quinta-feira, 23 de abril de 2009

Existe Nova Unção ou Unção Nova???

Não foram poucas as vezes que assisti, ouvi, testemunhei pregadores com o seguinte jargão: " Deus hoje te dará uma nova unção". Ultimamente, com essas doutrinas neo-pentecostais têm surgido muitas doutrinas paralelas, como a chamada Confissão Positiva (Evangelho da Saúde e da Prosperidade, Quebra de Maldições, Maldições Hereditárias, Maldição de Família e Pecado de Geração, Nova Unção); pregada por avivalistas em acampamentos cristãos, em congressos, em escolas bíblicas de férias e na televisão; e por mentores católicos carismáticos no exercício do Toque do Tom, da Cura Diferencial e do Exorcismo. Todos estes, evangélicos ou não, sem nenhuma consulta à exegese bíblica ou alicerces e filtro teológico, ensinam sempre sob a orientação filosófica de seu pai, Essek William Kenyon e de seus principais porta-vozes, Kenneth Hagin, Marilyn Hickey, Kenneth Copeland, Robert Schüller, Benny Hinn e Jorge Tadeu. Deus restaura, sim, a nossa unção recebida dEle, entretanto isso não significa "uma nova unção", como estão pregando, propalando e divulgando, inclusive por figuras internacionalmente conhecidas, sobretudo do Movimento Pentecostal. A unção coletiva do Espírito santo sobre os membros do corpo de Cristo; aqueles que são regenerados pelo Espírito 2Co 1.21; 1Jo 2.20,27, é chamada de "unção do santo" 1Jo 2.20. Unção que nos separa do mal; que nos santifica para Deus e para o Seu uso. Nada de mistura com o mal, com as trevas, com o pecado ou com qualquer outra coisa que é oposto a Palavra de Deus e a Sua vontade. É unção que fica, "fica em vós", 1Jo 2.27. É unção que permanece. É unção que ensina. " A sua unção vos ensina 1Jo 2.27. "Que vos ensina todas as coisas", pois o Espírito sabe todas as coisas. É unção que não mente. "E não é mentira" 1Jo 2.27. Isto é, ela não contém engano, logro, fraude, falsidade, truque, desonestidade. O termo unção, na Bíblia, remete para óleo, azeite; símbolos do Espírito Santo. Finalmente, devemos atentar para o cuidado de que Deus é soberano e opera como, quando e por quem ele quer! Entretanto, dentro de um princípio de uma descomprometida hermenêutica, Deus nunca contradiz a sua Palavra. Enfim, a unção que dEle recebemos é unção que fica.

Pr José Wellington é reeleito presidente das Assembléias de Deus no Brasil

Na 39° Assembléia Geral Ordinária, que acontece nesse momento em Vitória (ES), o pastor José Wellington Bezerra da Costa consegue sua reeleição para presidir a Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB), derrotando o candidato da “igreja-mãe”, pastor Samuel Câmara. A diferença de votos foi apertada, porém garantiu mais quatro anos para Wellington.José Wellington já foi vice-presidente da CGADB no biênio 1981-1983. Foi eleito presidente pela primeira vez no ano de 1988 e ficou até 1989, quando o pastor Avelino Maicá da Silveira, da Assembléia de Deus de Santa Maria –RS presidiu a convenção. José Wellington voltou para a presidência em 1990, mas presidiu até 1993, quando o pastor Sebastião Rodrigues de Souza, da Assembléia de Deus de Cuiabá-MT, assumiu o posto até o ano de 1995. De 1995 até a presente data, José Wellington preside a CGADB.

Quem é José Wellington Bezerra da Costa?

Nascido na cidade de São Luís do Curu- CE, no dia 14 de outubro de 1934, o pastor José Wellington Bezerra da Costa entrará para a história da CGADB como o presidente que mais tempo passou na direção dessa instituição assembleiana. Hoje, José Wellington ocupa vários cargos importantes, como a presidência das Igrejas Assembléia de Deus Ministério do Belém (São Paulo), presidente da Convenção Fraternal e Interestadual das Assembléias de Deus do Ministério do Belém no Estado de São Paulo (Confradesp) e atual presidente da CGADB. Formado em direito, é autor do livro Como Ter um Ministério Bem Sucedido, publicado pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD). José Wellington ainda é membro Comitê Mundial das Assembléias de Deus (World Assemblies of God Fellowship).

Pr Silas Malafaia é eleito vice-presidente.

O pastor Silas Malafaia, que estava concorrendo pela chapa do pastor Samuel Câmara, ganhou a vice-presidência da CGADB, e ficará nesse cargo por quatro anos. Silas Malafaia é vice-presidente da Assembléia de Deus na Penha (RJ), uns dos pregadores brasileiros por mais tempo na televisão e dono da Editora Central Gospel.

A Mesa Diretora (2009-2013) será composta pelos seguintes pastores:

Presidente:José Wellington Bezerra da CostaVices1º vice – Silas Malafaia (RJ);2º vice – Ubiratan Job (RS);3º vice – Sebastião Rodrigues (MT);4º vice – Gilberto de Souza (PA);5º vice – José Neco dos Santos (AL).Tesoureiros1º tesoureiro – Antônio Silva Santana (SP);2º tesoureiro – Josias de Almeida (SP).Secretários1º secretário – Isaías Coimbra (RJ);2º secretário – Arcelino Melo (SC);3º secretário – Antonio Dionízio (MS);4º secretário – Isamar Ramalho (RR);5º secretário – Roberto José dos Santos (PE).

