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quarta-feira, 24 de junho de 2009

“O PERIGO DA DESOBEDIÊNCIA" Parte 1

Sugestão de um teólogo, internauta:

 “Pr João, gostaria que fosse comentado alguma coisa sobre a desobediência do rei Saul face as prerrogativas que lhe eram inerentes.”

"A desobediência e o conseqüente fracasso de Saul” (1Sm 15.1-35)

O sucesso inicial do primeiro rei de Israel não obscureceu suas fraquezas pessoais.  Sua ascensão foi gradual; assim também seu declínio. A ousadia e atrevimento de Saul tornaram-no poderoso na batalha, o que o tornou perigosamente imprevisível no trato com seu povo, em especial com líderes religiosos e conservadores como Samuel.

O rei de Israel ocupava uma posição singular entre os dirigentes contemporâneos, tendo a responsabilidade de reconhecer pessoalmente o profeta, que era o representante de Deus. Quanto a esse particular, Saul falhou duas vezes.

Lembremos quando Samuel declarou:” Então disse Samuel a todo o povo: Vedes já a quem o SENHOR escolheu? Pois em todo o povo não há nenhum semelhante a ele. Então jubilou todo o povo, e disse: Viva o rei! E declarou Samuel ao povo o direito do reino, e escreveu-o num livro, e pô-lo perante o SENHOR; então despediu Samuel a todo o povo, cada um para sua casa.  E foi também Saul à sua casa, em Gibeá; e foram com ele do exército aqueles cujos corações Deus tocara”.1Sm 10.24-26.

De que mais precisa um líder, além daquilo que disse o Senhor, pela boca do profeta Samuel?Entretanto, pelo fato de Deus nos usar, em Sua casa, Sua obra, Seu trabalho, não significa que aprova nossos erros. De fato Ele usou uma mula, um galo, uma ursa, um peixe gigante. E por que usou? É porque não tinha algo melhor para usar.

Não nos enganemos, Deus dará tempo para o arrependimento, se Ele desejar, é claro, mas chegará o momento de nos encontrarmos com Ele face a face. E como será esse encontro? Quanto mais demorar o arrependimento, maiores cobranças virão!Primeiro, Saul esperou sete dias em Gilgal a chegada de Samuel, para que este supervisionasse o sacrifício com que os israelitas se preparariam para combater os irados filisteus (13.8ss).

Impacientemente, Saul teve o atrevimento de usurpar os direitos sacerdotais de Samuel, sacrificando ele mesmo os animais. A insensibilidade de Saul diante dos limites de seu ofício deram claros sinais a Samuel de que sua primeira experiência na monarquia estava fadada ao fracasso. Em sua vitória sobre os amalequitas ele cedeu ante a “pressão do povo”, (será?) ao invés de pôr em execução as instruções de Samuel.

Saul não deu ouvidos à ordem de exterminar todos os amalequitas, seu gado e seus bens, então, a suspeita de Samuel ficou confirmada (1Sm 15.1-3). Como Acã (Js 7.1ss), Saul não levara a sério a “guerra “santa”. Quantos não levam a sério, sua chamada, ministério e ordens dados por Deus?! Não era uma simples pilhagem para recompor suprimentos esgotados ou capturar homens para trabalho escravo.Devia ser uma “vingança” em nome de Deus.

Com Deus não pode haver meio-termo. Ou tudo, ou nada! Deus não negocia, determina, ordena!O pouco caso de Saul para com a ordem divina foi considerado rebelião por Samuel. De fato, Saul deu de ombros para com a ordem divina.O profeta inflexível permaneceu resoluto apesar dos apelos de Saul (v.24-31).A lição tinha de ficar clara, por maior que fosse o preço: para o rei ou para o plebeu, a obediência era melhor que o sacrifício (v.22).

Com essa escaldante reprimenda Samuel deixou o rei Saul entregue aos seus próprios recursos. Por causa da desobediência, Saul perdeu seu reinado.Pior ainda, pela contumaz desobediência, enveredou-se por um caminho que o conduziu ao ocultismo e por conseguinte, a um triste epitáfio, a morte!

Deus tenha misericórdia de nós!