, ausente no culto! Para que serve uma pessoa incrédula e que não vai ao culto? Nem pensar em ter Tomé em meu ministério. Jesus ressurreto apareceu a Tomé dizendo: “coloque as mãos em minhas mãos, me toque, veja meu cravos!! Quando soube da morte de Cristo, Tomé disse: “ vamos todos para morrermos também com ele” Não escolheria também Tiago. Tinha o mesmo temperamento de João. Sem avançar muito na análise dos demais discípulos de Jesus, penso que, nenhum deles tinha um perfil psicológico saudável. Não me entendam mal. Não estou afirmando que os discípulos de Jesus eram ou tinham debilidades mentais. Ao menos tinham conflitos! De fato todos estes homens que citei como nós, sofremos de traumas psíquicos e stress emocional e tantas outras mazelas. Esse tipo de comportamento é encontrado também dentro da Igreja. Há líderes que não reconhecem seus conflitos, seus medos, suas angústias, mas deseja resolver o problema dos seus liderados. Como ajudar os outros se sequer tocamos os nosso conflitos. Vejam que os discípulos sofriam destas mazelas e receberam de Jesus a grande comissão: “Ide...” Entretanto, antes de ir, eles precisaram vir. Vindo, eles foram confrontados tratados, sarados. Existem pessoas que são fascinantes, mas que, nunca tiveram coragem de falar dos seus problemas para nenhum dos seus amigos da igreja. Sua miséria emocional está escondida. Quanto mais ela tem sucesso, em todas as suas áreas -intelectual, social, espiritual – mais ela se isola. Há Líderes que brilham tanto que ofuscam suas verdadeiras emoções. O próprio Jesus, se observamos detalhadamente, veremos que vez por outra ele se isolava e, ainda teve coragem de revelar aos seus discípulos que estava com a alma angustiada e sofrendo. Os espcialistas dizem que ali ocorreu um caso raríssimo na medicina que é o suor sanguinolento, caracterizado por taquicardia e hiperventilação pulmonar. Este é um quadro do mais alto stress. Jesus quebrou todo o preconceito de que seria super herói, mostrou sua angústia e sua fragilidade. A grande lição de tudo isso é que Jesus humanizou-se, e, ser humano é, por assim dizer, permitir-se sofrer, chorar, sorrir, exteriorizar a emoção. Não escolhemos que tipo de pessoa seremos, mas podemos escolher a qualidade de vida que desejamos ter. Eu, há muito tempo desisti de ser uma pessoa perfeita. Às vezes nos deparamos com coisas que deixa a própria psiquiatria perplexa. A perfeição emana do Criador, que homem se fez, viveu entre os imperfeitos e a todos que deixaram, por Ele foram aperfeiçoados. Não podemos procurar escolher as pessoas com medo dos problemas que elas poderão nos causar no futuro. Se Jesus pensasse desta forma, certamente, não teria elegido para mudar o mundo, 12 homens, cada um com seus conflitos emocionais individuais dos níveis mais variados possíveis.Teria ensejado essa tarefa de forma individual e, não conseguiria influenciar a humanidade como influenciou,de maneira que, a história, nEle e por Ele foi divida em duas partes. Antes de Cristo(aC) e Depois de Cristo (d.C)