fonte: http://teologiapentecostal.blogspot.com

A TRINDADE À LUZ DA BÍBLIA

A Trindade... esclarecendo algumas dúvidas........ 1. A história da doutrina da trindade 2. Teorias sobre a doutrina da trindade 2.1. O unitarismo Ensina que houve um tempo em que o Pai não existia, e também o Filho não existia. Os cristãos de um modo geral ensinam que o Pai como manifestação existe eternamente, como também o Filho. É preciso esclarecer que o termo manifestação não refere-se a um momento que o Pai e o Filho não existiam e que Deus teria resolvido manifestar-se com essas características. Não ! o termo manifestação refere-se aos momentos que Deus manifestou-se, manifesta-se e se manifestará aos homens como Pai, como Filho ou como Espírito Santo. 2.2. O monarquianismo modalista É também chamado de modalismo ou patripasianismo ou ainda sabelianismo. Negava a divindade do Filho e do Espírito Santo. Havia dois tipos de modalismo. O primeiro considerava apenas o Pai como Deus; Jesus seria um homem comum revestido do Espírito Santo. 2.3. Sabelianismo “Foi ensinado por Sabélio, em Roma, no começo do século III. Embora boa parte de seus ensinos tenha sido confundida historicamente com os de Marcel de Ancira (século IV), alguns elementos podem ser reconstituídos. Parece que Sabélio ensinava a existência de uma mônada divina (que chamava de huidpator), que, por um processo de expansão, se projetou sucessivamente na revelação como Pai, Filho e Espírito Santo. Como Pai, revelou-se como Criador e Legislador. Como Filho, revelou-se como redentor. Como Espírito Santo, como doador da graça. Estes eram três modos diferentes que revelaram a mesma pessoa divina” (Enc. Hist. Teol. da Igreja Cristã). 2.4. O Arianismo Recebe este nome por causa do seu elaborador - Ário. Ensinava que Cristo era uma criatura, a primeira obra de Deus. O concílio de Nicéia foi convocado para combater este ensino, e este concílio decretou: “Cristo é da mesma substância do Pai”, logo é eterno, como o Pai o é. 3. As críticas a doutrina da trindade Porque a maioria das seitas ataca a doutrina da trindade ? É simples ! mais a frente veremos que Satanás sempre imitou a trindade. Porque ? Ele quer ser igual a Deus; e para isso ele precisa dizer aos homens que Deus não é; 4. As três pessoas em paralelo Neste tópico falaremos de algumas coisas que a Bíblia, hora ensina que uma pessoa fez, hora ensina que outra pessoa teria feito e assim por diante. Sobre a criação do universo podemos ver em Sl 102.25 que o Pai criou; já em Cl 1.16 vemos que o Filho criou e em Gn 1.1,2 vemos o Espírito criando. Sobre a criação do homem podemos ver em Gn 1.26 que o Pai e até outra ou outras pessoas da trindade criaram; já em Jo 1.1-3 vemos que o Filho criou e em Jó 33.4 vemos que o Espírito criou. Sobre a encarnação do Filho também vemos as três pessoas trabalhando, pois em Jo 20.21 vemos que o Pai enviou, já em Jo 6.38 o Filho desceu e em Mt 1.20 e Lc 1.35 o Espírito gerou. Sobre a ressurreição do Filho vemos em At 2.24 que o Pai ressuscitou o Filho, já em Jo 2.19 vemos que o Filho ressuscitou-se e 1Pe 3.18 vemos que o Espírito ressuscitou o Filho. Sobre a inspiração das escrituras vemos em 2Tm 3.6 que o Pai inspirou, já em 1Pe 1.10,11 o Filho é o inspirador e em 2Pe 1.21 o Espírito foi quem inspirou. Sobre a santificação vemos em At 28.18 e Êx 29.43 e Jo 17.17 que o Pai é o santificador, já em Hb 2.11; 13.12 e 1Jo 3.3 o Filho é o santificador e em Rm 15.16 o Espírito é o santificador. Sobre a proteção aos salvos, vemos em Jo 10.29 que o Pai protege, já em Jo 10.28 vemos o Filho como protetor e em Ef 4.30 o Espírito é quem protege. Sobre a autoridade dada aos ministros, vemos em Ef 4.6 que o Pai deu esta autoridade, já em 1Tm 1.21 vemos o Filho como o doador desta autoridade e em At 20.28 o Espírito é o doador. Sobre habitar no interior do homem, vemos em Ef 4.6 que o Pai habita, já em Cl 1.27 vemos o Filho como o habitador e em 1Co 6.19 o Espírito é o habitador. Sobre a ressurreição dos santos, vemos em Jo 5.21 que o Pai vai ressuscitar-nos, já em Jo 6.40,44,54 o Filho é o ressuscitador e em Rm 8.11 o espírito é que ressuscita o salvo. Sobre a adoração dos anjos, vemos no Sl 148.2 que o Pai recebe adoração, já em Fp 2.10 o Filho também recebe adoração e em Is 6.3 e Ap 4.8, o Espírito recebe esta adoração. 5. Textos Bíblicos que evidenciam a trindade Gn 1.1 Gn 1.26 Gn 11.7 Nm 6.24-26 Is 48.16 Dn 2.47 Mt 27.46 Jo 14.16 Jo 16.7-10 At 20.28 1Co 12.4-6 2Co 13.13 6. Porque Satanás imitou a trindade ? • Satanás, a besta e o falso profeta • Ninrode, Semíramis e Tamuz (babilônia) • Amon-Rá, Ramsés II e Mut (Egito) • Hórus, Sin e Xamate (Acádico) • Kampuche (divindade budista) 7. Evidências da trindade 7.1. No homem • O homem é espírito, alma e corpo, 1Ts 53; • O homem era a imagem de Deus, que é tríplice: Santidade, tríplice formação e eternidade. • O homem tem três fases: Inocente do pecado, conciente do pecado e justificado do pecado. • O homem foi criado por mais de uma pessoa, Gn 1.26,27; • O homem foi julgado por mais de uma pessoa, Gn 11. • A tríplice bênção do sumo sacerdote, Nm 6.24-26; • Na tríplice declaração de Nabucodonozor, Dn 2.47; 7.2. Em Jesus Cristo a) No seu batismo, Mt 3.16,17; b) No batismo cristão, Mt 28.19; c) Na cruz, Mt 27.46. 7.3. Na criação • No termo criou, Gn 1.1,21,27; • No termo fez, Gn 1.7,16,25; • No ato divino de nomear, Gn 1.5,8,10; • No ato divino de separar, Gn 1.4,7,18; • Na ordem divina para produzir, Gn 1.11,20,24; 7.4. Nos “nomes” de Deus Aquele que era, que é e que há de vir, Ap 1.8; Elohim, Gn 1.1 Santo, Santo, Santo é o Senhor..., Is 6.3;

TRIUNIDADE DO HOMEM: ESPÍRITO, ALMA E CORPO!

