Mostrando postagens com marcador João Batista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador João Batista. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Batismo em Águas - Responsabilidade, Compromisso e Testemunho

O Batismo em Águas

 

O Cristianismo bíblico não é ritualista nem sacramental. O sacramentalismo crê que uma graça divina especial é concedida aos participantes de certo rituais prescritos. Usualmente é asseverado pelas igrejas sacramentalistas que a graça é recebida quer tenham ou não participantes um fé ativa – tudo quanto a pessoa precisa fazer é passar pela forma externa.

 

Embora a obediência ás duas ordenanças esteja prescrita no Novo Testamento, nenhum método especial é vinculado a tal obediência. Conforme o tempo foi se passando, a Igreja Romana foi adicionando outros sacramentos., que, agora, aqui, não cabe explicitá-los.

 

O batismo em águas simboliza o começo da vida espiritual. Trata-se de uma declaração pública de nossa identificação com Jesus, em sua morte e ressurreição, que tornou possível a nova vida que temos nEle(Rm 6.1-4). Pedro compara o batismo a Noé e sua família, que atravessaram incólumes o dilúvio, estando na arca. (1Pe 3.20,21)

 

As águas do dilúvio trouxeram juízo contra um mundo corrupto e cheio de violência (Gn 5.11). Portanto, a água do batismo simboliza o juízo sofrido por Jesus em favor da humanidade, na sua morte. As águas do dilúvio não salvaram Noé. Mas o fato de ter atravessado o dilúvio e ser salvo do julgamento, serviu como testemunho da fé que demonstrara antes do dilúvio – fé essa que o levou e à sua família – a crer e obedecer a Deus, construindo a arca.

 

Assim também as águas do batismo. Elas não visam limpar-nos, mas servem como testemunho da nossa fé no ressurreto Senhor Jesus Cristo, uma fé que devemos ter antes de entrarmos na água. Portanto, não é a água que nos salva, e sim o que ela representa: a ressurreição de Jesus Cristo, que mostra a aceitação de Deus ao sacrifício de seu Filho, em nosso favor e lugar. O Novo Testamento, claramente nos apresenta o sangue de Jesus e não as águas que nos purifica e perdoa. Mediante o sangue somos justificados (Rm 5.9), nossa consciência é purificada (Hb 9.14) e somos redimidos (1Pe 1.19).

 

Quando Pedro se refere ao batismo "para perdão dos pecados" (At 2.38), usa a mesma construção grega empregada por João Batista quando disse: " Eu... vos batizo com água para arrependimento" (Mt 3.11). O batismo de João não produzia o arrependimento. Na verdade, o Batista recusou-se a batizar os fariseus e os saduceus enquanto não exibissem o fruto do arrependimento, ou seja, enquanto não demonstrasse que estavam arrependidos (Mt 3.7,8). Assim, "para arrependimento", significa "por causa do arrependimento" ou como testemunho do arrependimento". De igual modo, "para perdão dos pecados" significa "por causa do perdão dos pecados", ou "como testemunho de que os pecados vos foram perdoados".A menos que uma pessoa tenha crido e sido purificada pelo sangue de Cristo, o batismo em águas nada significa. Mas no caso de quem nasceu de novo, ou seja, foi purificado pelo sangue e justificado, o batismo torna-se não somente um testemunho, mas um compromisso de viver uma nova vida no poder do Cristo ressurreto.

 

Quem, pois, é candidato ao batismo em águas? O Novo Testamento ensina que o batismo em águas é somente para os crentes. Em consonância à ilustração de Pedro, Noé confiou em Deus antes de atravessar o dilúvio (Hb 11.7). Jesus ordenou a seus seguidores que fizessem discípulos e então os batizassem (Mt 28.19). Em Marcos 16.16, o crer antecede ao batismo" Quando o diácono Filipe percorreu Samaria, sua pregação e os milagres produziam "grande alegria naquela cidade" (At 8.8). " Mas como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres" (At 8.12).

 

O batismo dessas pessoas ocorreu depois de terem crido. E, na casa de Cornélio, não somente creram todos, mas foram batizados no Espírito Santo, falaram em línguas e louvaram a Deus antes de serem batizados em águas.

 

Quanto ao batismo infantil, não há cabimento bíblico para tal. Os infantes são incapazes de arrependimento, fé ou testemunho público da salvação recebida. De fato, eles não têm pecados dos quais possam arrepender-se. Isso significa que as crianças que morrem antes da idade da responsabilidade são salvas através da redenção por Cristo. (LC 18.16)

 

A imersão, no batismo, transmite o pleno significado de passagens como Romanos 6.1-4, onde a descida às águas simboliza a Cristo. Algumas denominações tomam Ezequiel 36.25, que mostra Deus aspergindo água limpa sobre restaurada nação de Israel, como fundamento para o batismo por aspersão. Entretanto, a palavra grega baptizo significa claramente "mergulhar", "imergir". Era usada na antiga literatura não cristã para indicar "mergulhar", "afundar" "empapar", "avassalar". Outrossim, notemos que João Batista estava batizando em Enom, porque "havia ali muitas águas"(Jo 3.23)

 

Quando Jesus foi batizado, lemos: "Logo que saiu da água" (Mc 1.10). Quando Filipe batizou o eunuco etíope, "desceram ambos à água". Ato contínuo "saíram da água" (At 8.38,39). Todos estes detalhes apontam conclusivamente para a imersão como o verdadeiro modo de batismo.

 

Por fim, o batismo em águas deverá ser levado a termo como comprometimento sério que o novo convertido submete-se no sentido de testemunhar publicamente que ele, a partir daquele ato, decide mudar definitivamente sua conduta para viver de acordo com os ditames da Palavra de Deus.

 

Não adianta batizar-se simplesmente para dar satisfação ou agradar a quem quer que seja. Todos os batizandos deverão estar previamente orientados e ensinados acerca da decisão ensejada. Para isso, deverão contar com o auxílio de seus líderes, professores e pastores