Esclarecendo dúvidas e respondendo perguntas ..... A triunidade do homem Para os tricotomistas, o homem é constituído de corpo, alma e espírito. O conceito do homem tripartido originou-se na filosofia grega e recebeu considerável apoio dos “pais” da igreja grega ou alexandrina (Clemente de Alexandria, Orígenes, Gregório de Nissa. Segundo esta teoria, o corpo é a parte material da natureza humana; a alma é o princípio da vida anima; e o espírito é o elemento humano racional, imortal, relacionado com Deus. O corpo humano No hebraico temos: רשב “basar” ; ןטב “beten”; לוא “‘ûl”; היוג “gewiyah” ; ףג “gap”; ראש “sheer”; םישג “geshem”. No grego temos: σωμα “soma”; χρώς “crós”; πτωμα “ptoma”. O corpo é o aspecto consciente do mundo em nosso ser. O aparelho sensorial que Deus nos deu – visão, tato, audição, olfato e paladar, sendo controlado pelo sistema nervoso – fornece-nos consciência de nosso ambiente físico. É principalmente através dessa via que comunicamos com nosso meio ambiente. Nosso apetites corporais fazem parte de nossa formação fisiológica e psicológica. Deus criou o corpo humano bom, para que servisse de habitação ao Espírito Santo. Algum dia será ressuscitado e quando isso acontecer o homem receberá novamente seu corpo que outrora estivera na sepultura ou túmulo aguardando este dia, sendo os salvos um corpo glorioso em vários sentidos , Rm 8.11; 1Co 15.36 -54. Os não salvos, por ocasião da ressurreição receberão um corpo sem glória, objeto, em que sofrerão pela eternidade. Compreender o corpo humano e o valor que Deus lhe dá é da mais alta significação, para termos um comportamento ético apropriado. O corpo foi criado para nunca morrer, no entanto, o pecado adentrou no mundo( Gn 3.1-7) e como conseqüência o homem perdeu a glória que tinha, ganhando a morte como recompensa pela sua desobediência, Gn 3.19; Ec 12.7; Rm 6.23. Quão bondoso é o Senhor nosso Deus! Para que o homem não perpetuasse seu corpo como eterno e vivesse para sempre caído, Deus o expulsou do Éden, Gn 3.22,23, evitando assim que este comesse da árvore da vida. Como crentes, não devemos permitir que os apetites corporais nos governem o comportamento; antes, mediante o exercício da disciplina, devemos tornar nossos corpos instrumentos úteis a Deus, Rm 6.13; 1Co 927. Conforme Salomão escrevera em Eclesiastes, o corpo morre Ec 3.19,21; 9.5,6; 12.7a. A alma humana No hebraico temos: שפנ “nepesh”. No grego temos: ψυχή “psuche”. As duas facetas de nossa natureza espiritual – alma e espírito – estão intimamente vinculadas e são virtualmente inseparáveis; não obstante, são usadas em caminhos suficientemente distintos para notarmos a diferença. Pode-se dizer que o termo “alma” é usado teologicamente para denotar o próprio “eu”, particularmente em relação à vida consciente, aqui e agora, Ap 6.9. A alma humana provê a nossa autoconsciência. É a alma que torna o indivíduo uma personalidade genuína, dotada de características ímpares. As faculdades da alma, comumente consideradas, são: intelecto, emoções e vontade. Juntas, essas qualidades compõem a pessoa real Elas dão uma consciência interior da própria pessoa, e ligam o espírito ao corpo. Isso governa a personalidade total. Analisando com cuidado as Escrituras, verificamos que a palavra alma aparece com vários sentidos, tanto figurado como por sinédoque. Diante desse fato, faz-se necessário muito cuidado quando da interpretação das passagens que referem-se a alma, pois, não atentando, poderemos cometer falhas e falsas interpretações, o que acarretará erro teológico, originando falso ensino, como vemos em muitos casos. As “Testemunhas de Jeová”, conforme afirma o Reverendo e Pr Antônio Gilberto, dizem que “alma vivente” em Gn 2.7, quer dizer “corpo vivente”, e que, quando o corpo morre, nada mais resta do homem. Enganam-se pois, os TJ’s na análise desta referência, demonstrando não possuírem sequer uma noção do hebraico, pois, “alma vivente” em Gn 2.7, quer dizer “alma viva”, isto é, feita vivente. Isto quer dizer que “Deus formou o homem com tudo que o constitui, inclusive a alma, mas tudo estava inerte até o momento em que Ele soprou o espírito, o fôlego da vida, a energia divina, e então o homem tornou-se alma vivente, Sl 66.9. A alma vivente deu dinamismo ao corpo.” Uma das composições do homem é o elemento corpo como vimos no tópico anterior. A natureza física é algo que temos em comum com os animais e as plantas. A diferença é de grau, já que os homens têm estrutura física mais complexa. A Segunda parte da pessoa humana é alma. Esse é o elemento psicológico, a base da razão, da emoção, das relações sociais etc. Pensa-se que os animais têm uma alma rudimentar, muito inferior à do homem. A mesma palavra para alma é empregada no caso dos animais, Gn 1.20,21,24,28. Os animais são constituídos apenas de vida física, a alma acaba ao morrer o bruto. Quanto ao homem, sua alma é imortal. Quando Deus criou os animais, disse: “Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie. E assim foi’. Gn 1.24. Já na criação do homem disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem conforme a nossa semelhança” Gn 1.26. Sem dúvida está aqui uma revelação de um ato especial de Deus numa participação da Trindade. Os animais agem principalmente pelo instinto; fazem tudo instintivamente. Por conseguinte, são amorais. Não são capazes de ter comunhão com as pessoas. Um cão pode mostrar-se leal para com seu dono, e até uivar diante do sepulcro de seu proprietário, mas não pode entrar nos sonhos, planos e aspirações de seu senhor. Nós, porém, podemos compreender e entrar nos planos e propósitos de Deus, quando exercemos as qualidades de nossa imagem moral. Assim podemos ter verdadeira comunhão com Ele. O poder de escolher um alvo para a vida é faculdade exclusiva do homem; e isto é outro característico que distingue e distância o homem dos animais. O homem pode e deve ter dois objetivos na vida: o imediato e o mediato. Os animais não têm objetivo mediato. Não lhes é possível pensar em alguma coisa tendo outras de permeio. O alvo deles é sempre imediato. Por exemplo, um animal: - objetivos imediatos a) Se um animal come é para matar a fome que sente b) Se bebe água é para saciar a sede que o incomoda c) Se dorme é para descansar o corpo fatigado Já o homem, porém, pode e deve comer, beber e dormir não simplesmente para satisfazer às suas necessidades fisiológicas, mas para que esteja em condições de desempenhar sua missão na terra, atingindo, assim, o alvo que tem diante de si. Enquanto o animal é impelido, o homem é atraído, é chamado, é convidado por aquilo que tem como alvo na vida. A alma do homem explora o exterior recebendo impressões do mundo por meio dos sentidos: a) Não é o tecido material b) Não são as vísceras c) Não são os músculos d) Não são os nervos Na alma está a sede das emoções, intelecto, desejos, sentimentos, vontade etc. É ela que peca e leva o corpo e o espírito a sofrer consequências disso Ez 18.20; 1Co 5.5. Morrendo o corpo a alma sobrevive Gn 35.18; Ap 6.9,10;20.4; Dt 34.6; Lc 9.30; Gn 25.8,9 Lc 16.22,31; Mt 11.29; Dt 6.5; 14.26; 20.16; Jó 14.22; Sl 42.1-6; 84.2 ver também Ez 32.17-32 e Lc 16.22 O espírito humano No hebraico temos: חור “rûah” . No grego temos: πνεϋμα “ pneuma”. É a substância espiritual, viva, inteligente, imaterial, invisível, sem carne e ossos como conhecemos materialmente (Lc 24.39). Ele habita no corpo e age por meio dele. Não se submete, naturalmente, a uma análise, como o corpo, pelo que só nos é possível julgá-lo pelas as suas , manifestações. A sede da razão e da moral está: a) no espírito b) como também o intelecto c) a vontade d) pensamento e) consciência É ao intelecto que o homem deve a faculdade de: a) julgar b) recordar c) imaginar d) raciocinar e) é dever do intelecto julgar bem os fatos. E à afeição a faculdade de: a) sentir dor b) sentir prazer b) ódio E à vontade ele deve a faculdade de: a) escolher b) rejeitar c) aceitar d) seguir o seu destino e) por em prática as deliberações tomadas. O espírito é, por assim dizer, a energia divina que Deus soprou no homem para que vivesse a sua alma. Ele identifica o homem e dá-lhe consciência de Deus. Só o homem possui espírito, Jó 12.10b. O espírito é também a sede da adoração a Deus, Jo 4.23,24; Rm 8.16; 1Co 14.15; 5.5; Jó 32.8. Ele, ainda, representando a natureza suprema do homem, rege a qualidade de seu caráter. Aquilo que domina o espírito torna-se atributo de seu caráter. Pv 16.18. A alma e o espírito são distintos, mas, inseparáveis, Hb 4.12; Jó 12.10; 27.3. Como o homem tem vontade própria, um atributo do espírito, é ele um ser moral, responsável por seus atos e conduta, Jo 3.16,17; Rm 7.18; 1Co 9.17; Ap 22.17. A alma e o espírito, do ponto de vista de Hb 4.12, não são idênticos ou uma coisa só. Quem afirma que não há diferença entre corpo e alma, então também, afirma que não há diferença entre corpo físico e natural de agora e o da ressurreição. Convém analisar o texto de 1Co 15.44 no original (gr). a) corpo natural - soma psuchikon = corpo alma = corpo humano – 1Co 2.14 b) corpo espiritual – soma pneumatikom = corpo espírito - Jo 20.7,19,26 Pelo corpo utilizamos os sentidos físicos, os quais são cinco. Quanto a alma, ela se utiliza do intelecto e das emoções resultante dos sentidos e, o espírito nos proporciona a comunhão com Deus. É necessário muito cuidado quando da análise das passagens bíblicas, que por vezes mencionam alma e espírito indistintamente. Compare EC 12.7 e Mt 12.28; Ap 6.9 e Hb 12.23; Lc 8.55 e At 20.10. Jesus como homem, tinha corpo Hb 10.5; Mt 1.21; alma Mt 26.38; Jo 12.27 Is 53.11; espírito Lc 23.46; Mt 27.50. CONCLUSÃO. Existem muitos escritos e teses concernentes a doutrina tricotômica do homem. Filósofos , influenciados por idéias humanas, até mesmo diabólicas, tentaram dissuadir os pais da igreja, intentando fazê-los crer que o homem somente possui corpo e alma. Teólogos liberais, também não hesitaram em dar seu parecer baseados nas idéias de Sócrates, Platão e outros. Graças a Deus, temos o Espírito Santo em nossas vidas, e este testifica com nosso espírito as verdades e doutrinas fundamentais das Sagradas Escrituras.

O ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS

Para onde o ser humano vai após a morte??? Existe o tempo de aguardar no purgatório??? Esclarecendo dúvidas..... O ESTADO INTERMEDIÁRIO DOS MORTOS I – CONCEITOS FALSOS SOBRE O ESTADO INTERMEDIÁRIO 1 – Igreja Católica - “Purgatório” a – Os membros que não tiveram vida perfeita passam algum tempo no purgatório, para purificar seus pecados e imperfeições. b – O tempo no purgatório pode ser encurtado por contribuições ou serviços prestados à Igreja ou através de orações ou missas encomendadas por parentes. 1.1 A posição das Escrituras: a – Houve suficiência no sangue de Cristo para purificar o pecado e dar salvação pela graça através da fé. Hb 10.10-23; Ef 2.8-10; Rm 3.24-28; 5.1,2,9,10; 8.1,31-39;10.8-11; 1 Jo 2.1,2; 3.1,2 2 - Adventismo e Testemunhas de Jeová “Sono da Alma” a – Após a morte a alma descansa em estado inconsciente até a ressurreição, ou seja o espírito humano dorme na sepultura, com os restos mortais do corpo. 2.1 A posição das Escrituras : a – Na morte, o espírito separa-se do corpo Tg 2.26; 1Rs 17.21,22; Lc 8.54,55. b – A parte do homem que volta ao pó é aquela que do pó foi feita Gn 3.19; Ec 12.7. A parte espiritual do homem(alma e espírito) não foi feita do pó, e a Bíblia diz que volta para Deus Sl 146.4; Ec 12.7. c – Jesus demonstrou em Lc 16.19-31, que após a morte, o espírito não fica jazendo no pó da terra. d – O morrer é chamado dormir na Bíblia, porque todo morto será acordado fisicamente um dia Jo 5.28,29 ver At 7.59,60; Mt 27.52,53; Jo 11.11,14,39. O AT e NT ensinam que o espírito/alma vivem em estado consciente após a separação do corpo Sl 16.10; 2Co 5.8 Fp 1.23; Ap 6.9. 3 – O Espiritismo “Comunicação com os mortos” a – Os vivos podem comunicar-se com os mortos e vice-versa através de um médium. b - Citam como exemplo o Caso de Saul 1Sm 28.7-20 3.1 A posição das Escrituras: a – De fato as Escrituras proíbem indiscutivelmente qualquer tentativa neste sentido Lv 19.31; 20.6,27; Dt 18.9-12; IS 8.19,20; 1Cr 10.13,14. 3.2 Duas explicações para este fenômeno: 1a São produzidos por manipulações enganosas, como tem sido bastante provado; 2a São produzidos por espíritos mentirosos 1Rs 22.22,23; 1Tm 4.1. ver o caso At 16.16-19. II – O SEOL ,O HADES, O MUNDO INFERIOR, O LUGAR DOS FALECIDOS Hades gr = inferno ; Seol hb = inferno ; Queber hb = sepultura ; Abaddom = Abismo geena hb = lago do fogo 1 - As palavras Seol e Hades significam inferno, o que eqüivale ao mundo invisível, mundo inferior. Designam um lugar para onde, nos tempos do AT, iam todos após a morte – justos e injustos, havendo nessa região, uma divisão para justos e outra para os injustos. Is 14.9 Lc 16.23; Dn 12.2 ;Jo 5.28,29. Ver mapa! O QUE É O SEOL, HADES ? O seol , hades não é o inferno propriamente dito, o inferno eterno como destino final dos ímpios é o chamado “Lago de Fogo e Enxofre” Ap 20.10,14. O hades, seol é apenas um inferno-prisão onde os ímpios permanecem entre a morte e a ressurreição deles, o que ocorrerá por ocasião do Juízo do Grande Trono Branco Ap 20.7,11,15. ONDE ESTÁ O SEOL, HADES ? a- Lugar situado nas profundezas da terra Gn 37.35; Nm 16.30,33; Jo 11.8;17.16; Sl 30.3; 86.13; 139.8 ; Pv 9.18; 15.24; Is 14.9; 38.18-32; Ez 31.15,17; Am 9.12. A entrada das almas neste lugar é sempre desceu. III – O SEOL ANTES DA VINDA DE JESUS a - Todos, injustos e justos desciam ao seol, com possível exceção de Enoque e Elias, havendo uma separação intransponível entre as duas divisões existentes. b – A morte de um patriarca no AT é descrita como sendo “reunido” ao seu povo Gn 25.8;35.29;Nm 27.13. É o que significa a expressão de Lc 16.22 “seio de Abraão”. c – A morte de um santo era uma “descida” da alma a certo lugar para baixo Is 5.14 e Gn 42.38 . d – Em Is 5.14 Os ímpios descem à boca aberta do “ seol”. IV – O HADES, O SEOL DEPOIS DE JESUS E DO CALVÁRIO 1 – Para o Injusto a – Não houve qualquer alteração quanto ao seu estado. b – Continuam descendo ao hades o “império da morte”, onde ficarão até a o Juízo Ap 20.13-15; c - O hades é uma prisão cuja chave está com Jesus Ap 1.8 · Qualquer fantasma ou “alma do outro mundo” que aparecer por aqui é coisa diabólica; do hades não sai ninguém. Alma do outro mundo não vêm à Terra, pois os salvos estão com Jesus e os perdidos estão presos. O Diabo, sim por enquanto está solto e sabe imitar e enganar com muita perícia. 2 – Para o Justo a –Antes de morrer Jesus disse “as portas do inferno não prevaleceram...” Mt 16.18, isto mostra que os fiéis de Deus não mais desceriam ao Hades, isto é, a divisão reservada para os justos. 1 Co 15.55 b – Ele disse ao ladrão arrependido Lc 23.43 c – Paulo disse: Ef 4.8,9. Entende-se que Jesus ao ressuscitar levou para o céu os crentes do AT que estavam no seio de Abraão conforme prometera At 2.25,26,27. A obra redentora de Cristo afetou tanto os vivos como os mortos que dormiam no Senhor Mt 27.52,53. d – Paulo foi ao Paraíso que já estava no terceiro céu 2 Co 12.1-4; João viu almas “debaixo do altar” Ap 6.9,10 e – Quem dorme no Senhor está no céu pois o Paraíso está agora ali 2 Co 5.8 ; 8.3; Fp 1.23 1 Pe 3.22 . Quem morre agora vai ao encontro de Deus Sl 116.5 Is 57.1,2; Sl 73.24 f – A morte não é o fim 2Co 4.17 CONCLUSÃO Uma análise minuciosa de At 2 27,31 e 1Pe 3.18-20, mostra que a vitória do Senhor Jesus foi anunciada até no hades, o reino dos mortos. Todo universo tomou conhecimento dessa vitória transcendental, por ocasião da sua morte e ressurreição.

O QUE É PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO?

PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO Esclarecendo dúvidas... “Todo ato contra o Espírito Santo é pecado, uma vez que se trata de uma Pessoa divina”. Introdução - O Espírito Santo é uma Pessoa Divina e, portanto, todo e qualquer ato dirigido contra Ele é um pecado, que se caracteriza por ser, justamente, um ato contrário à Divindade. Entre os pecados contra o Espírito Santo encontra relevância a “blasfêmia contra o Espírito Santo”, que é um pecado imperdoável, que está além dos limites da redenção do homem na pessoa bendita de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A. CONCEITO DE PECADO “Pecado” - “hamartia” (grego) - “errar o alvo”, “fracassar”, “… trata-se do fracasso em não atingir um padrão conhecido, mas antes, desviando-se do mesmo.…” (R. N.CHAMPLIN). l l “Pecado” – falta (latim) - violação de uma norma, de uma regra estabelecida por Deus. B. PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO. B.1. Como Deus é único, todo e qualquer pecado cometido é um atentado contra Deus, em todas as Suas três Pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo. B.2. Pecados contra o Espírito Santo - pecado cometido por alguém que tenha em mente atingir a Pessoa divina do Espírito Santo em especial Resistência ao Espírito Santo At 7.51; 1Ts 2.15,16 a) o que é? Recusa de submissão à vontade divina, rejeição de obediência à Palavra de Deus, luta contra Deus. 1.1. É encontrado no sermão inspirado de Estevão, o primeiro mártir da Igreja. Em At 7.51, em meio àquela multidão enfurecida de judeus que o haviam levado ao Sinédrio, Estevão acusa os israelitas de cometerem o pecado de resistência contra o Espírito Santo: “Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo, assim vós sois como vossos pais.” Estamos, portanto, neste caso, diante de um pecado contra o Espírito Santo, cujo alvo é a própria terceira Pessoa divina. 1.2. Pelo que podemos verificar a resistência ao Espírito Santo caracteriza-se por ser uma recusa de submissão à vontade divina, uma rejeição de obediência à Palavra de Deus. Conforme nos dá conta Estevão, o povo de Israel cometera este pecado e, por isso, havia rejeitado a Jesus, o seu Messias, porque haviam se recusado a ouvir a Palavra de Deus, a obedecer aos mandamentos divinos, tornando-se “incircuncisos de coração e de ouvido”, “homens de dura cerviz”. b) Sinais de seu cometimento: dureza de cerviz, obstinação, insensibilidade espiritual, busca de falsos doutores que justifiquem as suas concupiscências. c) o sentido do texto bíblico O verbo resistir usado por Estevão, no original, vai alem de uma mera resistência . Significa lutar contra; lutar com agonia, cair em cima. d) É perdoável, desde que haja cessação da obstinação e arrependimento sincero (2Cr 33.1-20; Sl 51.17). 2.Agravo ao Espírito Santo (Espírito da Graça) Hb 10.29 2.1.Segundo o escritor aos hebreus, o “agravo ao Espírito da graça” seria a quebra da lei de Cristo. Com efeito, o escritor, no contexto de onde saiu este versículo, está a afirmar que quem quebrava a lei de Moisés tinha como expectativa a morte sem misericórdia (Hb 10.28), bastando, para tanto, que duas ou três testemunhas depusessem contra ela (Dt 17:1-7), como ficou bem retratado no episódio da mulher adúltera no ministério terreno de Jesus (Jo 8.1-11). 2.2 Ora, se a quebra da lei de Moisés representava a morte sem misericórdia, como podemos esperar que alguém possa se livrar da deliberada quebra da lei de Cristo, sendo Jesus superior a Moisés em todos os sentidos, como mostra, durante toda a sua carta, o autor da epístola aos hebreus? O agravo ao Espírito da graça, portanto, seria a deliberada quebra dos mandamentos de Cristo, por parte de alguém que tivesse sido alvo da graça salvadora do Senhor, tanto que santificado pelo sangue de Cristo. “Agravar o Espírito da graça” é, portanto, de modo voluntário, pecar contra Deus, não atentar para a santificação operada pelo sangue de Cristo, ou seja, tornar profano, tornar mundano, tornar pecaminoso aquilo que Deus, pelo sangue de Jesus, purificou, separou do pecado. 2.3. Agravar, como aqui é empregado é afrontar, ultrajar, debochar, zombar, injuriar, insultar com desdém. 3. Entristecer o Espírito Santo Ef 4.30,31 3.1 Como se nota, de pronto, no texto bíblico, estamos diante não propriamente de um pecado contra o Espírito Santo, mas de um pecado que, embora não dirigido diretamente contra o Espírito Santo atinge-O, pois, ao se viver ainda em pecado, ainda que inadvertidamente, o crente não se mantém em santidade, mistura-se com o pecado e a conseqüência disto é que o Espírito Santo Se entristece, afastando-Se do crente. Não é por outro motivo, aliás, que Davi, ao perceber o seu pecado, nota que o Espírito Santo dele Se afastou, o que o faz implorar pela Sua volta (Sl 51.11). a) Tristeza do Espírito Santo 1. O Espírito Santo, como Seu próprio nome diz, é Santo, ou seja, não compactua, admite ou tolera o pecado e, quando pecamos, Ele Se afasta de nós, uma vez que não pode conviver com o pecado. O pecado faz divisão entre nós e Deus (Is 59.2) e, por isso, quando pecamos, ainda que involuntariamente, não mais temos a companhia do Espírito Santo, que, entristecido, atingido pelo nosso pecado, ainda que não O tenhamos elegido como alvo de nossa falta afasta-Se de nós. b) O que pode entristecer o Espírito Santo 1) Toda conversação maligna e corrupta, que estimule os desejos pecaminosos e a luxúria, contrista o Espírito Santo. Descuido que leva o crente a se misturar com o pecado e com o mundo, gerando o afastamento do Espírito Santo do seu ser. 2) O Espírito Santo também é entristecido quando, desprezando a vontade de Deus preferimos seguir nossos desejos e ambições. 3) O entristecimento do Espírito Santo, portanto, não é propriamente um pecado contra o Espírito Santo, mas uma conseqüência do pecado que venhamos a cometer no nosso relacionamento com Ele. Eis, aliás, uma demonstração de que qualquer pecado ofende a todas as três Pessoas divinas, independentemente de elas terem sido o alvo premeditado do pecador. 4) Sinais de seu cometimento: envolvimento com as coisas mundanas, perda de santidade. 5) É perdoável, desde que se peça perdão ao Pai, pela intercessão do Filho (I Jo2.1,2) 4. Mentir ao Espírito Santo At 5.3 4.1 Notamos, aqui, que, ao contrário do que ocorrera na primeira menção, em que tínhamos um pecado não dirigido ao Espírito Santo, mas que O atingiu, e diferentemente do segundo caso, em que, apesar de um pecado dirigido contra o Espírito Santo, havia uma luta contra a vontade dEle, no presente caso, temos uma deliberada ação de desprezo e de irreverência em relação ao Espírito Santo. a) O sentido da palavra mentira em Atos 5.3 o termo aqui é como se contar uma falsidade como verdade. 1) deliberada e voluntária demonstração de indiferença, de destemor em relação ao Espírito Santo. 2) Sinais de seu cometimento: ausência de reverência e de temor a Deus e a tudo que diga respeito a Ele, em especial à Igreja, coração cheio de Satanás e vazio de Deus. b) As implicações de se mentir ao Espírito Santo At 5.3,4 Quem mente ao Espírito Santo menospreza sua deidade; Ele é Deus. 1. A mentira contra o Espírito Santo apresenta-se, portanto, como um estágio de completa indiferença diante dEle e do que Ele representa. É um estágio em que a pessoa se encontra totalmente iludida pelo adversário de nossas almas, tendo seus corações cheios de pecado e de mentira. É interessante observar que, quando a Bíblia nos fala a respeito de Judas Iscariotes, diz que o diabo havia entrado em seu coração (Lc 22.3) e, em outra passagem, que havia posto no coração o desejo da traição (Jo 13.2), mas, com relação a Ananias e a Safira, é dito que o coração deles foi cheio por Satanás, a demonstrar, portanto, como era funesta a situação espiritual daquele casal, bem pior que a do próprio traidor do Senhor. 2. A mentira contra o Espírito Santo apresenta-se, portanto, como uma circunstância mais grave, onde há uma indiferença com relação à própria atuação do Espírito Santo. Assim, em virtude de uma seguida e permanente resistência ao Espírito Santo, chega-se a este nível de insensibilidade espiritual, em que o coração, antes endurecido e incircunciso, agora passa a ser cheio de Satanás, cheio de mentira, tanto que não se titubeia sequer em mentir deliberadamente e de forma aberta e pública contra o Espírito Santo, no meio do próprio povo de Deus 3. É perdoável, mas exige retratação expressa e explícita do pecador. (At 5. 8) 5. Extinguir o Espírito Santo 1 Ts 5.19 a) O que é extinguir o Espírito (é o mesmo que apagar aos poucos uma chama, um fogo que está a arder) A palavra “extinguir” aqui é o verbo grego “sbennuni”, “… que significa ‘extinguir’, ‘apagar’, e que figuradamente significa ‘suprimir’. Era verbo usado para dar a idéia de ‘apagar fogo’, ou ‘ressecar coisas molhadas’, para se tornarem secas. Também transmitia a idéia de tornar ‘inativas’ muitas coisas.…” (CHAMPLIN, R.N. O Novo Testamento interpretado versículo por versículo, com. 1 Ts 5.19, v.5, p.219). b) O perigo de se extinguir o Espírito Ap 3.14-22 “Extinguir o Espírito”, portanto, é deixar de dar liberdade ao Espírito Santo para que Ele haja na vida de cada um de nós, bem assim nas reuniões do povo de Deus. “Extinguir o Espírito” é iniciar uma progressiva e crescente limitação da atuação do Espírito Santo, não Lhe dando a necessária liberdade para que faça a Sua obra. Não podemos nos esquecer de que o Espírito Santo, como é Deus, respeita o livre-arbítrio do homem e, por isso, não invade a vontade dos Seus servos, tornando-os instrumentos oprimidos para agir. Ao contrário do adversário e de seus agentes, que escravizam os seus instrumentos (que o diga os “cavalos” e demais “guias” de espíritos malignos, comuns nas manifestações espíritas), o Espírito Santo age quando há o consentimento do ser humano (Ap 3.20). 6. Blasfemar contra o Espírito Santo 1. O que é blasfemar contra o Espírito Santo A sexta referência bíblica relacionada com o pecado contra o Espírito Santo também se refere ao “pecado imperdoável”, desta feita denominado de “blasfêmia contra o Espírito Santo”, expressão utilizada pelo próprio Senhor Jesus quando acusado pelos fariseus de expulsar demônios por Satanás (Mt 12.22-33; Mc 3.20-30; Lc 12.10). Aqui também, estamos a falar de um pecado tão grave que o próprio Senhor afirma que para Ele não há perdão. É a atribuição deliberada de uma operação do Espírito Santo ao adversário, é a manifestação de uma rebeldia contumaz, de uma rejeição deliberada à ação do Espírito Santo, uma recusa tal que leva a pessoa a atribuir ao próprio diabo àquilo que é feito por Deus. 2. A blasfêmia contra o Espírito Santo é imperdoável Estas referências (Hb 10.28,29; Mt 12.22-33; Mc 3.20-30; Lc 12.10) bíblicas se referem ao “pecado imperdoável”, ao que comumente se denomina de “pecado contra o Espírito Santo”, no seu sentido menor, ou seja, de uma rejeição deliberada, consciente e voluntária contra o Espírito Santo, um ataque frontal de rebeldia contra esta Pessoa divina, pecado que não comporta perdão, como nos dá conta o próprio Senhor Jesus. Dada a gravidade deste pecado e a sua própria peculiaridade, sobre ele nos debruçaremos separadamente, na parte final deste estudo. a) Ela é conseqüência de: 1) Rebelar-se e resistir ao Espírito Is 63.10; At 7.51 2) Abafar e apagar o fogo interior do Espírito 1Ts 5.19; Gn 6.3; Dt 29.18-21; 1Ts 4.4 3) Endurecimento total do coração, cauterização da consciência e cegueira total. 2Tm 3.8 b) A blasfêmia contra o Espírito do Senhor é imperdoável - 1) uma atitude deliberada e voluntária demonstração de rebeldia contra o Espírito Santo, consciente afronta contra o Espírito Santo, seja atribuindo Suas obras ao inimigo, seja negando a verdade do Evangelho. 2) É imperdoável (Mt 12.31; Mc 3.29; Lc 12.10; Hb 6.4-6; 1 Jo 5.16b) 3) O “pecado imperdoável” não é um pecado de fácil cometimento, exige um longo e tenebroso caminho para se consumar e produzir o seu nefasto e irreversível efeito. 4) O caminho para o “pecado imperdoável”: estagnação – desvio – apostasia - Apostasia - uma atitude de mudança de comportamento, de afastamento de valores supremos, de crenças fundamentais que uma pessoa possuía e que a fazia viver numa determinada comunidade. É o “agravo contra o Espírito da graça” de que trata Hb.10.29. c) Características deste pecado imperdoável 1) ser voluntário ou deliberado (Hb 10.26) 2) ser seu agente uma pessoa que conhece a verdade (Hb 6.4) 3) ser seu agente uma pessoa que chegou a ter certa estatura (Hb 6.4) 4) ser seu agente uma pessoa que, embora tenha conhecimento de Deus, decide se tornar um adversário de Deus(Hb 10.27, "in fine") 5) não resta mais sacrifícios para ele (Hb6.6; 9.22b). 6) faz surgir uma expectação horrível de juízo divino (Hb.10:27,31) 7) o fogo é consumidor, destruidor, é um fogo que reduzirá a nada (Mt3.12, Lc3.9) 8) o juízo é bem mais severo que o da lei mosaica – a morte eterna. (Hb 10.28,29; 1 Jo 5.16 “in fine”) 9) o arrependimento é impossível (Hb 6.4-6) Sinais de seu cometimento: cauterização completa da consciência, inexistência de qualquer sentimento de arrependimento, ausência completa da própria noção de que está a profanar a obra salvadora de Cristo. CONCLUSAO O “pecado imperdoável” não é um pecado de fácil cometimento, exige um longo e tenebroso caminho para se consumar e produzir o seu nefasto e irreversível efeito. Quem pensa ter cometido este pecado, só por assim pensar é prova de que não o cometeu. Cuidemos, pois, para que, em hipótese alguma, sejamos enganados pelo nosso inimigo ao ponto de transpormos os amplíssimos e largos domínios do amor divino em relação ao homem e, de forma trágica, acabemos por cometer o pecado imperdoável, não tendo, a partir de então, qualquer esperança de morarmos eternamente com o Senhor.

UM PEQUENO ESTÍMULO PARA QUEM DESEJA ESTUDAR GREGO E HEBRAICO

SLGreek: João 3.16

Outwv gar hgaphsen o qeov ton kosmon, wste ton uion ton monogenh edwken, ina pav o pisteuwn eiv auton mh apolhtai all' exh zwhn aiwnion.

SLHebrew: (escrito da direita para esquerda) Gênesis 1.1

. ur)h te)w eymh te) eyhl) )rB ty$)erB

MINISTÉRIO

Impedimentos Para O Ministério "Viajando num trem, de repente paramos. O problema foi que um parafuso pequeno havia quebrado e fomos obrigados a seguir lentamente com um pistão só ao invés de dois funcionando. Somente um pequeno parafuso estava quebrado. Se tivesse sido corrigido, o trem teria corrido sua trilha de ferro, mas a ausência daquela peça insignificante atrapalhou tudo. A analogia é perfeita: um homem, em todos os outros aspectos apto para ser útil pode, por causa de um pequeno defeito, ser impedido, ou até se tornar inútil para o ministério. C. H. Spurgeon, "Lições Para Meus Estudantes".